AGRONEGÓCIO

Desafios e Avanços no Monitoramento da Intensificação Agrícola no Cerrado

Publicado em

Durante o workshop sobre o Sistema de Monitoramento de Carbono do Cerrado em Larga Escala (CMS4D), realizado na Universidade de Brasília entre 13 e 15 de agosto, o pesquisador Edson Sano, da Embrapa Cerrados, apresentou os avanços e desafios no monitoramento da intensificação agrícola no Cerrado. O evento, que ocorreu tanto presencialmente quanto online, abordou o papel das tecnologias no desenvolvimento de uma agricultura sustentável e os obstáculos atuais enfrentados na monitorização via satélite.

Avanços Tecnológicos para a Sustentabilidade

Na sua apresentação do dia 14 de agosto, Sano destacou diversas tecnologias que visam reduzir a emissão de carbono e a ocorrência de queimadas, com foco nas inovações que permitem a expansão da produção sem a necessidade de aumentar a área cultivada. Entre as tecnologias discutidas, destacou-se o sistema de plantio direto, adotado por mais da metade das propriedades agrícolas do Brasil, com uma área superior a 12 milhões de hectares no Cerrado. Este método reduz a erosão do solo e melhora a umidade, ao mesmo tempo em que diminui os custos para os produtores.

Leia Também:  Desmatamento no Brasil cai em 2023, mas concentração sobe no Cerrado

Sano também mencionou a tecnologia de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), que combina diferentes arranjos produtivos, como milho e braquiária, trazendo benefícios como aumento da produtividade, sequestro de carbono e controle da erosão. Esse sistema permite uma utilização mais eficiente da terra, aumentando o tempo de uso da propriedade de quatro para até nove meses por ano.

Desafios no Monitoramento Satelital

O monitoramento agrícola, que antes utilizava imagens do programa Landsat na década de 1990, evoluiu significativamente com a capacidade de gerar mapas em questão de minutos. No entanto, o aumento da complexidade dos sistemas de produção, como o predominante milho safrinha, impõe desafios à precisão do monitoramento devido à limitação temporal para capturar imagens suficientes.

Sano identificou dois avanços promissores: o satélite Biomass, da Agência Espacial Europeia, que será lançado este ano e pode diferenciar até oito níveis de biomassa, e o satélite de radar ALOS-4, da Agência Espacial Japonesa, que obtém imagens da superfície terrestre independentemente da cobertura de nuvens.

Entre os desafios atuais, Sano destacou a dificuldade de mapear pastagens degradadas e estimar o estoque de carbono nos subsolos do Cerrado. Identificar pastagens degradadas é complexo devido à variabilidade nas propriedades, e a quantificação do carbono armazenado no subsolo representa um desafio significativo para futuras pesquisas.

Leia Também:  O Mercado de Pallets e Embalagens de Madeira no Brasil: Perspectivas e Desafios

O workshop contou com a colaboração da Universidade da Flórida, do Programa de Ação da Terra da NASA e de diversas instituições brasileiras, incluindo a Embrapa Cerrados. Para mais informações sobre o projeto CMS4D, acesse o link do projeto.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Exportações do Rio Grande do Sul somam US$ 4,4 bilhões no 1º trimestre de 2026, com destaque para carnes

Published

on

As exportações do Rio Grande do Sul totalizaram US$ 4,4 bilhões no primeiro trimestre de 2026. Em termos nominais, o resultado representa o quarto maior valor da série histórica iniciada em 1997, evidenciando a relevância do estado no comércio exterior brasileiro.

Carnes impulsionam desempenho da pauta exportadora

Entre os principais produtos exportados, o destaque ficou para o segmento de proteínas animais e animais vivos.

As exportações de carne suína registraram crescimento expressivo de 49,6%, com incremento de US$ 75,8 milhões. Também apresentaram avanço:

  • Vendas de bovinos e bubalinos vivos: alta de US$ 57,2 milhões;
  • Carne bovina: aumento de US$ 33,7 milhões.

O desempenho positivo desses produtos contribuiu para amenizar as perdas em outros segmentos relevantes da pauta exportadora.

Exportações caem em relação a 2025

Na comparação com o mesmo período de 2025, o valor total exportado pelo estado apresentou retração de 7,5%, o equivalente a uma queda de US$ 357,4 milhões.

O recuo foi influenciado principalmente pela redução nas vendas de produtos estratégicos:

  • Soja em grão: queda de 77,0% (-US$ 188,3 milhões);
  • Fumo não manufaturado: retração de US$ 172,9 milhões;
  • Celulose: recuo de US$ 68,1 milhões;
  • Polímeros de etileno: diminuição de US$ 45,5 milhões.
Leia Também:  Açúcar Registra Queda Semanal de 5% em Nova York
Estado mantém posição no ranking nacional

Apesar da retração no valor exportado, o Rio Grande do Sul manteve a sétima colocação entre os principais estados exportadores do país.

O estado ficou atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará e Paraná. No entanto, houve redução na participação relativa, que passou de 6,2% para 5,3% no período analisado.

Diversificação de destinos marca exportações gaúchas

No primeiro trimestre de 2026, o Rio Grande do Sul exportou para 169 destinos, reforçando a diversificação de mercados.

Os principais compradores foram:

  • União Europeia: 12,2% das exportações;
  • China: 9,2%;
  • Estados Unidos: 7,3%.

Entre os parceiros comerciais, a China apresentou a maior queda em termos absolutos, com retração de US$ 301,6 milhões, impactada pela redução nas compras de soja e fumo.

Os Estados Unidos também registraram recuo relevante (-US$ 148,7 milhões), influenciado principalmente pelos setores florestal e de armas e munições.

Egito e Filipinas ganham destaque nas compras

Em contrapartida, alguns mercados ampliaram significativamente suas importações de produtos gaúchos.

Destacam-se:

  • Egito: aumento de US$ 105,1 milhões;
  • Filipinas: alta de US$ 104,5 milhões.
Leia Também:  SEMOB disponibiliza WhatsApp para denúncias sobre trânsito na capital

O crescimento foi impulsionado principalmente pelas vendas de cereais e carnes.

Cenário internacional pressiona comércio exterior

O desempenho das exportações do estado ocorre em meio a um ambiente global de incertezas.

As vendas para o Irã, que representaram 1,8% do total exportado, recuaram 5,5% no período, refletindo impactos de sanções econômicas e restrições financeiras que historicamente afetam as relações comerciais com o país.

No caso dos Estados Unidos, a queda de 31,9% nas exportações foi superior à média geral do estado. O resultado está ligado, entre outros fatores, ao desempenho do setor de armas e munições, sensível a mudanças regulatórias e tarifárias.

Perspectivas indicam cenário desafiador

Apesar do bom desempenho de segmentos como o de carnes, a retração em produtos-chave como soja e celulose evidencia os desafios enfrentados pelo estado no comércio internacional.

O cenário para os próximos meses seguirá condicionado à demanda global, às condições de mercado e ao ambiente geopolítico, fatores que devem continuar influenciando o desempenho das exportações gaúchas ao longo de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA