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Depois de uma forte demanda por propano no ano passado, o que esperar em 2024? Confira análise hEDGEpoint

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Ao mesmo tempo em que surgem oportunidades de fornecimento, o cenário de demanda também melhora, como aumento da atividade industrial em todo o mundo, potencialmente impulsionando o consumo de propano, especialmente na Ásia.

Atualmente, os preços spot em Mont Belvieu, o centro do comércio de propano, estão sendo negociados a níveis mais altos do que no mesmo período do ano passado, impulsionados pelas baixas temperaturas de janeiro, que aumentaram a demanda por aquecimento e pressionaram os estoques. No entanto, alguns desafios surgem no horizonte. A demora nos cortes das taxas de juros nos EUA pode afetar a velocidade da recuperação da atividade manufatureira, enquanto a OPEP+ deve aumentar gradualmente sua produção no segundo semestre de 2024, o que pode afetar o suporte atual dos preços do petróleo bruto, que está correlacionado com os preços do propano.

O propano é um dos combustíveis mais comuns no mundo e seu uso varia amplamente, sendo empregado tanto no aquecimento e resfriamento de residências quanto no setor industrial.

“Além disso, é utilizado nos setores petroquímicos, uma vez que o propileno, derivado do propano, é um ingrediente fundamental na produção de plásticos utilizados em diversos setores, como automotivo, construção, têxtil e outros. Como uma parte do propano global é produzida a partir de processos de extração e refino de petróleo, as decisões tomadas pela OPEP+ afetam o fornecimento desse produto. Além disso, o aumento significativo na produção de petróleo e gás natural nos Estados Unidos levou a um aumento substancial em seu fornecimento, resultando em níveis recordes de estoques no país durante grande parte de 2023”, explica Victor Arduin, analista de Energia e Macroeconomia da hEDGEpoint Global Markets.

“Devido aos recentes acontecimentos no complexo energético, vamos examinar os fatores que afetaram esse produto e traçar um cenário para possíveis desenvolvimentos nos próximos meses”, prossegue.

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Espera-se que a demanda por propano cresça em várias regiões em 2024

Muito se fala sobre os impactos no mercado de petróleo quando a OPEP+ realiza ações de restrição de oferta. Entretanto, por trás desses movimentos, há um impacto profundo no mercado de produtos refinados, sendo a produção de propano um excelente exemplo.

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Com menos petróleo sendo fornecido pelos países da OPEP+, cujo processo de extração também resulta na produção de propano, as empresas americanas tiveram a oportunidade de aumentar suas exportações, crescendo em média 14%, ou seja, cerca de 1,6 milhão de bpd, ao longo de 2023.

“Por um lado, há uma oportunidade se abrindo no lado da oferta; por outro lado, a perspectiva de demanda é bastante promissora. A atividade manufatureira, intimamente associada à demanda de propano, está se recuperando, conforme evidenciado pelos dados mais recentes do PMI dos Estados Unidos, 49,1 (+2), e da Europa, 46,6 (+2,2). Além disso, espera-se que a Ásia, o principal destino das exportações de propano dos EUA devido a seus complexos petroquímicos, se beneficie de um ambiente monetário menos restritivo em 2024”, observa o analista.

Por enquanto, as exportações de propano desde o início deste ano apresentaram um crescimento modesto (+1%) em comparação com o ano passado, mas isso se deve aos desafios de transporte impostos pelo menor volume de água no Lago Gatun, o que reduziu significativamente o comércio na região, uma rota importante para a comercialização americana de GLP para a Ásia.

O clima frio pressionou os estoques de propano nos EUA

Embora os estoques de propano tenham permanecido em níveis recordes durante grande parte de 2023, como resultado do forte aumento na produção, o clima nos lembra como o complexo energético pode ser volátil e como seus fundamentos podem mudar rapidamente.

“Devido ao frio intenso nos Estados Unidos em janeiro, houve um aumento significativo na demanda por aquecimento. Além disso, as baixas temperaturas que afetaram o país interromperam a produção de petróleo e gás natural em muitas regiões, fizeram com que os estoques do país despencassem rapidamente, caindo de aproximadamente 81 milhões de barris de propano/propileno no início do inverno para aproximadamente 55 milhões de barris (-35%) em 16 de fevereiro”, afirma.

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E segue: “Obviamente, essas mudanças impactaram os preços spot do propano em Mont Belvieu, onde os preços estão em média 4,15% mais altos (um aumento de 11% em comparação com a média de 5ª nos) do que aqueles comparados a 2023”.

Contudo, o principal fator altista para o propano – o clima – assume uma direção de baixa à medida que nos aproximamos do fim do inverno, reduzindo a necessidade de aquecimento. Entretanto, há outros fatores importantes que podem afetar o preço do propano. Logo, a OPEP+ pode ter uma influência significativa nos próximos meses.

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A habilidade da OPEP+ influenciar os preços do petróleo será crucial para um ambiente de alta para o propano

Apesar de uma perspectiva promissora para a demanda de propano, a produção de petróleo e gás natural nos Estados Unidos vem experimentando um aumento significativo, levando a uma maior oferta de produtos de GLP.

“Portanto, será importante observar o desempenho do petróleo ao longo de 2024. Se ele conseguir atingir níveis mais altos, isso resultará em custos mais altos para seus produtos refinados, que incluem o propano. Contudo, há desafios significativos no médio prazo”, diz.

Embora o Fed ainda não tenha iniciado o processo de flexibilização de sua política monetária contracionista, as altas taxas de juros da economia americana estão sustentando um dólar forte, o que torna as commodities energéticas mais caras para os detentores de outras moedas, algo baixista para o complexo energético.

“Ainda, a tendência é que o corte de fornecimento da OPEP+ permaneça em vigor, mas espera-se que ele seja gradualmente revertido entre o terceiro e o quarto trimestres deste ano. Portanto, no médio prazo os preços do propano deverão convergir para níveis menores do que os atuais”, conclui.

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Fonte: hEDGEpoint Global Markets

Fonte: Portal do Agronegócio

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Inpasa amplia liderança global e exporta 45 mil toneladas de DDGS para a Turquia

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A Inpasa, maior biorrefinaria de etanol da América Latina e o segundo maior grupo produtor de etanol do mundo, realizou um novo embarque de 45 mil toneladas de DDGS (Grãos Secos de Destilarias com Solúveis) com destino à Turquia. A operação reforça a estratégia de expansão internacional da companhia e consolida sua liderança entre os exportadores brasileiros do insumo.

Turquia se consolida como mercado estratégico para a Inpasa

O país asiático vem ganhando relevância na operação global da empresa e já ocupa a posição de segundo maior mercado da Inpasa, atrás apenas do Vietnã.

Desde 2023, a companhia já destinou cerca de 600 mil toneladas de DDGS ao mercado turco, evidenciando a consolidação da parceria comercial e o crescimento da demanda pelo produto.

Exportações ganham ritmo com embarque para China

O novo envio para a Turquia ocorre em um momento de aceleração das exportações da Inpasa, logo após a realização de um embarque de 62 mil toneladas para a China, um dos mercados mais exigentes do mundo.

O movimento reforça a presença global da companhia e sua capacidade de atender diferentes destinos estratégicos simultaneamente.

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Logística integrada garante eficiência operacional

A operação logística envolveu diferentes modais de transporte, destacando a estrutura integrada da empresa. O DDGS foi transportado da unidade de Sinop (MT) por caminhões até o terminal de Miritituba, em Itaituba (PA).

Em seguida, o produto seguiu por barcaças pelo rio Tapajós até Santarém, onde foi transferido para o navio Ionic, responsável pelo transporte marítimo até a Turquia.

Segundo a Inpasa, a operação reforça a capacidade da empresa de atuar com eficiência logística e flexibilidade em diferentes rotas de exportação.

Expansão internacional fortalece marca FortiPro

O embarque também reforça o posicionamento da marca FortiPro, lançada pela companhia em março com foco em “performance-driven nutrition”, ou nutrição voltada para desempenho.

A proposta da marca é atender produtores que buscam maior eficiência e previsibilidade na alimentação animal, com produtos de padrão técnico elevado e regularidade de fornecimento.

DDGS com alto padrão nutricional e rastreabilidade

O DDGS produzido pela Inpasa é reconhecido no mercado internacional como uma importante fonte de proteína para nutrição animal. O insumo é livre de antibióticos e contaminantes, atendendo às exigências sanitárias e nutricionais mais rigorosas.

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O produto oferece concentração mínima de 32% de proteína bruta, alta digestibilidade e estabilidade nutricional ao longo do ano, além de monitoramento rigoroso de micotoxinas.

Aplicação em diferentes cadeias produtivas

A versatilidade do DDGS permite sua utilização em diversas cadeias da produção animal, incluindo bovinos, aves, suínos e aquicultura. O insumo contribui para a melhoria do ganho de peso e da conversão alimentar dos animais.

Modelo Food + Fuel reforça sustentabilidade

A produção da Inpasa está inserida no modelo integrado Food + Fuel, no qual energia renovável e alimentos são produzidos na mesma área agrícola.

Esse sistema busca otimizar o uso da terra, aumentar a eficiência produtiva e contribuir para os compromissos globais de sustentabilidade e redução de emissões de carbono.

Com o novo embarque para a Turquia, a Inpasa reforça sua posição como principal exportadora brasileira de DDGS e amplia sua presença em mercados estratégicos, consolidando o Brasil como protagonista global na produção de insumos para nutrição animal e biocombustíveis.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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