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Demanda por Carne Bovina Apresenta Sinais de Aquecimento, Mas Preços do Boi Mantêm Estabilidade no Brasil

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O mercado de boi gordo no Brasil observou uma semana de preços estáveis a levemente elevados nas principais praças de comercialização. De acordo com Fernando Iglesias, analista da Safras & Mercado, a demanda por carne bovina tem mostrado sinais de aquecimento, tanto no mercado interno, com a melhoria nos indicadores de consumo, quanto na exportação, que continua com um ritmo forte.

O destaque da semana foi a valorização dos preços na região Norte, onde os frigoríficos estão operando com escalas de abate mais apertadas. Em outras regiões, os preços permaneceram praticamente inalterados.

Iglesias ressalta que há uma expectativa de aumento no confinamento de bovinos, impulsionado pelas boas condições de rentabilidade no setor. Os preços da arroba do boi gordo, na modalidade a prazo, nas principais praças de comercialização do país no dia 18 de julho eram os seguintes:

  • São Paulo (Capital): R$ 228,00, estável em relação à semana anterior.
  • Goiás (Goiânia): R$ 220,00, sem alteração frente ao fechamento da semana passada.
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 220,00, mesmo valor da semana anterior.
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 220,00, inalterado em relação à semana passada.
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 212,00, com aumento de 0,95% em relação aos R$ 210,00 da semana anterior.
  • Rondônia (Vilhena): R$ 185,00, avanço de 1,09% frente aos R$ 183,00 da semana anterior.
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No mercado atacadista, Iglesias observa que os preços permaneceram acomodados, com menor espaço para altas durante a segunda quinzena do mês, um período tradicionalmente com menor apelo ao consumo. O quarto traseiro do boi foi cotado a R$ 17,50 por quilo, enquanto o quarto dianteiro manteve-se a R$ 14,00 por quilo.

Em relação às exportações, o Brasil exportou carne bovina fresca, congelada ou refrigerada no valor de US$ 483,811 milhões em julho (10 dias úteis), com uma média diária de US$ 48,381 milhões. A quantidade total exportada foi de 109,584 mil toneladas, com uma média diária de 10,958 mil toneladas, e o preço médio da tonelada ficou em US$ 4.415,00.

Comparado a julho de 2023, houve um aumento de 33,3% no valor médio diário das exportações, um ganho de 43,1% na quantidade média diária exportada, mas uma desvalorização de 6,9% no preço médio, conforme divulgado pela Secretaria de Comércio Exterior.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção de suínos cresce 50% e abre espaço para novos investimentos

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A suinocultura de Mato Grosso do Sul cresceu aproximadamente 50% nos últimos três anos e já alcança cerca de 3,6 milhões de animais abatidos por ano. A expansão, que coloca o Estado entre os principais polos emergentes da atividade no País, estará no centro das discussões do VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul, marcado para 17 de setembro, em Dourados (a cerca de 240km da capital, Campo Grande).

O avanço ocorre em uma região que até poucos anos atrás tinha participação bem menor na produção nacional de carne suína. Mato Grosso do Sul passou a ocupar a quinta posição no ranking brasileiro de abates, atrás de Estados com tradição muito mais antiga na atividade, como Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Parte dessa expansão está associada à disponibilidade de milho e soja, principais componentes da alimentação dos animais e responsáveis pela maior parcela do custo de produção. A proximidade entre as granjas e as regiões produtoras de grãos reduz distâncias no abastecimento de ração e cria condições para a instalação de novas unidades produtivas e industriais.

Outro fator é o crescimento do número de matrizes. Em 2026, mais de 111,5 mil matrizes já estavam cadastradas no Programa Leitão Vida, política estadual de incentivo à produção. Até o início de junho, 272 estabelecimentos participavam do programa.

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No mesmo período, 1,63 milhão de suínos haviam sido abatidos dentro do programa e os incentivos concedidos aos produtores superavam R$ 45 milhões. A atividade também acumulou aproximadamente R$ 1,7 bilhão em cartas-consulta aprovadas pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) nos últimos sete anos.

A política de incentivo passou ainda por mudanças. O novo protocolo do Leitão Vida ampliou as exigências relacionadas à biossegurança, bem-estar animal, rastreabilidade, sustentabilidade e utilização de tecnologias nas propriedades.

Dos 272 estabelecimentos participantes neste ano, 239 já haviam migrado para o novo sistema de conformidade. A intenção é atrelar parte dos incentivos não apenas ao volume produzido, mas também ao cumprimento de padrões técnicos, sanitários e ambientais.

Para o produtor, essa mudança ganha importância porque a expansão da atividade depende cada vez mais do acesso a mercados exigentes. Sanidade, rastreabilidade e biossegurança deixaram de ser apenas questões internas das granjas e passaram a influenciar diretamente a capacidade de frigoríficos e produtores alcançarem novos compradores.

Mato Grosso do Sul também ampliou sua estrutura industrial. Unidades instaladas no Estado vêm aumentando a capacidade de abate, movimento necessário para acompanhar o crescimento das granjas e evitar um desequilíbrio entre a oferta de animais e a capacidade de processamento.

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A expansão da suinocultura cria ainda uma demanda adicional para a agricultura estadual. Cada aumento no alojamento de animais significa maior consumo de milho e farelo de soja, estabelecendo uma relação direta entre o crescimento das granjas e o mercado regional de grãos.

Esse movimento pode ser especialmente importante para regiões com grande produção de milho segunda safra. A instalação de unidades de produção animal permite transformar parte do grão dentro do próprio Estado em proteína de maior valor agregado, reduzindo a necessidade de transportar toda a produção agrícola por longas distâncias até outros centros consumidores.

O crescimento, entretanto, exige investimentos elevados. Construção e modernização de granjas, climatização, tratamento de dejetos, biossegurança, armazenagem de ração e adequações ambientais aumentam a necessidade de capital e tornam a expansão dependente de planejamento financeiro e acesso ao crédito.

Consolidado como um dos principais encontros da suinocultura no Centro-Oeste, o Fórum ocorre justamente quando Mato Grosso do Sul tenta transformar o forte crescimento dos últimos anos em uma cadeia maior, mais tecnificada e com maior participação nos mercados nacional e internacional.

Serviço

VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul
Data: 17 de setembro de 2026
Horário: 7h às 18h
Local: Unigran – Dourados (MS)

Fonte: Pensar Agro

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