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Demanda fraca pressiona mercado do boi gordo e derruba preços da carne com osso no atacado

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Cotação do boi gordo recua em São Paulo com demanda enfraquecida

A queda nas vendas de carne bovina tem pressionado o mercado do boi gordo em São Paulo. Segundo a última edição do boletim Tem Boi na Linha, da Scot Consultoria, os frigoríficos passaram a adotar uma postura mais cautelosa nas negociações, o que resultou em um recuo de R$ 1,00 por arroba no valor do boi terminado.

Já as cotações do chamado “boi China”, bem como das vacas e novilhas gordas, permaneceram estáveis no estado. As escalas de abate seguem com média de nove dias, indicando que os frigoríficos ainda operam com relativa folga em suas programações.

Oferta maior no Sul não altera preços

No Rio Grande do Sul, apesar do aumento na oferta de animais prontos para o abate, os preços foram mantidos. A Scot Consultoria observou que as cotações permaneceram estáveis nas regiões Oeste e de Pelotas, tanto para bovinos machos quanto para fêmeas.

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Carne com osso recua no atacado

No mercado atacadista, as vendas de carne com osso decepcionaram, mesmo com a virada do mês — período tradicionalmente associado ao aumento do consumo. Como reflexo da demanda enfraquecida, os preços de todas as categorias caíram:

  • Carcaça casada do boi capão: queda de 2,8% (R$ 0,60/kg)
  • Carcaça casada do boi inteiro: recuo de 2,8% (R$ 0,55/kg)
  • Carcaça da vaca: baixa de 1,8% (R$ 0,35/kg)
  • Carcaça da novilha: redução de 2,5% (R$ 0,50/kg)
Carnes alternativas também são afetadas

A retração da demanda no varejo afetou também as carnes alternativas. O frango médio teve queda de 2,2% (R$ 0,15/kg), enquanto a carcaça de suíno especial registrou recuo de 0,8% (R$ 0,10/kg).

O cenário reforça a cautela por parte das indústrias e a pressão sobre os preços, com o mercado aguardando sinais mais consistentes de recuperação no consumo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de café na Ásia enfrenta escassez de oferta e preocupa traders com riscos climáticos do El Niño

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O mercado de café no Sudeste Asiático segue operando com oferta restrita e baixa liquidez nas últimas semanas, em um cenário marcado pela retenção de vendas no Vietnã, atrasos na colheita da Indonésia e crescente preocupação com os impactos climáticos associados ao possível retorno do fenôeno El Niño. A avaliação é da Hedgepoint Global Markets, que monitora o comportamento do mercado global da commodity.

Segundo a análise, o Vietnã — maior produtor mundial de café robusta — registrou forte desempenho nas exportações até abril da safra 2025/26, embarcando 18,6 milhões de sacas, volume 23,9% superior ao observado no mesmo período do ciclo anterior.

Vietnã reduz disponibilidade de café após vendas aceleradas

De acordo com a Hedgepoint Global Markets, os produtores vietnamitas aproveitaram os preços elevados, a maior oferta da safra e a menor presença do Brasil nas exportações nos últimos meses para intensificar as vendas no início da temporada.

Com grande parte da produção já comercializada e o país entrando no período de entressafra, os produtores passaram a reduzir o ritmo de novos negócios, diminuindo a disponibilidade de café no mercado internacional.

Esse movimento levou compradores a buscar alternativas na Indonésia. No entanto, o país também enfrenta dificuldades de oferta.

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Chuvas atrasam colheita de café na Indonésia

As chuvas intensas registradas nas últimas semanas provocaram atrasos no início da colheita da safra 2026/27 da Indonésia, reduzindo a disponibilidade imediata do produto e limitando os volumes exportados.

“A safra 26/27 da Indonésia tinha previsão de começar em abril, com volumes maiores chegando ao mercado a partir de maio. No entanto, chuvas intensas ao longo do mês passado atrasaram o início da colheita, limitando a disponibilidade de café”, afirma Laleska Moda, analista de Inteligência de Mercado da Hedgepoint Global Markets.

Oferta restrita sustenta preços do café robusta

O cenário de menor disponibilidade na Ásia também tem sustentado os preços internacionais do café robusta, principalmente porque a entrada da safra brasileira 2026/27 ainda ocorre de forma lenta, apesar da expectativa de produção recorde.

Outro fator que contribui para o suporte das cotações é o fortalecimento do real frente ao dólar, condição que reduz o interesse de produtores brasileiros em acelerar vendas no curto prazo.

El Niño amplia preocupações para próximas safras

Além das restrições imediatas de oferta, o clima segue no radar do mercado cafeeiro global. No Vietnã, abril registrou chuvas abaixo da média após um março mais úmido, aumentando as preocupações sobre a floração e o desenvolvimento das lavouras.

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As atenções do mercado se concentram na possibilidade de formação de um novo episódio de El Niño ao longo do segundo trimestre, fenômeno que pode afetar a disponibilidade hídrica nas regiões produtoras.

“Até o momento, nenhum impacto negativo foi relatado, e chuvas adicionais são esperadas nos próximos dias, o que deve proporcionar algum alívio aos agricultores”, destaca Laleska Moda.

Segundo a analista, os maiores riscos climáticos ainda estão concentrados nas próximas temporadas.

“Os principais riscos são vistos atualmente para a safra 27/28, já que o El Niño poderia restringir a disponibilidade de água para irrigação e atrasar a floração do café”, afirma.

Mercado segue atento à oferta global de café

Com estoques reduzidos no Vietnã, atraso da colheita na Indonésia e incertezas climáticas para os próximos ciclos, o mercado internacional de café segue monitorando de perto a evolução da oferta asiática.

A combinação entre menor disponibilidade imediata e riscos climáticos futuros mantém o setor em alerta e reforça a volatilidade nas cotações globais do café robusta.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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