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Demanda firme e colheita quase concluída no Paraná elevam preços do feijão em maio

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No início de maio, o mercado brasileiro de feijão mostrou-se cauteloso, influenciado pelo feriado do Dia Internacional do Trabalhador, que reduziu a liquidez. Conforme analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, os preços variaram de acordo com a qualidade: o feijão nota 9 EL (Dama) alcançou R$ 320 por saco, enquanto os lotes comerciais ficaram entre R$ 185 e R$ 205 por saco. A escassez de feijões de alta qualidade manteve os preços elevados para os melhores grãos, mas a liquidez geral foi baixa, com poucas transações.

Na segunda semana, a tendência de queda nos preços continuou. Um lote de feijão carioca extra nota 9,5 EL de Minas Gerais foi negociado a R$ 330 por saco, indicando uma demanda estável por alta qualidade. No entanto, os preços para os padrões comerciais oscilaram entre R$ 155 e R$ 220 por saco, dependendo da qualidade. “A consistência da oferta, principalmente do Paraná, manteve os preços estáveis, mas a demanda permaneceu baixa”, afirmou o analista.

Durante a segunda quinzena, houve um movimento razoável de compradores, mas o escoamento ficou abaixo das expectativas devido à oferta abundante. A entrada de produtos no início da semana melhorou a liquidez, mas a baixa demanda manteve os preços desafiadores para os vendedores. Promoções no varejo incentivaram o consumo, mas a abundância de feijão de qualidade inferior continuou a pressionar os preços para baixo.

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No final do mês, o mercado mostrou sinais de recuperação, impulsionados pela melhoria na demanda. A escassez de feijão carioca EL e a conclusão da colheita no Paraná contribuíram para a sustentação dos preços. A alta demanda por arroz impulsionou a compra de feijão, com alguns preços de feijão ficando abaixo dos do arroz, uma situação rara. “Com a colheita finalizando, espera-se que o mercado se estabilize, com ajustes de preços conforme oferta e demanda se equilibram. A expectativa é de que na próxima semana as estratégias de compra e venda sejam reavaliadas, com novos lotes disponíveis e a demanda dos consumidores robusta”, projeta Oliveira.

Feijão preto

O mercado de feijão preto iniciou o mês com um volume moderado de amostras e cotações estáveis. Segundo o analista, as vendas têm sido essenciais para manter os preços, especialmente para os feijões de melhor qualidade. Na bolsa, havia amostras de feijão preto extra nacional com pedidos de até R$ 270 por saco. No Paraná, os feijões de melhor qualidade estão sendo negociados entre R$ 210 e R$ 240 por saco de produto pré-limpo. A perspectiva é de que os preços possam recuar nas próximas semanas à medida que os trabalhos de colheita avançarem no Sul do país, especialmente no Paraná.

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Na segunda semana, o mercado foi caracterizado por lentidão e preços mais fracos devido à baixa demanda e pressão sobre os preços. Grãos padrão extra foram cotados em média a R$ 255 por saco, com outras ofertas variando entre R$ 240 e R$ 260 por saco, dependendo da qualidade. Muitos produtos ofertados apresentaram devolução devido ao alto percentual de quebra, pressionando ainda mais as cotações.

No Rio Grande do Sul, a colheita foi prejudicada pelo excesso de chuvas, com riscos de perdas nas lavouras. Embora o estado represente cerca de 5,5% da produção nacional, as perdas locais podem ter impactos significativos.

Na segunda quinzena, houve calmaria e cotações relativamente estáveis. No sudoeste do Paraná, cerca de um quarto da safra já estava colhida. Lotes chegando às cerealistas apresentaram variações na qualidade. Um pequeno volume de chuvas é esperado, o que pode melhorar a qualidade do feijão.

Ao longo da semana, o mercado permaneceu estável, com expectativas de melhores negócios nos próximos dias, especialmente para vendas de embarque e entregas futuras. Nos grandes centros consumidores, a demanda mostrou sinais de melhoria gradual, com preços em queda nos supermercados impulsionados por promoções.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Safra de feijão no Paraná é revisada para baixo em 2026 após perdas climáticas

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A produção de feijão da segunda safra no estado do Paraná foi revisada para baixo em 2026, refletindo perdas significativas provocadas por condições climáticas adversas ao longo do ciclo produtivo. As novas projeções indicam forte retração na colheita e acendem alerta para o setor agrícola estadual.

De acordo com o Boletim Conjuntural divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), órgão vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, a produção está estimada em 332,1 mil toneladas.

O volume representa uma queda aproximada de 38% em comparação com a safra anterior e recuo de cerca de 21% frente às expectativas iniciais para o ciclo.

Clima adverso compromete desenvolvimento das lavouras

Segundo o levantamento técnico, o principal fator responsável pela redução do potencial produtivo foi a irregularidade climática observada ao longo do desenvolvimento da cultura.

A estiagem prolongada afetou diretamente o crescimento das plantas em fases críticas, limitando o desenvolvimento vegetativo e reduzindo o potencial de formação de grãos.

Na sequência, a ocorrência de geadas agravou as perdas, principalmente em regiões do sul do estado, onde os danos às lavouras foram mais intensos. O conjunto desses eventos climáticos resultou em quebra significativa de produtividade.

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Impacto econômico e relevância da cultura no estado

O feijão é uma das culturas mais tradicionais da agricultura paranaense e desempenha papel estratégico tanto no abastecimento interno quanto na geração de renda para pequenos e médios produtores.

Com a revisão negativa das estimativas, o setor acompanha de perto os efeitos da quebra de safra sobre a oferta do grão e possíveis impactos no mercado ao longo do ano.

A redução na produção reforça a sensibilidade da cultura às variações climáticas e a importância do planejamento agrícola e do manejo de risco para mitigar perdas em safras futuras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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