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Demanda de fim de ano impulsiona preços da carne bovina, aponta Cepea

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Alta nos preços da carne bovina se mantém no fim de 2025

Os preços da carne bovina continuam em elevação neste final de 2025, conforme dados divulgados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP). A tendência de valorização é sustentada, principalmente, pela maior demanda característica do período, impulsionada pelas festas e pelo aumento do consumo de cortes voltados ao churrasco.

Traseiro e ponta de agulha puxam altas no varejo

De acordo com o Cepea, a carcaça casada — que reúne traseiro, dianteiro e ponta de agulha — tem registrado aumento de preços, com destaque para o traseiro e a ponta de agulha, mais procurados pelos consumidores nesta época do ano. Já o dianteiro, composto por cortes mais acessíveis, apresenta valorização mais modesta, movimento comum durante os meses de maior procura por cortes nobres.

Cortes para churrasco registram forte valorização

Entre os principais cortes desossados típicos de churrasco, os aumentos acumulados entre outubro e a semana encerrada em 12 de dezembro são expressivos. A picanha valorizou 21,5%, a maminha subiu 11,2% e a fraldinha teve alta de 12,8%, segundo levantamento do Cepea.

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Esses resultados refletem a intensificação da demanda doméstica e o comportamento sazonal do consumo de carne bovina no fim do ano, período em que supermercados e açougues registram forte movimento.

Mercado do boi gordo desacelera com feriados

Enquanto a carne mantém trajetória de alta, o mercado de animais para abate apresenta ritmo mais lento. Segundo pesquisadores do Cepea, muitos frigoríficos já estão com escalas de abate completas até o início de janeiro, reduzindo o interesse por novas compras.

Do lado dos produtores, a oferta também é menor: pecuaristas têm preferido adiar negociações, seja por já terem concluído suas vendas de 2025, seja pela expectativa de preços mais elevados em janeiro de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações brasileiras de soja disparam em 2026 e ANEC projeta embarques acima de 108 milhões de toneladas

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As exportações brasileiras de soja seguem em ritmo acelerado em 2026 e caminham para um dos maiores desempenhos da história do agronegócio nacional. Dados divulgados pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais apontam que os embarques da oleaginosa devem superar 108 milhões de toneladas no acumulado do ano, mantendo o Brasil como principal fornecedor global do grão.

O levantamento “Shipment Flow Week 18/2026”, elaborado com base em informações da Cargonave, mostra avanço consistente das exportações de soja, farelo de soja, milho e derivados ao longo dos primeiros meses do ano.

Soja brasileira deve ultrapassar 108 milhões de toneladas exportadas

Segundo a ANEC, as exportações brasileiras de soja devem atingir 108,68 milhões de toneladas em 2026, considerando a programação atual de embarques.

Somente em maio, os embarques da oleaginosa foram estimados em aproximadamente 15,99 milhões de toneladas, acima do volume registrado no mesmo período do ano passado.

Os números reforçam o forte ritmo das exportações brasileiras mesmo diante das oscilações do mercado internacional e da maior concorrência global.

Entre janeiro e abril, os volumes embarcados já demonstraram crescimento expressivo em relação ao ano anterior, especialmente nos meses de abril e maio.

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China concentra 70% das compras de soja do Brasil

A China segue como principal destino da soja brasileira em 2026.

De acordo com a ANEC, os chineses responderam por 70% das importações da oleaginosa brasileira entre janeiro e abril deste ano.

Na sequência aparecem mercados como:

  • Espanha (4%);
  • Turquia (4%);
  • Tailândia (3%);
  • Paquistão (2%);
  • Argélia (2%).

O domínio chinês reforça a importância da demanda asiática para o agronegócio brasileiro e para o equilíbrio das exportações nacionais.

Farelo de soja registra crescimento nos embarques

O farelo de soja também apresenta desempenho positivo em 2026.

A ANEC projeta exportações de 10,66 milhões de toneladas do derivado no acumulado do ano até maio, acima do registrado em igual período de 2025.

Entre os principais compradores do farelo brasileiro estão:

  • Indonésia (20%);
  • Tailândia (10%);
  • Irã (10%);
  • Holanda (9%);
  • Polônia (7%).

O avanço nas vendas externas reforça a competitividade da indústria brasileira de processamento de soja.

Exportações de milho também avançam em 2026

O milho brasileiro mantém crescimento nas exportações, mesmo com volumes ainda abaixo do pico histórico recente.

Segundo a ANEC, os embarques do cereal somaram 5,78 milhões de toneladas até maio de 2026.

Os principais destinos do milho brasileiro no período foram:

  • Egito (27%);
  • Vietnã (22%);
  • Irã (19%);
  • Argélia (9%);
  • Malásia (5%).
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A demanda internacional segue sustentada principalmente por países do Oriente Médio, Norte da África e Sudeste Asiático.

Portos do Arco Norte ampliam participação nos embarques

Os dados da ANEC também mostram a crescente relevância dos portos do Arco Norte nas exportações brasileiras.

Portos como Barcarena, Santarém, Itaqui e Itacoatiara registraram volumes expressivos de embarques de soja e milho durante a semana analisada.

O Porto de Santos continua liderando a movimentação nacional, seguido por Paranaguá e os terminais do Norte do país.

A expansão logística nessas regiões vem contribuindo para reduzir custos de escoamento e aumentar a competitividade do agronegócio brasileiro no mercado internacional.

Mercado acompanha demanda global e logística brasileira

O cenário das exportações brasileiras segue sendo acompanhado de perto por tradings, produtores e agentes do mercado internacional.

A combinação entre demanda aquecida da China, recuperação da logística portuária e grande oferta brasileira mantém o país em posição estratégica no comércio global de grãos.

Ao mesmo tempo, o mercado monitora fatores como câmbio, custos logísticos, clima e demanda internacional, que continuarão influenciando o ritmo dos embarques ao longo de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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