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Demanda aquecida mantém preços do boi gordo em alta no mês de abril

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Preços do boi gordo seguem firmes em abril

Ao longo do mês de abril, os preços do boi gordo e da carne bovina seguem em patamares elevados. De acordo com levantamentos diários realizados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a firmeza do mercado é resultado de uma demanda levemente superior à oferta nas principais regiões monitoradas pelo órgão.

Exportações robustas também impulsionam os valores

Além do comportamento do mercado interno, o bom desempenho das exportações de carne bovina tem contribuído para sustentar os preços. O cenário favorável no comércio internacional reforça o escoamento da produção e reduz a pressão sobre os valores pagos pela arroba do boi.

Reposição também apresenta aquecimento, com destaque para bezerros

O segmento de reposição acompanha a tendência de firmeza, com destaque para a crescente procura por bezerros. A maior movimentação nesse mercado indica que pecuaristas estão antecipando estratégias de engorda, estimulados pelo cenário positivo de preços.

Indicador do boi gordo registra avanço no mês

O Indicador do boi gordo CEPEA/ESALQ apresentou valorização de cerca de 2,5% na parcial de abril. O preço médio da arroba subiu da faixa de R$ 320 no final de março para aproximadamente R$ 327 nesta semana.

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Carne bovina no atacado também se valoriza

No atacado da Grande São Paulo, a carcaça casada bovina acumula alta de 5,5% neste mês. O produto está sendo negociado a valores próximos de R$ 23,00 por quilo à vista, refletindo o equilíbrio entre oferta reduzida e demanda firme, tanto no mercado interno quanto no externo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Industrialização ganha espaço no agro e biodiesel reforça mudança de perfil do Estado

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Durante décadas, o crescimento do agronegócio brasileiro esteve associado principalmente ao aumento da produção dentro da porteira. Agora, uma nova etapa começa a ganhar força no setor: a industrialização das cadeias agropecuárias como forma de ampliar valor agregado, reduzir dependência da exportação de matéria-prima e fortalecer a economia regional.

Em Mato Grosso, esse movimento vem sendo puxado pela indústria de biocombustíveis. Dados divulgados pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostram que o estado alcançou, em março, o maior volume de produção de biodiesel da série histórica, consolidando-se como principal polo nacional do segmento.

As usinas mato-grossenses produziram 228,36 mil metros cúbicos no período, o equivalente a cerca de 26% de todo o biodiesel fabricado no país. O avanço foi impulsionado principalmente pela ampliação da mistura obrigatória do biocombustível ao diesel, atualmente em 15% (B15), o que elevou a demanda da indústria.

Na avaliação de Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA), o crescimento da agroindústria representa uma mudança estrutural para o setor. “O agro brasileiro começa a entrar em uma nova fase. Não basta mais apenas produzir volume. O grande diferencial econômico passa a ser a capacidade de industrializar, transformar e agregar valor àquilo que é produzido no campo”, afirma.

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Segundo ele, Mato Grosso simboliza esse processo ao integrar produção agrícola e geração de energia renovável. “Quando o estado transforma soja em biodiesel, ele deixa de exportar apenas matéria-prima e passa a capturar uma fatia maior da riqueza gerada pela cadeia. Isso significa mais empregos, arrecadação, investimentos e fortalecimento da economia regional”, diz.

Rezende também destaca que a industrialização ajuda a reduzir a vulnerabilidade do produtor às oscilações externas. “Uma agroindústria forte cria demanda interna mais consistente e diminui a dependência exclusiva do mercado internacional. Isso dá mais estabilidade para o produtor e fortalece toda a cadeia produtiva”, avalia.

O avanço do biodiesel em Mato Grosso está diretamente ligado à forte integração entre a produção de grãos e a indústria de energia renovável. Segundo o Imea, o óleo de soja respondeu por 84% da matéria-prima utilizada pelas usinas no mês, mantendo a oleaginosa como principal base do setor.

Além do biodiesel, os dados do instituto apontam cenário positivo para outras cadeias relevantes do estado. No milho, a produtividade da safra 2025/26 foi revisada para 118,78 sacas por hectare, elevando a projeção de produção para 52,66 milhões de toneladas, favorecida pelo bom regime de chuvas em parte das regiões produtoras.

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No algodão, a área cultivada foi ajustada para 1,38 milhão de hectares, enquanto a produção segue estimada em 6,14 milhões de toneladas de algodão em caroço, mantendo Mato Grosso na liderança nacional da cultura.

Na pecuária, o mercado apresentou movimentos distintos em abril. O boi gordo registrou valorização, com arroba média de R$ 350,11, sustentada pela menor oferta de animais para abate. Já o suíno perdeu força diante da demanda doméstica mais fraca, encerrando o mês com média de R$ 5,96 por quilo ao produtor.

Para Rezende, o avanço da indústria ligada ao agro deve ganhar ainda mais relevância nos próximos anos. “O mundo busca alimentos, energia renovável e produtos de menor impacto ambiental. Mato Grosso reúne escala, produção e capacidade de processamento para ocupar posição estratégica nesse cenário. O futuro do agro passa cada vez mais pela industrialização”, conclui.

Fonte: Pensar Agro

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