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Déficit global de açúcar em 2024/25 será o maior em nove anos, aponta OIA

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A Organização Internacional do Açúcar (OIA) divulgou que o déficit mundial de açúcar na safra 2024/25 deve alcançar 5,45 milhões de toneladas, o maior registrado nos últimos nove anos. Esse número é 585 mil toneladas superior à estimativa feita em fevereiro.

Produção mundial revisada para baixo

A produção global de açúcar para 2024/25 foi revisada para 174,79 milhões de toneladas, representando uma redução de 6,47 milhões de toneladas em relação à temporada anterior. Essa queda está relacionada principalmente a uma produção menor do que a esperada em países como Índia e Paquistão, segundo a OIA.

Consumo global deve atingir novo recorde

Apesar da queda na produção, o consumo mundial de açúcar deve alcançar um recorde de 180,26 milhões de toneladas na temporada 2024/25, ligeiramente inferior em 160 mil toneladas à previsão anterior. Para a temporada 2023/24, o consumo estimado foi revisado para 179,23 milhões de toneladas.

Comércio mundial deve sofrer forte retração

O volume total de açúcar comercializado globalmente em 2024/25 deve sofrer uma redução significativa, com as exportações projetadas em 63,32 milhões de toneladas, contra 69,34 milhões na safra anterior. Apesar da queda nas exportações, a balança comercial deve se manter equilibrada, com a demanda por importação estimada em 63,13 milhões de toneladas.

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Estoques em relação ao consumo final devem cair

A relação entre estoques e consumo final para a temporada 2024/25 deve cair para 52,11%, em comparação com 55,57% no final da temporada 2023/24, indicando uma pressão maior sobre os estoques disponíveis no mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de frango e ovos inicia julho com demanda mais fraca; carne de frango recua e setor acompanha comportamento do consumo

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O mercado brasileiro de proteínas avícolas iniciou julho em um cenário de cautela. Enquanto os preços da carne de frango encerraram junho em queda, refletindo o enfraquecimento da demanda na segunda quinzena do mês, o mercado de ovos registrou médias mensais superiores às de maio, apesar da perda de força nas cotações nos últimos dias de junho.

Levantamentos do Cepea mostram que ambos os segmentos passaram por mudanças no comportamento do consumo ao longo do mês, com o desaquecimento das vendas pressionando os preços e exigindo maior flexibilidade por parte dos agentes do mercado.

Carne de frango perde força no fim de junho

Após dois meses consecutivos de valorização, os preços médios da carne de frango recuaram em junho. O movimento foi provocado principalmente pela desaceleração das vendas na segunda metade do mês, período em que o consumo perdeu ritmo e reduziu o poder de negociação da indústria.

Segundo o Cepea, embora o volume comercializado tenha sido considerado satisfatório ao longo de junho, ficou abaixo do observado nos meses anteriores. Com a diminuição da procura, frigoríficos e distribuidores adotaram uma postura mais flexível nas negociações para manter a liquidez dos estoques e evitar o acúmulo de produtos.

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Apesar desse cenário, as perspectivas para o início de julho são mais positivas. O pagamento dos salários, tradicionalmente concentrado nos primeiros dias do mês, tende a estimular o consumo das famílias, favorecendo uma recuperação da demanda e oferecendo sustentação às cotações da carne de frango no mercado interno.

Mercado de ovos fecha junho com média positiva

No segmento de ovos, o comportamento foi diferente. Mesmo com a queda das cotações registrada durante a segunda quinzena de junho, os preços mais elevados praticados no início do mês garantiram médias mensais superiores às de maio na maior parte das regiões monitoradas pelo Cepea.

O resultado interrompe dois meses consecutivos de retração nas médias mensais, demonstrando que o mercado ainda conseguiu preservar parte da valorização acumulada no começo do período.

Entretanto, o setor iniciou julho em um ambiente menos favorável. Os preços seguem enfraquecidos, refletindo a redução da demanda típica desta época do ano.

Julho será decisivo para o comportamento das proteínas avícolas

Produtores e agentes da cadeia acompanham atentamente a evolução das vendas nas próximas semanas. Além do efeito positivo esperado com a entrada dos salários na economia, o mercado também monitora o impacto das férias escolares, período que tradicionalmente reduz parte do consumo doméstico de ovos e influencia o ritmo das negociações.

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Para o setor avícola, a combinação entre demanda, oferta e comportamento do consumidor será determinante para definir a trajetória dos preços ao longo de julho. Caso o consumo reaja conforme esperado nos primeiros dias do mês, a carne de frango poderá recuperar parte das perdas recentes. Já no mercado de ovos, a manutenção das cotações dependerá de uma retomada consistente das vendas, diante de um período sazonalmente mais desafiador para o consumo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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