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Defesa Civil vistoria casas afetadas por alagamentos para emissão de laudos

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Equipes da Defesa Civil da Prefeitura de Cuiabá vistoriaram, nesta segunda-feira (20), mais 15 casas com estruturas danificadas no bairro São Mateus. Desde o dia 12 de janeiro, data da intensa chuva, cerca de 120 residências já passaram por inspeções para a elaboração do laudo técnico.

O processo inclui a avaliação das condições de segurança das residências, a verificação de danos estruturais e a análise de riscos. Os laudos fornecem um diagnóstico detalhado, permitindo que as famílias afetadas tenham respaldo legal junto à Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos de Cuiabá para requisição do auxílio financeiro de R$ 1.000,00, a ser pago em parcela única às famílias atingidas.

Nesta segunda-feira (20), a vistoria foi realizada pelos agentes civis Andrade Pereira e Marcos Vinicius Pereira Pessoa. Durante a inspeção, foi constatado risco de desabamento no banheiro de uma das residências, localizada na Rua São Jorge. O morador foi orientado a não utilizar o espaço, e a equipe de engenharia realizará uma nova avaliação.

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Também foram identificadas casas com fissuras, infiltrações e risco de desabamento devido à fragilidade estrutural. Outras residências que sofreram alagamento não apresentaram danos estruturais, mas os moradores perderam bens como geladeiras, fogões e colchões.

A moradora da Rua São Jorge, Odete Macedo, relatou que sua casa ficou completamente alagada, sendo necessário quebrar parte do muro para que a água escoasse. Ela perdeu roupas e outros itens domésticos e contou que presenciou vizinhos sendo arrastados pela força da água.

“A água começou a voltar pelos canos e minha casa ficou completamente alagada. Foi preciso quebrar parte do muro para que a água escoasse. Vi pessoas sendo levadas pela força da água, mas, felizmente, foram ajudadas”, relatou Odete Macedo.
Interdição

A Defesa Civil também vistoriou cinco casas danificadas pela queda do muro do Colégio Master durante a chuva do último dia 12 de janeiro. Em uma dessas residências, o desabamento do muro da instituição comprometeu seriamente a estrutura da casa, que foi interditada. A família afetada está hospedada na casa de parentes. O monitoramento da Defesa Civil continua para a elaboração do laudo técnico.

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Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Atacado e exportação estabelecem ritmo recorde em agosto

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Os preços da carne de frango voltaram a subir no mercado interno, enquanto as exportações brasileiras iniciaram agosto no maior ritmo diário já registrado. A combinação de estoques ajustados, recuperação do consumo doméstico e forte procura internacional dá sustentação às cotações neste começo de mês.

Na quinta-feira (13.08), o frango congelado foi negociado no atacado da Grande São Paulo a R$ 7,20 o quilo, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O valor acumula alta de 0,84% desde o início de agosto.

A reação ocorre depois de um período de pressão sobre os preços no fim de julho e nos primeiros dias deste mês. O recebimento de salários aumentou o poder de compra das famílias, enquanto a volta às aulas impulsionou a procura por uma proteína amplamente utilizada no consumo doméstico, em restaurantes e na alimentação escolar.

Os estoques também estão relativamente ajustados à demanda. Esse equilíbrio reduz a necessidade de concessão de descontos por atacadistas e frigoríficos e ajuda a conter a pressão provocada pela maior oferta nacional de carne de frango.

A melhora no atacado, entretanto, não significa necessariamente uma recuperação imediata e na mesma proporção para todos os elos da cadeia. O efeito sobre a remuneração dos avicultores depende dos contratos de integração, dos custos de produção e do comportamento dos preços do milho e do farelo de soja, principais componentes da alimentação das aves.

No mercado externo, os números indicam uma procura ainda mais forte. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea, mostram que o Brasil embarcou, em média, 30 mil toneladas de carne de frango in natura por dia nos cinco primeiros dias úteis de agosto.

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É a maior média diária para o período desde o início da série histórica, em 1997. Considerada a parcial, aproximadamente 150 mil toneladas foram exportadas nos cinco primeiros dias úteis do mês.

O resultado deve ser interpretado com cautela, porque ainda não permite projetar o volume total de agosto. O ritmo dos embarques pode variar ao longo do mês devido à programação dos portos, à disponibilidade de navios, aos contratos dos frigoríficos e ao calendário dos países compradores.

A arrancada de agosto, porém, dá sequência a um julho de forte desempenho. No mês passado, o Brasil exportou 519,2 mil toneladas de carne de frango, considerando produtos in natura e processados, crescimento de 29,9% em relação a julho de 2025. A receita ficou próxima de R$ 5,2 bilhões, alta de 34,3% na comparação anual, medida originalmente em dólares.

O avanço elevado também reflete a base mais fraca de 2025, quando restrições sanitárias temporárias adotadas após a confirmação de influenza aviária em uma granja comercial afetaram as vendas brasileiras. O foco foi eliminado e o Brasil recuperou gradualmente o acesso aos mercados que haviam suspendido as compras.

No primeiro semestre de 2026, os embarques chegaram a 2,936 milhões de toneladas, alta de 12,9% sobre igual período do ano anterior e recorde para os seis primeiros meses do ano.

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O desempenho reforça a posição do Brasil como maior exportador mundial de carne de frango. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima que o país poderá produzir entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas em 2026, crescimento de até 5,6% sobre as 15,289 milhões de toneladas de 2025.

As exportações podem alcançar 5,875 milhões de toneladas neste ano, avanço de até 10,3%. Mesmo com o crescimento dos embarques, a disponibilidade para o mercado interno está estimada em aproximadamente 10,275 milhões de toneladas, 3,1% acima do volume registrado no ano passado.

A presença simultânea de demanda doméstica mais aquecida e exportações em ritmo elevado tende a reduzir a pressão de oferta sobre o atacado. A continuidade da recuperação, contudo, dependerá do consumo após o período de pagamento de salários e da manutenção das encomendas internacionais.

Para produtores e agroindústrias, o cenário é favorável, mas exige atenção aos custos. A valorização da carne melhora a capacidade de absorver despesas, enquanto uma eventual alta do milho ou do farelo de soja pode limitar as margens. Nas próximas semanas, o mercado acompanhará se o recorde diário dos embarques será mantido e se a reação observada no atacado chegará aos demais elos da cadeia.

Fonte: Pensar Agro

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