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Defesa Civil de Cuiabá atua em demandas pontuais após temporal nesta sexta

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A chuva intensa que atingiu Cuiabá no início da tarde desta sexta-feira (6) provocou ocorrências pontuais na cidade e mobilizou equipes de emergência. Apesar do volume significativo de água em curto período, não houve registro de feridos.

Uma das situações foi registrada na Avenida Fernando Corrêa da Costa, onde uma casa antiga e abandonada, já em condições precárias, desabou sobre a calçada e parte da via.

Segundo o secretário municipal de Defesa Civil, coronel BM Alessandro Borges, as equipes foram acionadas rapidamente para garantir a segurança no local. “Uma casa abandonada e muito antiga, que já se encontrava em estado precário, acabou desabando sobre a calçada e parte da avenida. Não houve feridos. Nossas equipes já estão no local fazendo o isolamento da área e providenciando tratores e caminhões para a retirada de todo o entulho”, informou.

Outra ocorrência foi registrada na região do Areão, onde o Córrego do Barbado atingiu o limite da calha e transbordou lateralmente após a chuva intensa. “Um veículo tentou atravessar a área alagada e ficou preso, mas o motorista foi retirado com segurança. O Corpo de Bombeiros atendeu essa ocorrência, enquanto nossas equipes seguem atuando na Fernando Corrêa”, explicou o secretário.

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De acordo com a Defesa Civil Municipal, até o momento os canais de emergência registraram apenas essas duas ocorrências relacionadas à chuva desta sexta-feira. Mesmo assim, equipes continuam percorrendo e monitorando diferentes regiões da capital, especialmente áreas que costumam apresentar maior vulnerabilidade durante temporais, como os bairros do CPA, Parque Cuiabá e a região do Coxipó.

A Defesa Civil estadual chegou a emitir alerta de chuva intensa para algumas regiões da capital durante o temporal, orientando a população a evitar áreas de risco e buscar abrigo seguro em caso de necessidade.

O município já vinha sendo alertado para a possibilidade de chuvas volumosas neste início de março. No começo da semana, a cidade entrou em alerta laranja para chuvas intensas, com previsão de precipitações significativas e risco de alagamentos, ventos fortes e queda de galhos.

Segundo o coronel Alessandro Borges, o período exige atenção redobrada da população. “Março deve ser um mês com volume pluviométrico elevado, o que exige cuidados. A orientação é evitar áreas alagadas, não enfrentar enxurradas e acompanhar sempre os alertas oficiais”, reforçou.

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Desde os temporais registrados nos últimos dias, as equipes municipais mantêm monitoramento contínuo de córregos, áreas de risco e regiões historicamente afetadas por alagamentos. Paralelamente, a Prefeitura realiza ações preventivas como limpeza de bocas de lobo, retirada de resíduos e desobstrução de canais de drenagem.

Em situações de emergência, a população pode acionar os seguintes canais:

193 – Corpo de Bombeiros
199 – Defesa Civil
WhatsApp da Defesa Civil de Cuiabá: (65) 992444018

A orientação das autoridades é de prudência durante períodos de chuva intensa, evitando atravessar ruas alagadas e redobrando a atenção em áreas próximas a córregos e regiões de baixada.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Abelhas elevam produtividade da soja em até 18%

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A presença de abelhas nas proximidades das lavouras pode aumentar, em média, 13% a produtividade da soja, segundo estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Em alguns experimentos, o ganho chegou a 18%, resultado obtido sem ampliação da área plantada.

Embora a soja seja considerada uma planta capaz de se autopolinizar, as visitas das abelhas às flores melhoram o processo de fecundação. Os efeitos podem aparecer no aumento do número de grãos por vagem, na redução de vagens vazias e, ao final do ciclo, na quantidade colhida por hectare.

Os percentuais não representam uma garantia automática para todas as propriedades. O resultado depende da cultivar, das condições climáticas, da população de polinizadores, da paisagem ao redor da lavoura e das práticas adotadas durante o florescimento. Ainda assim, as pesquisas mostram que a polinização deve ser considerada parte do sistema produtivo, e não apenas um benefício ambiental.

A contribuição econômica das abelhas vai muito além da produção de mel. Um estudo citado pela Embrapa estimou em aproximadamente R$ 43 bilhões o valor anual do serviço de polinização para a produção brasileira de alimentos, com base nos dados agrícolas de 2018.

Entre 141 espécies cultivadas no Brasil para alimentação humana, produção animal, fibras e biocombustíveis, cerca de 85 dependem, em algum grau, da polinização realizada por animais. As abelhas são os principais agentes desse processo. Café, laranja, maçã, melão, maracujá, castanha-do-brasil, canola e algodão estão entre as culturas beneficiadas.

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A dimensão desse serviço também começou a ser mais bem compreendida nas áreas de soja. Pesquisa divulgada pela Embrapa em 2026 identificou 53 espécies de abelhas em lavouras e fragmentos de vegetação nativa no sudoeste de Goiás. Desse total, 27 eram novos registros de espécies associadas à cultura na região.

O levantamento mostra que a soja não recebe apenas a visita da abelha-africanizada, normalmente utilizada na produção comercial de mel. Diferentes espécies nativas também percorrem as flores e participam da polinização. Essa diversidade reduz a dependência de um único polinizador e aumenta a capacidade de o ambiente responder a mudanças de temperatura, umidade e disponibilidade de alimento.

A manutenção de vegetação nativa próxima às áreas produtivas tem papel importante nesse processo. Matas, reservas legais, áreas de preservação permanente, corredores de vegetação e faixas com plantas floridas oferecem abrigo e alimento às abelhas antes e depois da florada da cultura comercial.

Para o produtor, essas áreas podem funcionar como infraestrutura biológica da propriedade. A contribuição será maior quando houver conexão entre os ambientes naturais e a lavoura, permitindo que os insetos encontrem locais para nidificação, água e fontes de néctar e pólen durante diferentes períodos do ano.

A integração também pode abrir uma fonte complementar de renda. Dados da Embrapa indicam que apicultores com bom manejo e colmeias instaladas próximas às lavouras podem obter até 50 quilos de mel por colmeia durante a florada da soja. Ao mesmo tempo que as abelhas encontram alimento, o produtor de grãos recebe o serviço de polinização.

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A convivência, entretanto, exige planejamento. A localização dos apiários precisa ser conhecida, e agricultores, responsáveis técnicos e apicultores devem manter comunicação sobre o calendário da lavoura e as aplicações de defensivos.

O manejo integrado de pragas ajuda a evitar pulverizações desnecessárias. Quando o controle químico for indispensável, devem ser respeitados o registro do produto, as orientações da bula, as condições meteorológicas e as técnicas destinadas a reduzir deriva. Sempre que tecnicamente possível, a aplicação deve considerar os horários de menor atividade das abelhas.

O vento, a temperatura e a umidade interferem diretamente na dispersão da calda. Uma pulverização feita em condições inadequadas pode atingir flores, vegetação próxima e fontes de água frequentadas pelos insetos, mesmo quando as colmeias estão fora da área cultivada. Por isso, regulagem do equipamento, escolha correta das pontas e acompanhamento das condições ambientais são medidas decisivas.

Também cabe ao apicultor manter as colmeias identificadas, bem manejadas e instaladas em locais adequados. A comunicação antecipada permite avaliar medidas de proteção sem comprometer as necessidades fitossanitárias da lavoura.

A preservação das abelhas não deve ser tratada como uma obrigação separada da produção. Os estudos mostram que esses insetos participam da formação da safra e podem melhorar o aproveitamento da área já cultivada. Para o produtor, proteger os polinizadores significa conservar um serviço natural capaz de elevar a produtividade, diversificar a renda e fortalecer a estabilidade do sistema agrícola.

Fonte: Pensar Agro

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