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Defesa Civil atualiza balanço das chuvas e mantém Cuiabá em estado de atenção preventiva

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As chuvas intensas que atingiram Cuiabá desde o fim de semana continuam sob monitoramento da Defesa Civil Municipal, mas o cenário, neste início de semana, é de estabilidade e resposta rápida do poder público. De acordo com o balanço atualizado da Secretaria Municipal de Defesa Civil, no domingo (8), as áreas afetadas já não apresentavam mais pontos de alagamento e não houve registro de novas ocorrências graves até o momento.

Segundo o secretário municipal de Defesa Civil, coronel Alessandro Borges, as equipes permaneceram mobilizadas desde a noite de sábado, quando o forte temporal provocou transtornos pontuais em diferentes bairros da capital. “No domingo, todas as regiões já estavam sem alagamentos. Seguimos acompanhando porque ainda há registro de chuvas, mas, até agora, não temos retenção de água nas vias nem impactos ao trânsito, residências ou comércio”, destacou.

Durante o fim de semana, a atuação se concentrou principalmente nos bairros Parque Cuiabá, Parque Atalaia, Nossa Senhora Aparecida, São Gonçalo, Parque Geórgia, Coxipó, Dom Aquino e na região central, onde a precipitação foi mais intensa. Na fase mais crítica do temporal, algumas residências foram atingidas, especialmente em áreas historicamente vulneráveis a enchentes e em locais abaixo do nível da rua. Em três casos, no Parque Atalaia e no Parque Cuiabá, foi necessária a atuação do Corpo de Bombeiros para o resgate de moradores ilhados.

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Além do atendimento emergencial, a Defesa Civil também prestou apoio humanitário. Uma moradora do bairro Parque Cuiabá recebeu colchões no domingo e, nesta segunda-feira (9), cestas básicas foram entregues como forma de assistência imediata. A medida, segundo a secretaria, integra o protocolo de atenção às famílias afetadas por eventos climáticos extremos.

Outro ponto que segue sob atenção é o pontilhão que liga o bairro Cohab São Gonçalo ao Nossa Senhora Aparecida. Nesta segunda-feira, uma vistoria técnica foi realizada pela Defesa Civil em conjunto com a Secretaria Municipal de Obras. Como medida preventiva, foi determinada a interdição parcial da estrutura, liberada apenas para a passagem de carros de passeio e motocicletas. Ônibus e caminhões estão sendo desviados para um pontilhão próximo, sem prejuízo significativo ao fluxo local, já que o trajeto alternativo é curto.

De acordo com o coronel Alessandro Borges, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) já foi acionada para reforçar a sinalização no local, enquanto a Secretaria de Obras programou para quarta-feira (11) a limpeza do córrego São Gonçalo. A ação tem como objetivo remover resíduos acumulados e materiais arrastados pela correnteza, reduzindo riscos em caso de novas chuvas.

Apesar do alerta severo emitido durante o temporal, inclusive com envio de notificações da Defesa Civil Nacional para os celulares da população, a avaliação técnica indica que o sistema de drenagem da cidade respondeu dentro do esperado, diante do volume elevado de chuva concentrado em curto período. Ainda assim, a Defesa Civil reforça que eventos extremos podem superar a capacidade da rede, especialmente em áreas com ocupação irregular ou histórico de alagamentos.

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Nesse contexto, a gestão municipal lembra que Cuiabá mantém em andamento um programa contínuo de limpeza e desobstrução de bocas de lobo e da rede de drenagem, coordenado pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras. Desde o início da iniciativa, cerca de 2,6 mil estruturas já passaram por limpeza, com retirada de toneladas de resíduos, medida que tem contribuído para reduzir os impactos das chuvas mais intensas.

A Defesa Civil segue em estado de atenção e orienta a população a acompanhar os alertas oficiais, evitar a circulação por áreas alagadas durante temporais e acionar os canais de emergência sempre que necessário. Até o momento, conforme informou o secretário, “nenhuma chamada foi registrada pelos telefones de emergência”, o que reforça o quadro de normalidade após o pico das chuvas.

A situação permanece sendo monitorada de forma contínua, com equipes de prontidão para responder rapidamente a qualquer nova ocorrência, mantendo como prioridade a segurança da população e a preservação da mobilidade urbana.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Carne suína: percepção de oferta confortável pressiona preços e trava mercado no Brasil

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O mercado brasileiro de carne suína registrou uma semana de comportamento misto entre o quilo vivo e os cortes negociados no atacado. A pressão predominante veio da percepção de que a oferta de animais segue confortável, fator que limita reajustes e mantém o setor em ritmo lento de negociações.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Allan Maia, a indústria adotou uma postura mais reticente nas compras do suíno vivo em Minas Gerais ao longo da semana. O movimento reflete a percepção de equilíbrio — ou até excesso — na oferta disponível, o que reduz o poder de barganha dos produtores.

Ao mesmo tempo, os frigoríficos monitoram o escoamento da carne suína no mercado interno, que apresenta leve melhora, mas ainda sem força suficiente para sustentar altas mais consistentes nos preços.

Consumo pode ganhar tração na primeira quinzena de julho

De acordo com Maia, as expectativas do setor se concentram na primeira metade de julho, período tradicionalmente associado ao aumento da circulação de renda com o pagamento de salários.

Além disso, o avanço do inverno em diversas regiões do país tende a favorecer o consumo de proteínas, especialmente carnes de preparo doméstico. Outro fator de atenção é a competitividade da carne suína frente à bovina, o que pode ampliar a demanda no varejo.

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No cenário externo, as exportações seguem como principal variável positiva para o setor em 2026, funcionando como importante amortecedor para o mercado interno.

Preços do suíno vivo recuam na média nacional

Levantamento da Safras & Mercado apontou que a média do quilo do suíno vivo no Brasil recuou de R$ 5,34 para R$ 5,28 ao longo da semana.

No atacado, a média dos cortes de carcaça ficou em R$ 8,89, enquanto o pernil foi negociado a R$ 11,18.

Cotações variam entre estabilidade e ajustes regionais

No mercado paulista, a arroba suína subiu de R$ 101,00 para R$ 102,00, indicando leve reação pontual.

Em outras regiões, o comportamento foi mais heterogêneo:

  • No Rio Grande do Sul, o quilo vivo na integração caiu de R$ 5,55 para R$ 5,15, enquanto no interior avançou de R$ 5,10 para R$ 5,15
  • Em Santa Catarina, a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15, enquanto o interior subiu de R$ 5,05 para R$ 5,10
  • No Paraná, o mercado livre avançou de R$ 4,90 para R$ 5,00, e a integração manteve R$ 5,60
  • Em Mato Grosso do Sul, Campo Grande ficou estável em R$ 5,10, enquanto a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15
  • Em Goiás, os preços subiram de R$ 5,40 para R$ 5,50
  • Em Minas Gerais, o interior caiu de R$ 6,00 para R$ 5,90, enquanto o mercado independente ficou estável em R$ 6,10
  • Em Mato Grosso, Rondonópolis manteve R$ 5,50, enquanto a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15
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O cenário geral reforça um mercado fragmentado, com variações pontuais e ausência de tendência única.

Exportações seguem em queda no comparativo anual

As exportações brasileiras de carne suína in natura somaram US$ 212,827 milhões em junho, considerando 14 dias úteis, com média diária de US$ 15,202 milhões.

O volume embarcado atingiu 84,663 mil toneladas, com média diária de 6,047 mil toneladas, enquanto o preço médio ficou em US$ 2.513,8 por tonelada.

Na comparação com junho de 2025, houve:

  • queda de 5,2% no valor médio diário
  • recuo de 1% na quantidade média diária
  • redução de 4,3% no preço médio

Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e reforçam um cenário de leve perda de ritmo nas exportações, apesar de o setor seguir relevante para o equilíbrio da cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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