AGRONEGÓCIO

De Heus e Genesur Unem Forças para Impulsionar a Nutrição de Gado de Corte no Paraguai

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A De Heus, líder global em nutrição animal, firmou uma parceria estratégica com a Genesur S.R.L. para reforçar a produção de rações balanceadas e proteinados destinados ao gado de corte no Paraguai. Esta colaboração visa fortalecer a oferta de soluções nutricionais de alta qualidade para atender às necessidades dos pecuaristas locais.

O acordo foi formalizado em 22 de julho de 2024, com a presença de Rinus Donkers, Diretor para a América Latina e Presidente da De Heus Brasil, e Jorge Camperchioli, Diretor da Genesur. O contrato assinado estabelece a transferência de tecnologia e conceitos em formulação da De Heus para a Genesur, utilizando a tecnologia de ponta da multinacional holandesa para aprimorar a produção local.

Atualmente, a De Heus está presente em todos os continentes e é a quinta maior empresa de nutrição animal globalmente. A companhia continua sua expansão para aumentar sua relevância no agronegócio internacional. “Esta parceria no Paraguai é uma extensão de nossa missão de oferecer nutrição animal de alta qualidade em todo o mundo. Em 2023, produzimos cerca de 12,5 milhões de toneladas de alimentos e realizamos mais de 800 mil análises de produtos anualmente”, destacou Rinus Donkers.

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Jorge Camperchioli sublinhou a importância da colaboração para os produtores paraguaios, afirmando: “Estamos orgulhosos de aceitar este desafio, visando fornecer aos produtores tudo o que necessitam. Estamos avançando em várias áreas, incluindo sanidade animal e genética, e agora focando em nutrição avançada, uma área em que os produtores de leite já reconhecem os benefícios dos produtos da De Heus.” Ele explicou que a De Heus fornecerá núcleos, premixes e concentrados, enquanto os componentes locais, como milho e soja, serão utilizados na preparação das rações e proteinados, garantindo soluções nutricionais de alta qualidade a preços acessíveis.

A produção será realizada na fábrica de San Lorenzo, no Paraguai. Inicialmente, serão produzidos proteinados e rações balanceadas, com planos de expansão para suplementos minerais. Os primeiros lotes estão previstos para agosto.

Gabriel Salum, Head de Monogástricos e responsável pelo desenvolvimento de negócios de exportação da De Heus, garantiu que a produção será monitorada de perto para assegurar que os pecuaristas paraguaios obtenham o máximo benefício dos produtos. “Nosso objetivo é oferecer não apenas matérias-primas de alta qualidade, mas também consultoria e treinamento, demonstrando a diferença que a De Heus pode proporcionar aos produtores,” afirmou Salum.

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O Dr. Enrique Chaparro, Assessor Técnico da Genesur, finalizou destacando a longa experiência da empresa e a confiança na De Heus: “A Genesur acompanha os produtores há 26 anos e, há sete anos, trabalhamos com a De Heus no Paraguai, uma referência mundial em nutrição animal. Essa parceria e nossa experiência garantem excelentes resultados.”

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Etanol recua 14% em maio com aumento da oferta e usinas priorizando produção de biocombustível no Centro-Sul

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O mercado brasileiro de etanol registrou forte retração nos preços durante o mês de maio, refletindo o aumento da oferta no Centro-Sul do país e a estratégia das usinas de direcionar uma parcela maior da moagem de cana-de-açúcar para a produção de biocombustíveis.

Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostra que as cotações do etanol hidratado e do etanol anidro acumularam queda de aproximadamente 14% no mês, em um movimento impulsionado pelo avanço da safra 2026/27 e pela maior disponibilidade do produto no mercado.

Os dados indicam que os dois primeiros meses da nova temporada foram marcados por um perfil mais alcooleiro das usinas do Centro-Sul, principal região produtora do país. Diante das condições de mercado e das margens observadas no setor, as indústrias optaram por aumentar a produção de etanol em detrimento da fabricação de açúcar.

Maior oferta pressiona mercado

Segundo pesquisadores do Cepea, a ampliação da oferta foi o principal fator responsável pela pressão sobre os preços. Mesmo com as chuvas registradas na segunda quinzena de maio, que provocaram interrupções pontuais na colheita e na moagem da cana, o volume disponível continuou elevado, influenciando as negociações.

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Além disso, parte das usinas intensificou a participação no mercado spot ao longo do mês, contribuindo para aumentar a liquidez e reforçar o movimento de baixa nas cotações.

Necessidade financeira impulsiona vendas

De acordo com o Cepea, algumas unidades produtoras aceleraram as vendas por necessidade de geração de caixa, em um cenário considerado desafiador tanto para o mercado de etanol quanto para o de açúcar.

Com preços menos atrativos para ambos os produtos, diversas usinas optaram por comercializar maiores volumes no curto prazo, elevando a concorrência entre vendedores.

Por outro lado, algumas empresas mantiveram postura mais cautelosa e buscaram limitar as vendas na tentativa de sustentar os preços e evitar quedas mais acentuadas.

Distribuidoras pressionam por valores menores

Do lado da demanda, o comportamento das distribuidoras também contribuiu para o enfraquecimento do mercado.

Compradores atuaram de forma mais agressiva nas negociações, buscando adquirir o produto a preços mais baixos. Em várias regiões produtoras, especialmente em São Paulo e em outros estados do Centro-Sul, as distribuidoras conseguiram fechar negócios em patamares inferiores aos praticados anteriormente.

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Essa combinação entre oferta elevada e demanda cautelosa ampliou a pressão sobre os preços ao longo de maio.

Perspectivas para a safra

O mercado segue acompanhando o ritmo da moagem, as condições climáticas e a definição do mix de produção das usinas ao longo da safra 2026/27.

Especialistas destacam que a evolução dos preços do açúcar no mercado internacional, o comportamento das cotações do petróleo e a demanda doméstica por combustíveis continuarão sendo fatores decisivos para a estratégia das usinas e para a formação dos preços do etanol nos próximos meses.

Enquanto isso, o setor mantém atenção ao avanço da oferta no Centro-Sul, que segue como principal vetor de influência sobre o mercado brasileiro de biocombustíveis.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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