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Custos em alta e avanço do greening colocam em risco a produção de laranja para a safra 2025/26

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A produção de laranja em São Paulo enfrenta um cenário desafiador para a safra 2025/26, com os custos de produção apresentando uma forte alta. Pesquisa da revista Hortifruti Brasil, ligada ao Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) da Esalq/USP, aponta um aumento médio entre 15% e 16% nos custos por hectare em comparação com a safra 2024/25. Esse avanço preocupa pela possível ameaça à sustentabilidade econômica do setor.

Diferentes perfis produtivos e custos elevados

O estudo do Cepea analisou dois modelos produtivos representativos em regiões importantes do estado:

  • Projeto 1: Região centro-sul, sistema de sequeiro e adensamento moderado, com custo total estimado em até R$ 42.700 por hectare na próxima safra.
  • Projeto 2: Região norte paulista, sistema irrigado e alto adensamento, com custo que pode ultrapassar R$ 54.000 por hectare em 2025/26.
Principais fatores que elevam os custos
  • Entre os maiores responsáveis pela alta nos custos estão:
  • Colheita e frete, que podem representar até 30% dos custos totais;
  • A intensificação dos tratamentos fitossanitários para controle do HLB (greening), que eleva o gasto com defensivos agrícolas.
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Desafios para a viabilidade da cultura

Embora as projeções iniciais indicam uma possível recuperação da produção, com colheita estimada em 314,6 milhões de caixas conforme o Fundecitrus, o aumento expressivo dos custos pode comprometer a margem de lucro dos produtores, especialmente se os preços sofrerem queda após os recordes registrados em 2024.

Recomendações para produtores

Os pesquisadores Renato Ribeiro e Margarete Boteon, da equipe Citros/Cepea, alertam que é fundamental que cada produtor realize um cálculo detalhado do seu custo de produção, levando em consideração o potencial produtivo do pomar, além dos riscos climáticos e sanitários da região onde atua.

Acesso ao estudo completo

O estudo completo está disponível na edição de maio da Hortifruti Brasil, no Especial Citros, que traz gráficos comparativos e simulações de rentabilidade por diferentes faixas de produtividade.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de algodão do Brasil devem bater recorde em 2025/26 e reforçam liderança global no mercado internacional

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As exportações brasileiras de algodão devem encerrar o ciclo comercial 2025/2026 em nível recorde, com estimativa de aproximadamente 3,3 milhões de toneladas embarcadas, segundo projeções apresentadas durante a abertura do XXIII Anea Cotton Dinner, em reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados.

O desempenho reforça o protagonismo do Brasil no comércio internacional da fibra, com o país consolidado como principal exportador mundial de algodão, superando concorrentes tradicionais como os Estados Unidos. O resultado é sustentado pela forte demanda de mercados da Ásia, Europa e Oriente Médio.

Produção brasileira mantém crescimento e produtividade elevada

A safra 2025/2026 de algodão no Brasil deve alcançar cerca de 3,9 milhões de toneladas de pluma, cultivadas em aproximadamente 1,9 milhão de hectares, com produtividade média próxima de 1.954 quilos por hectare, de acordo com dados da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).

Para o ciclo 2026/2027, as primeiras estimativas indicam nova expansão, com produção projetada em 3,96 milhões de toneladas, reforçando a tendência de crescimento consistente da cultura no país.

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Brasil registra recordes de exportação e consolida liderança global

A Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) destacou que o Brasil registrou recordes mensais de embarques em sete meses dentro do ciclo atual, mantendo ritmo forte de exportações e encerrando a temporada na liderança global do setor.

“O algodão brasileiro alcançou um novo patamar no mercado internacional. Tivemos sete meses de recorde de exportação, e junho deve seguir o mesmo ritmo. Hoje, o desafio já não é apenas produzir mais, mas garantir infraestrutura, competitividade e previsibilidade para sustentar esse crescimento”, afirmou o presidente da Anea, Dawid Wajs.

O avanço das exportações reflete não apenas o aumento da produção, mas também a consolidação da confiança internacional na qualidade da fibra brasileira.

Cenário global pode sustentar preços do algodão

No mercado internacional, o cenário de oferta e demanda segue apertado. A projeção aponta consumo global de aproximadamente 26,510 milhões de toneladas, acima da oferta estimada em 25,265 milhões de toneladas, o que pode contribuir para sustentar as cotações da fibra no mercado mundial.

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Mercado interno mais cauteloso e busca por qualidade

No Brasil, o mercado doméstico apresenta comportamento mais conservador. As fiações têm adotado postura cautelosa nas compras, priorizando qualidade da matéria-prima e reduzindo o apetite por contratos de longo prazo, especialmente em um ambiente de juros elevados.

Uso do algodão avança para além do setor têxtil

Durante as discussões do setor, também ganhou destaque a valorização das fibras naturais e a ampliação do uso do algodão em novas aplicações industriais. Além do vestuário, o produto vem sendo incorporado em segmentos como saúde, construção civil, defesa e materiais funcionais, ampliando seu potencial de inovação e agregação de valor na cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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