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Custos de produção de suínos sobem em agosto; frango de corte mantém trajetória de queda

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Suinocultura volta a registrar aumento nos custos

Após três meses consecutivos de queda, os custos de produção de suínos voltaram a subir em agosto no principal estado produtor do Brasil, Santa Catarina. De acordo com dados da Embrapa Suínos e Aves, por meio da Central de Inteligência de Aves e Suínos (CIAS), o custo do quilo do suíno vivo chegou a R$ 6,24, alta de 1,82% em relação a julho.

No acumulado de 2025, o ICPSuíno passou a registrar leve crescimento, de 0,52%, e em 12 meses a elevação chega a 5,69%, atingindo 356,93 pontos em agosto. A ração, que responde por 70,76% do custo total no sistema de ciclo completo, avançou 2,22% no mês.

Frango de corte atinge menor custo em um ano

Enquanto os suínos voltaram a registrar elevação nos custos, a avicultura de corte manteve a trajetória de queda. No Paraná, maior estado produtor do país, o custo do quilo do frango de corte recuou 0,09% em agosto frente a julho, sendo cotado a R$ 4,59 — o menor valor desde agosto de 2024.

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No acumulado de 2025, o ICPFrango apresenta retração de 4,09%. Já no comparativo de 12 meses, houve alta de 1,47%, com o índice atingindo 355,49 pontos em agosto. A ração, responsável por 63,98% do custo total, caiu 0,13% no mês e acumula queda de 8,65% em 2025.

Referência nacional no monitoramento dos custos

Santa Catarina e Paraná são considerados estados de referência nos cálculos dos Índices de Custo de Produção (ICPs) da CIAS, dada sua relevância como maiores produtores nacionais de suínos e frangos de corte, respectivamente.

Além desses, a CIAS também divulga estimativas de custos para os estados de Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso e Rio Grande do Sul, fornecendo informações estratégicas para a gestão técnica e econômica dos sistemas de produção de suínos e aves no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Adubação eficiente: quatro indicadores mostram se o investimento em fertilizantes está gerando lucro na lavoura

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Os fertilizantes representam um dos maiores custos da produção agrícola e exercem influência direta sobre a produtividade das lavouras. No entanto, avaliar o sucesso da adubação vai muito além do volume colhido. A análise de indicadores técnicos e financeiros permite ao produtor verificar se o investimento realmente gerou retorno, identificar falhas no manejo e aperfeiçoar as estratégias para as próximas safras.

Segundo Luis Schiavo, CEO da Naval Fertilizantes, empresa especializada em produtos biológicos, nutrição vegetal e tecnologias de aplicação, transformar informações da propriedade em indicadores de desempenho é uma ferramenta importante para aumentar a eficiência da produção.

“Produzir mais nem sempre significa produzir melhor. O acompanhamento de indicadores permite verificar se o investimento em fertilizantes trouxe o retorno esperado e quais ajustes podem tornar a lavoura ainda mais eficiente”, afirma o executivo.

Produtividade por hectare revela o impacto da adubação

O primeiro indicador a ser observado é a produtividade obtida por hectare. Comparar os resultados da safra atual com o histórico da propriedade, o desempenho de talhões semelhantes e as médias regionais ajuda a medir a eficiência do programa de adubação.

Entretanto, essa análise deve considerar fatores como condições climáticas, manejo adotado, características do solo e incidência de pragas ou doenças, já que todos esses elementos influenciam o rendimento final da cultura.

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Segundo Schiavo, embora os fertilizantes sejam apenas um dos componentes do sistema produtivo, a evolução consistente da produtividade é um dos principais sinais de que a estratégia nutricional está apresentando resultados positivos.

Retorno financeiro é o principal indicador de sucesso

Mais importante do que colher mais é saber se o investimento aumentou a rentabilidade da atividade.

Por isso, calcular o retorno financeiro da adubação é um dos principais parâmetros para avaliar a eficiência do manejo. A comparação entre os custos com fertilizantes e a receita obtida na comercialização da produção permite identificar se houve ganho real de margem.

De acordo com o especialista, nem sempre o maior volume produzido representa o maior lucro. Em alguns casos, um incremento modesto na produtividade pode gerar excelente retorno econômico quando os custos permanecem sob controle.

Eficiência no aproveitamento dos nutrientes reduz desperdícios

Outro aspecto fundamental é acompanhar o nível de absorção e utilização dos nutrientes pelas plantas.

Ferramentas como análises de solo, avaliações foliares e o monitoramento constante do desenvolvimento das lavouras ajudam a identificar possíveis perdas, deficiências nutricionais ou aplicações realizadas em condições inadequadas.

Segundo Schiavo, quando a eficiência de absorção é baixa, o produtor pode estar investindo acima do necessário ou aplicando fertilizantes em momentos pouco favoráveis, comprometendo o aproveitamento dos insumos e elevando os custos de produção.

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Fertilidade do solo deve ser monitorada continuamente

A construção da fertilidade do solo é um processo de longo prazo e deve fazer parte do planejamento de cada safra.

A realização periódica de análises químicas permite acompanhar a evolução dos níveis de nutrientes, verificar o equilíbrio do solo e ajustar as recomendações de adubação conforme as necessidades de cada área.

Além de contribuir para o aumento da produtividade, esse monitoramento evita tanto a deficiência quanto o excesso de nutrientes, promovendo maior eficiência no uso dos fertilizantes e favorecendo a sustentabilidade do sistema produtivo.

Gestão baseada em indicadores melhora a tomada de decisão

Em um cenário de custos elevados e margens cada vez mais apertadas, utilizar indicadores técnicos e econômicos para avaliar a adubação tornou-se uma prática estratégica dentro das propriedades rurais.

O acompanhamento sistemático da produtividade, do retorno financeiro, da eficiência no aproveitamento dos nutrientes e da fertilidade do solo oferece informações que auxiliam na tomada de decisões, aumentam a eficiência dos investimentos e contribuem para uma agricultura mais rentável, sustentável e tecnicamente eficiente.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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