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Curso de Condução de Pesca avança para etapa prática às margens do Rio Cuiabá

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Dando sequência à formação iniciada no começo da semana, o Curso de Condução de Pesca Esportiva realizou, na manhã desta quinta-feira (22), sua etapa prática na Marina Náutica Sérgio Motta, no bairro Praeirinho, às margens do Rio Cuiabá, próximo à ponte que leva o mesmo nome. A atividade marcou o quarto dia de capacitação e reuniu 13 alunos em contato direto com o ambiente onde irão atuar profissionalmente.

A aula foi conduzida pelo engenheiro de aquicultura Marcos Vinícius Barros, responsável pela instrução técnica do curso. O trabalho começou com exercícios de nós e amarrações, utilizando argolas que simulam o olhal de anzóis e iscas. A dinâmica permitiu que os participantes praticassem diferentes técnicas, fundamentais para a união de linhas de monofilamento e multifilamento e para a fixação correta de equipamentos como snaps, chumbadas e encastoadores. Organizados em duplas, os alunos executaram as amarrações de forma colaborativa, reforçando precisão e segurança.

Na sequência, os participantes realizaram a montagem completa dos equipamentos, como carretilhas, molinetes e varas de fly, e avançaram para a prática de arremessos e observação do trabalho das iscas na água. Antes dessa etapa, o instrutor retomou conteúdos abordados no dia anterior, especialmente sobre os tipos de linhas, garantindo o alinhamento técnico do grupo.

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Segundo o diretor de Desenvolvimento Econômico da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura (SDTA), Fernando Sato, a aula prática consolida os três dias iniciais de teoria, que abordaram temas como equipamentos, amarrações, segurança, mecânica de embarcações, motores e primeiros socorros. Ele destacou que o curso integra um esforço conjunto do Governo do Estado e da Prefeitura de Cuiabá para atender às novas exigências da profissão e ao crescimento do turismo de pesca esportiva, impulsionado pelo fortalecimento do estoque pesqueiro. A formação inclui, além das técnicas, conteúdos sobre relacionamento com o cliente, primeiros socorros e noções de idiomas, preparando os condutores para atender também o público internacional.

Marcos Vinícius Barros reforçou que a segurança é um dos pilares da capacitação. Cabe ao condutor garantir que o turista esteja protegido e confortável, além de dominar práticas sustentáveis, como o “pesque e solte”, que ensina o manejo correto do peixe para preservar a espécie e valorizar a experiência do visitante. Para ele, o engajamento dos alunos demonstra a importância da troca de conhecimentos e do respeito às particularidades do Pantanal e da Baixada Cuiabana.

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Entre os alunos, a avaliação é positiva. O experiente pescador José Adolfo França da Silva, de 65 anos, destacou a relevância do curso para fortalecer os profissionais locais e o turismo. Já o jovem Rafael Nunes Kirsch, de 22 anos, ressaltou que a capacitação complementa a prática diária, especialmente no atendimento ao público e na orientação de clientes iniciantes, elevando a qualidade do serviço prestado.

Ao comentar o impacto da iniciativa, o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura, Fernando Medeiros, afirmou que a ação faz parte de uma política contínua de incentivo ao desenvolvimento econômico. Segundo ele, o objetivo é gerar emprego e renda, oferecendo novas perspectivas a profissionais que antes atuavam apenas na produção de subsistência e que agora encontram um novo horizonte de crescimento. Medeiros ressaltou ainda que o turismo de pesca esportiva vem sendo incentivado como um dos principais vetores do desenvolvimento econômico baseado no turismo em Cuiabá.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Novas regras do crédito rural ampliam exigências e impulsionam uso de inteligência territorial em bancos no Brasil

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As recentes Resoluções CMN nº 5.267/2025 e nº 5.268/2025 marcam uma nova fase para o crédito rural no Brasil, ao estabelecerem critérios mais rigorosos de monitoramento, rastreabilidade socioambiental e gestão de risco em tempo real. As mudanças reforçam a exigência por tecnologias capazes de acompanhar toda a cadeia produtiva financiada, elevando o nível de controle exigido das instituições financeiras.

O novo arcabouço regulatório, definido pelo Banco Central do Brasil, amplia a responsabilidade dos bancos e cooperativas de crédito, que passam a precisar de ferramentas digitais avançadas para validação contínua das operações rurais, desde a concessão até a execução do financiamento.

Monitoramento contínuo e critérios socioambientais mais rigorosos

A Resolução CMN nº 5.267/2025 estabelece uma camada operacional mais robusta para o crédito rural, exigindo monitoramento contínuo das operações ao longo de todo o ciclo produtivo. O processo envolve o uso de sensoriamento remoto, imagens de satélite e análise de risco para acompanhamento das áreas financiadas.

Já a Resolução CMN nº 5.268/2025 amplia os critérios socioambientais e climáticos, podendo restringir ou até impedir o acesso ao crédito em casos de não conformidade com requisitos ambientais e de sustentabilidade.

Na prática, as novas regras exigem que instituições financeiras adotem soluções capazes de integrar inteligência territorial, análise socioambiental, validação documental e gestão de risco em uma única estrutura tecnológica.

Tecnologia passa a ser pilar estratégico do crédito rural

Com o avanço das exigências regulatórias, a tecnologia deixa de ser um diferencial e passa a ser elemento central para a concessão e acompanhamento do crédito rural no país. O setor financeiro agora precisa comprovar, de forma contínua, a conformidade das operações financiadas.

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Nesse contexto, a Agrotools se destaca como uma das principais fornecedoras de soluções de inteligência territorial para o agronegócio corporativo. A empresa atua há mais de 20 anos no desenvolvimento de plataformas digitais voltadas à análise de dados geoespaciais e monitoramento de ativos rurais.

Segundo a companhia, suas soluções auxiliam bancos e instituições financeiras a se adequarem às novas exigências do Banco Central, com maior segurança, eficiência operacional e capacidade de análise baseada em dados.

Regulação aproxima Brasil de padrões internacionais de ESG

De acordo com Rodolpho Mittelstaedt, gerente comercial da Agrotools, as novas resoluções representam uma mudança estrutural no sistema de crédito rural brasileiro, aproximando o país de padrões internacionais de governança, rastreabilidade e conformidade ESG.

“As duas resoluções juntas representam uma alteração estrutural no agro brasileiro. O efeito prático deve ser um aumento da digitalização, da necessidade de documentação organizada e da pressão ainda maior por sustentabilidade dentro da cadeia agropecuária”, afirma.

O especialista destaca ainda que a exigência de validação por sensoriamento remoto ao longo de todo o ciclo do crédito reforça a necessidade de comprovação técnica das operações financiadas.

Plataforma transforma dados territoriais em análise de risco em tempo real

Um dos principais produtos da empresa é o “Monitor de Safras”, plataforma que utiliza imagens de satélite, séries temporais e cruzamento de dados para validar informações como plantio, cultura implantada, evolução da lavoura e compatibilidade entre área financiada e área efetivamente cultivada.

A solução permite que instituições financeiras realizem o monitoramento de grandes carteiras de crédito de forma automatizada, reduzindo a dependência de inspeções presenciais e diminuindo riscos regulatórios.

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Entre os principais diferenciais da tecnologia estão:

  • Monitoramento contínuo da carteira de crédito rural
  • Geração de laudos auditáveis e rastreáveis
  • Metodologia MRV (mensurável, reportável e verificável)
  • Rastreabilidade por operação financiada
  • Cobertura de culturas agrícolas e integração com pecuária
  • Integração com sistemas bancários via API
  • Análise automatizada e resposta quase em tempo real

A plataforma opera por meio de uma interface web baseada em API. As instituições financeiras inserem os dados das operações de crédito rural, que são processados e cruzados com bases territoriais, algoritmos proprietários, geoprocessamento e sensoriamento remoto.

O resultado é uma análise rápida e automatizada, capaz de indicar se a operação atende ou não aos critérios regulatórios exigidos pelo Banco Central.

Segundo a empresa, o sistema fornece relatórios detalhados em tempo quase real, permitindo maior agilidade na tomada de decisão e garantindo conformidade com as normas vigentes.

Bancos já utilizam inteligência territorial na gestão de crédito

Atualmente, instituições como Itaú, Bradesco, Sicoob, Cresol e Rabobank já utilizam soluções da Agrotools para aprimorar suas análises de crédito rural.

Com a adoção dessas ferramentas, os bancos conseguem automatizar critérios ESG, aumentar a precisão das avaliações e reforçar a conformidade regulatória exigida pelo Banco Central, consolidando um novo padrão de gestão de risco no financiamento ao agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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