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Cuidando dos leitões: Estratégias para um desmame sem estresse

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Mara Costa, Gerente de Serviços Técnicos da Kemin, destaca a importância de considerar não apenas o peso dos animais ao desmame, mas também o estado imunológico deles. “Os leitões ainda não têm seu sistema imunológico totalmente desenvolvido nessa fase, o que os torna mais vulneráveis a problemas de saúde”, explica Mara.

O manejo durante o desmame pode causar desequilíbrios na microbiota intestinal dos leitões, comprometendo sua saúde digestiva. Isso pode levar a problemas como diarreia, afetando diretamente o desempenho dos animais.

“Após o desmame, os leitões precisam de alguns dias para se recuperarem do estresse, o que pode atrasar o início do consumo de ração. Isso, combinado com o estresse intestinal, pode resultar em uma série de complicações que prejudicam o crescimento e desenvolvimento adequado dos animais”, detalhou Mara.

Para garantir uma rápida recuperação e um desempenho rentável na fase de creche, muitos produtores costumam recorrer a aditivos, como os antimicrobianos, na dieta dos leitões. No entanto, o uso desses aditivos está enfrentando restrições devido a preocupações com a resistência a antibióticos em humanos e ao banimento de substâncias como o óxido de zinco em altas doses na Europa.

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“Por esse motivo, uma alternativa promissora são os Beta-glucanos 1,3, que são reconhecidos por sua capacidade de fortalecer o sistema imunológico dos animais. A Kemin após estudos e testes desenvolveu um produto com beta-glucanos derivados da alga Euglena gracilis. Eles têm sido eficazes em reduzir os efeitos do estresse durante o desmame”, contou Gisele Neri, gerente de produtos da Kemin.

Estudos mostraram que os leitões que receberam Beta-glucanos apresentaram uma menor incidência de diarreia e uma melhoria na saúde intestinal. Além disso, esses beta-glucanos ajudam os leitões a se recuperarem mais rapidamente do estresse pós-desmame, resultando em um melhor ganho de peso e eficiência alimentar.

“Em um momento em que o uso de aditivos na alimentação animal está sob exame minucioso, melhorar a imunidade, e consequentemente a saúde intestinal, dos animais se torna crucial para reduzir a dependência de antibióticos e garantir uma produção animal saudável e eficiente”, alertou Mara.

  • Para explorar mais detalhes sobre os estudos e pesquisas mencionados no texto acesse o link a seguir: Link
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Fonte: Kemin Industries

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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