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Cuiabá terá salário antecipado e ponto facultativo do Dia do Servidor transferido

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O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini, anunciou nesta quarta-feira (22) que o pagamento dos salários dos servidores municipais será antecipado para o dia 30 de outubro, e o ponto facultativo do Dia do Servidor Público, tradicionalmente comemorado em 28 de outubro, será transferido para sexta-feira (31). A decisão leva em conta a realização do show internacional da banda Guns N’ Roses, que acontecerá na Arena Pantanal no mesmo dia.

De acordo com o prefeito, o objetivo é reduzir o fluxo de veículos e pessoas nas ruas e contribuir para a organização do trânsito na região do evento. “A folga vai ficar para o dia 31, principalmente porque também tem o show, então nós vamos ter uma mobilidade um pouco complicada nesse dia. Antecipamos o pagamento para o dia 30 e colocamos o ponto facultativo na sexta. Assim, o servidor vai ter o dia 31 com o dinheiro no bolso”, explicou Abilio.

O gestor destacou que a Prefeitura está preparando um plano especial de mobilidade para o entorno da Arena Pantanal, com a atuação conjunta da Semob (Secretaria de Mobilidade Urbana), Polícia Militar e demais órgãos. “Haverá várias demarcações, áreas com acesso restrito e rotas alternativas para facilitar o trânsito. Toda a mobilidade estará organizada para evitar transtornos aos motoristas e pedestres”, afirmou.

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Abilio comentou que a principal preocupação do momento é garantir que o evento ocorra de forma segura e sem grandes impactos na cidade. “Estamos organizando tudo para que a cidade funcione bem nesse dia. O show é um evento importante, que traz movimentação econômica e turística, mas também exige planejamento para que não cause problemas à população”, disse.

Com a mudança, os servidores municipais trabalharão até quinta-feira (30) e terão folga na sexta-feira (31), retornando às atividades na segunda-feira, 3 de novembro. A Prefeitura orienta que a população evite circular de carro na região da Arena Pantanal no dia do show e utilize transporte público ou aplicativos de mobilidade. As ações de fiscalização e orientação de trânsito começarão já nas primeiras horas da sexta-feira para garantir fluidez e segurança durante o evento.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Etanol de milho cresce 50% e leva agroindústria novo patamar

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A produção de etanol de milho deverá superar pela primeira vez a marca de 1 bilhão de litros em Goiás. A estimativa para a safra 2026/27 é de 1,18 bilhão de litros, crescimento de 50,6% em relação aos 782,6 milhões de litros produzidos no ciclo anterior.

Os números constam do segundo levantamento da safra de cana-de-açúcar e biocombustíveis, divulgado em agosto pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Em apenas uma temporada, a indústria goiana deverá acrescentar cerca de 396 milhões de litros à produção de etanol de milho.

A expansão muda o papel do cereal na economia estadual. Além de abastecer granjas, confinamentos, fábricas de ração e o mercado externo, uma parcela crescente da safra passa a ser processada dentro de Goiás. Com isso, o milho deixa de ser comercializado apenas como matéria-prima e passa a gerar combustível, óleo vegetal e produtos destinados à alimentação animal.

Somadas as produções provenientes da cana-de-açúcar e do milho, Goiás poderá fabricar aproximadamente 5,81 bilhões de litros de etanol na safra 2026/27. O volume representa crescimento próximo de 9% em relação ao ciclo anterior.

Quase todo esse aumento virá do milho. A produção de etanol de cana deverá avançar apenas 1,7%, de 4,55 bilhões para 4,63 bilhões de litros. A participação do milho no total do biocombustível produzido no Estado deverá subir de aproximadamente 15% para mais de 20% em apenas um ano.

Para o produtor rural, a ampliação da indústria representa a entrada de um comprador capaz de demandar grandes volumes durante todo o ano. O milho pode ser armazenado e processado continuamente, o que reduz a concentração das vendas no período da colheita e cria novas possibilidades de contratos diretamente com as usinas.

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A demanda local também reduz parte da dependência das exportações e do transporte do grão por longas distâncias. Em determinadas regiões, o custo do frete até os portos compromete uma parcela importante do preço recebido pelo produtor. A presença de unidades industriais mais próximas pode melhorar a concorrência pela produção e fortalecer os preços regionais.

O avanço ocorre em um Estado que deverá colher perto de 12 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26. Goiás ocupa a terceira posição nacional na produção do cereal, segundo a Conab, e conta com uma oferta suficiente para atender simultaneamente às cadeias de proteína animal, à indústria de biocombustíveis e a outros compradores.

Considerando um rendimento industrial entre 420 e 460 litros por tonelada, a produção projetada de etanol poderá consumir aproximadamente 2,6 milhões a 2,8 milhões de toneladas de milho. O volume corresponderia a mais de um quinto da atual safra estadual, embora o consumo efetivo dependa da tecnologia utilizada pelas usinas e do período de operação das unidades.

A transformação do grão não termina no combustível. O processamento gera grãos secos de destilaria, conhecidos pela sigla em inglês DDGS, um ingrediente rico em proteína utilizado na fabricação de rações. O produto pode substituir parte do milho e do farelo de soja na alimentação de bovinos, aves e suínos.

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Essa integração é particularmente importante para Goiás, que possui cadeias consolidadas de produção de carnes e leite. A indústria retira o amido do milho para produzir etanol, mas preserva e concentra nutrientes que retornam ao campo na forma de alimento para os animais.

A produção de etanol de milho no Estado era de 190,8 milhões de litros na safra 2018/19. Com a projeção atual, o volume terá crescido mais de seis vezes em oito safras. O avanço coloca Goiás entre os principais polos nacionais do segmento, ao lado de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

No país, a Conab estima produção recorde de 11,91 bilhões de litros de etanol de milho em 2026/27, alta de 17%. Goiás deverá responder por aproximadamente 10% desse total e crescer em ritmo quase três vezes superior ao da média nacional.

A expansão cria oportunidades, mas também exige atenção do produtor. O aumento da capacidade industrial não garante, sozinho, preços elevados para o cereal. O resultado dependerá da distância entre as fazendas e as usinas, dos custos de transporte, da oferta regional e das condições previstas nos contratos.

Ainda assim, a entrada de uma demanda permanente fortalece o mercado goiano de milho e amplia a agregação de valor dentro do Estado. Em vez de transportar apenas o grão, Goiás passa a vender combustível, óleo e nutrição animal, multiplicando os efeitos da produção agrícola sobre a indústria, os serviços e a geração de renda.

Fonte: Pensar Agro

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