AGRONEGÓCIO

Cuiabá sedia o Datagro Abertura de Safra Grãos 2023: confira a programação

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Aberta na manhã desta quarta-feira (23.08), em Cuiabá, o Datagro Abertura de Safra Grãos – Soja, Milho e Algodão 2022/23.

Este evento, que ocorre de maneira presencial, emerge como um marco inédito no cenário nacional, proporcionando um ambiente propício para a análise abrangente de tópicos centrais essenciais para a programação da próxima safra de soja, milho e algodão.

Plínio Nastari, presidente Datagro

O evento se destaca pela sua série de palestras que trazem à tona questões estratégicas relacionadas à produção e comercialização desses grãos, congregando renomados especialistas e técnicos dos setores público e privado da cadeia produtiva de grãos e algodão do Brasil.

A programação prevista para as palestras foi meticulosamente elaborada para abranger os aspectos mais relevantes para o setor, propiciando um fórum de discussão valioso para os participantes. O evento reúne vozes influentes que fornecerão insights, perspectivas e análises fundamentais para orientar o planejamento e as estratégias das safras vindouras.

As informações compartilhadas e as discussões realizadas durante o evento não apenas abordam os desafios imediatos enfrentados pelo setor, mas também oferecem visões de longo prazo para o desenvolvimento sustentável e aprimoramento contínuo da produção agrícola no Brasil.

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Presente ao evento, o presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lembrou que este encontro representa um marco significativo para a comunidade agrícola e reforça a importância de se manter à frente das tendências, inovações e melhores práticas em uma indústria tão vital para a economia do país.

“A reunião de mentes brilhantes e perspicazes cria um ambiente propício para a busca conjunta de soluções que impulsionem o setor de grãos e algodão em direção a um futuro mais promissor e sustentável para o agronegócio”.

Confira a programação

Painel 1: Os cenários para a economia mundial e brasileira pós Pandemia e a expectativa para a taxa de câmbio.

Painel 2: O mercado de insumos para a safra 2022/22023, soja, milho e algodão – sementes, calcário, fertilizantes, defensivos e maquinas agrícolas.

Painel 3: A visão dos produtores e compradores de s0ja.

Painel 4: O mercado de biocombustiveis – momento e perspectivas para o etanol de milho e biodiesel.

Painel 5: Expectativas para o mercado do complexo carnes. .

Painel 6: Tendencias para à produção, consumo, preços e comercialização de soja e milho.

Painel 7 : As perspectivas para o algodão de 2023 a 2033 .

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Painel 8: Eventos climáticos extremos: a nova realidade.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Expointer movimenta R$ 6,2 bilhões e máquinas puxam avanço de 40%

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A 49ª Expointer encerrou sua programação com R$ 6,18 bilhões em negócios, crescimento de 39,8% sobre a edição de 2025. O resultado superou as expectativas iniciais e mostrou disposição dos produtores para voltar a investir em máquinas, tecnologia, animais e modernização das propriedades.

O setor de máquinas e implementos agrícolas liderou as negociações, com R$ 5,46 bilhões, alta de 44,83% em um ano. O segmento respondeu por aproximadamente 88% de todo o volume financeiro movimentado durante os nove dias de feira no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio.

O desempenho ficou acima das projeções apresentadas antes e durante o evento. Representantes da indústria trabalhavam com a possibilidade de vendas próximas de R$ 4 bilhões em máquinas. O resultado final ultrapassou essa referência em cerca de R$ 1,46 bilhão.

A reação é relevante porque a compra de uma máquina representa uma decisão de investimento de longo prazo. Tratores, colheitadeiras, pulverizadores, plantadeiras e equipamentos de precisão não atendem apenas à expansão das lavouras. Também permitem reduzir perdas, economizar insumos, executar as operações dentro da janela ideal e aumentar a produtividade.

Parte da procura está relacionada à necessidade de renovação da frota. Produtores que adiaram a substituição de equipamentos voltaram a avaliar compras, especialmente diante da perspectiva de recuperação dos preços de grãos e da valorização da pecuária. A proximidade da implantação da safra de verão também ajudou a colocar tecnologia e capacidade operacional no centro das decisões.

A Massey Ferguson levou 11 lançamentos à Expointer, com atenção especial aos equipamentos destinados à agricultura familiar. A empresa identificou demanda entre produtores profissionalizados que mantiveram o planejamento de médio prazo e precisam ampliar a eficiência das propriedades.

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A CNH, controladora das marcas New Holland e Case IH, também utilizou a feira para reforçar suas soluções financeiras e apresentar tecnologias voltadas ao aumento da produtividade. As condições oferecidas incluíram consórcios e linhas do Plano Safra, como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar Mais Alimentos (Pronaf Mais Alimentos), o Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota) e sua modalidade destinada ao médio produtor.

Além das linhas bancárias tradicionais, consórcios, cooperativas, financiamento das próprias fabricantes e operações de troca de insumos ou equipamentos por parte da produção ampliaram as possibilidades de negociação. A combinação dessas modalidades permitiu adequar prazos e pagamentos ao fluxo de receita de diferentes propriedades.

O resultado não ficou restrito às máquinas. O setor automobilístico movimentou R$ 668,75 milhões durante a feira. As vendas de animais alcançaram R$ 21,99 milhões, avanço de 21,02% em comparação com 2025. Ao todo, 7.926 animais foram inscritos para exposições, julgamentos e competições.

O Pavilhão da Agricultura Familiar registrou R$ 14,4 milhões em vendas, aumento de 5,57%. Os 509 estandes reuniram empreendimentos de 216 municípios gaúchos, entre agroindústrias, produtores de plantas e flores, artesãos e cozinhas.

Das iniciativas presentes no pavilhão, 400 eram agroindústrias familiares, 74 atuavam no artesanato e 28 comercializavam plantas, mudas e flores. A feira também reuniu 265 empreendimentos conduzidos por jovens, 179 liderados por mulheres e 69 com certificação orgânica.

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O artesanato movimentou outros R$ 2,11 milhões. Entre os expositores estavam empreendimentos indígenas e quilombolas, ampliando a presença de diferentes formas de produção e geração de renda dentro do espaço destinado à agricultura familiar.

A movimentação econômica foi acompanhada por um público de 938.470 visitantes. Somente no domingo (6), último dia do evento, 144.516 pessoas passaram pelo parque. A presença de consumidores urbanos, famílias, estudantes e profissionais do setor reforçou a função da Expointer como ligação entre o campo, a indústria e as cidades.

Os números mostram uma feira com crescimento distribuído entre diferentes segmentos. O avanço mais forte das máquinas revela confiança na continuidade da produção e na busca por ganhos de eficiência, enquanto os resultados da agricultura familiar, dos animais e dos veículos demonstram que a movimentação alcançou propriedades de diferentes portes.

Mais do que contabilizar propostas e contratos, a Expointer funcionou como uma vitrine das decisões que deverão aparecer nas próximas safras. A renovação de equipamentos, a adoção de novas tecnologias e a procura por soluções financeiras indicam que parte dos produtores voltou a planejar investimentos.

A próxima edição terá caráter histórico. A 50ª Expointer será realizada de 28 de agosto a 5 de setembro de 2027, novamente no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil. A feira chegará aos 50 anos depois de encerrar 2026 com R$ 6,2 bilhões em negócios e um sinal positivo de confiança no futuro do campo.

Fonte: Pensar Agro

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