AGRONEGÓCIO

Cuiabá recebe primeira edição do Agro Supply Summit, reunindo líderes da cadeia de suprimentos agrícolas em Mato Grosso

Publicado em

Nesta terça-feira (10/06), Cuiabá (MT) sediou a primeira edição do Agro Supply Summit, que reuniu as principais empresas envolvidas na cadeia de suprimentos agrícolas de Mato Grosso. O evento contou com palestras e painéis interativos, abordando temas como a visão dos gestores da agroindústria, inovação, tecnologia, além dos desafios em logística e supply chain.

Origem do evento e objetivos

Organizado pelo Instituto Farmun, o Agro Supply Summit surgiu a partir da percepção de um grupo de gestores sobre a necessidade de um processo sistemático para comparar práticas e processos entre os diferentes atores do setor. Segundo Michel Inácio Amorim Muniz, diretor executivo do instituto, a ideia nasceu do encontro entre diversos diretores e gestores, que inicialmente realizaram um benchmark. “Eles entenderam que os fornecedores que atendem o agro diariamente precisavam estar juntos para contribuir com novidades e compreender melhor as dificuldades do setor. Foi assim que surgiu a ideia de reunir toda essa cadeia, tanto quem busca soluções quanto quem as oferece”, explicou.

Leia Também:  Rabobank aponta dólar a R$ 5,55 em 2026 e destaca impacto da geopolítica no câmbio global
Perspectiva das empresas participantes

Para Leonardo Rossato, diretor Administrativo e de Serviços Compartilhados da Bom Futuro, o Agro Supply Summit representa uma oportunidade valiosa para o aprendizado e desenvolvimento do setor. “Estar presente no evento nos permite interagir com outras empresas e pessoas, promovendo um grande aprendizado sobre como melhorar nossa cadeia de suprimentos interna, usar tecnologias e desenvolver a mão de obra, para que nossos profissionais entreguem o máximo para a empresa”, afirmou.

Importância da cadeia de máquinas agrícolas

Cláudio Dorneles Ebert, gerente de Suprimentos Indiretos da SLC Agrícola, destacou a necessidade do setor de máquinas agrícolas em debater temas como supply chain e logística. “A troca de informações e qualificações é essencial para identificar falhas e necessidades de melhoria. Por isso, decidimos realizar um evento maior, que reúna toda a cadeia de suprimentos do agro no Brasil, para discutir esses temas de forma ampla”, comentou.

Participação do Senai Mato Grosso

O diretor regional do Senai Mato Grosso, Carlos Braguini, reforçou o compromisso da instituição com a educação profissional e tecnológica alinhada às demandas do agronegócio. “Mato Grosso não só cresce no agro, mas também nas cadeias agroindustriais, que envolvem tecnologias industriais. Desde 1942, o Senai atua na formação profissional no estado, e ajustamos continuamente nosso ‘GPS institucional’ para sermos relevantes nessas cadeias, seja em alimentos, biocombustíveis ou outros setores com base agrícola, agregando valor aos produtos locais”, afirmou.

Leia Também:  Primavera começou sem previsão de grandes mudanças climáticas
Apoio e parcerias

A primeira edição do Agro Supply Summit contou com o apoio de importantes empresas e instituições, como John Deere, Petroplus, Sesi, Senai, Sompo e Okubo, fortalecendo o networking e o desenvolvimento do setor agrícola em Mato Grosso.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Exportações do agronegócio brasileiro somam US$ 16 bilhões em maio e atingem segundo maior valor da história para o mês

Published

on

As exportações do agronegócio brasileiro alcançaram US$ 16 bilhões em maio de 2026, registrando crescimento de 8,2% em relação ao mesmo período do ano passado e consolidando o segundo maior resultado da série histórica para o mês. O desempenho foi impulsionado principalmente pelos embarques de soja e proteínas animais, que compensaram a queda observada nos setores sucroenergético e de etanol.

Os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e analisados pela Consultoria Agro do Itaú BBA mostram que o agronegócio segue como um dos principais motores da balança comercial brasileira, sustentado por volumes robustos de exportação e preços favoráveis em importantes cadeias produtivas.

Soja lidera pauta exportadora e mantém forte geração de receitas

O complexo soja permaneceu como principal destaque das exportações brasileiras em maio.

Os embarques de soja em grão totalizaram 14,8 milhões de toneladas, avanço de 5% em comparação com maio de 2025. Apesar da redução de 12% frente a abril, movimento considerado natural após o pico da colheita, a receita alcançou US$ 6,3 bilhões, sustentada pela valorização dos preços internacionais.

O farelo de soja também apresentou desempenho positivo, com exportações de 2,5 milhões de toneladas, crescimento de 12% na comparação anual.

Já o óleo de soja registrou uma das maiores altas entre os principais produtos do agronegócio, com embarques de 202 mil toneladas, aumento de 34% em relação ao mesmo mês do ano passado. Além do avanço no volume, os preços médios seguiram em trajetória de valorização.

Carnes ampliam participação no mercado internacional

O segmento de proteínas animais manteve ritmo acelerado nas exportações brasileiras.

A carne bovina in natura alcançou 262 mil toneladas exportadas em maio, crescimento de 20% frente ao mesmo período de 2025. A receita somou US$ 1,7 bilhão, impulsionada pelo aumento dos preços internacionais, que atingiram média superior a US$ 6,5 mil por tonelada.

Leia Também:  Movimentação Intensa em Brasília Envolvendo o Mercado de Feijões

A carne de frango apresentou um dos melhores desempenhos do mês, com embarques de 442 mil toneladas, alta de 32% na comparação anual.

Já a carne suína exportou 111 mil toneladas, registrando crescimento de aproximadamente 5% sobre maio do ano passado, mantendo a trajetória positiva observada ao longo de 2026.

Açúcar e etanol enfrentam cenário mais desafiador

Enquanto soja e proteínas avançaram, o complexo sucroenergético registrou resultados mais modestos.

As exportações de açúcar VHP somaram 1,8 milhão de toneladas, queda de 10% na comparação anual. Além da redução no volume, os preços internacionais recuaram mais de 20% em relação ao mesmo período de 2025, pressionando as receitas do setor.

O açúcar refinado também apresentou retração, com embarques de 159 mil toneladas, volume 27% inferior ao registrado um ano antes.

No caso do etanol, a queda foi ainda mais expressiva. As exportações despencaram para apenas 17 mil metros cúbicos, retração de 79% na comparação anual. A perda de competitividade do produto brasileiro no mercado internacional continua sendo o principal fator limitante para os embarques.

Milho, algodão e suco de laranja registram avanços

Entre os demais produtos agrícolas, o milho apresentou a maior variação positiva do mês em relação ao ano anterior.

Os embarques alcançaram 249 mil toneladas, crescimento superior a 570%, embora o volume ainda seja considerado modesto devido ao estágio inicial da colheita da segunda safra.

O algodão também registrou forte desempenho, com aumento de 52% nos volumes exportados.

O suco de laranja manteve trajetória positiva, com crescimento de 17% nos embarques, reforçando a posição do Brasil como principal fornecedor global do produto.

Leia Também:  Feira do Cerrado 2024 apresentará soluções para futuro sustentável do café
Tarifas dos Estados Unidos voltam ao radar do agronegócio

Além dos resultados comerciais, o setor acompanha com atenção os desdobramentos das investigações comerciais conduzidas pelos Estados Unidos contra o Brasil.

No início de junho, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) propôs uma tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos brasileiros. Entre os temas citados estão comércio digital, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e questões ambientais.

Apesar da medida, boa parte dos principais produtos do agronegócio brasileiro ficou fora da lista de sobretaxação, incluindo carnes, café, frutas, cereais, sementes, fertilizantes e suco de laranja.

Posteriormente, uma nova proposta de tarifa adicional de 12,5% foi apresentada em investigação relacionada a alegações de trabalho forçado em determinadas cadeias produtivas.

As audiências públicas sobre as medidas estão previstas para julho, e o mercado segue atento aos possíveis impactos para o comércio bilateral.

Exportações acumuladas mantêm crescimento em 2026

No acumulado de janeiro a maio de 2026, o agronegócio brasileiro segue apresentando resultados consistentes.

Os destaques são o crescimento das exportações de soja, carnes bovina, suína e de frango, além do avanço das vendas externas de óleo de soja, algodão e milho.

Por outro lado, setores como açúcar refinado, etanol, café verde, trigo e celulose registram desempenho inferior ao observado no mesmo período do ano passado.

Mesmo diante das incertezas comerciais internacionais e da volatilidade dos mercados globais, o agronegócio brasileiro mantém forte competitividade e continua ampliando sua relevância no comércio mundial de alimentos, fibras e energia renovável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA