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Cuiabá recebe 2ª edição do evento de capacitação sobre autismo

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A segunda edição do evento de capacitação sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), promovido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) em parceria com a Prefeitura de Cuiabá, acontece nesta sexta-feira (5), na Igreja Lagoinha Cuiabá. A programação se estende das 8h às 18h15 e reúne especialistas reconhecidos nacionalmente, atrações culturais e uma ampla agenda de debates sobre educação, saúde, direitos e inclusão de pessoas autistas.

Ao destacar o compromisso da gestão municipal com políticas públicas voltadas às famílias atípicas, a primeira-dama e vereadora Samantha Íris reforçou o impacto social do encontro. “Esse evento tem uma importância enorme para todas as mães atípicas e para nossas crianças com autismo. Falar sobre inclusão é falar de cuidado, de acolhimento e de respeito. A prefeitura tem absoluta consciência do papel que desempenha nesse processo, e estamos juntos para ampliar esse diálogo e apoiar quem mais precisa”, afirmou.

A programação, que inclui ainda uma exposição de artes plásticas com trabalhos da jovem artista Maria Clara Souza Campos, abre com apresentação do cantor Tiago Roseno e participação especial do músico Pescuma. Entre os destaques técnicos do dia estão temas como os mitos e verdades sobre o TEA, conduzidos pelo neurologista infantil Dr. Thiago Barbosa Gusmão, e a palestra motivacional do ativista autista Nicolas Brito Sales, intitulada “Tudo o que eu posso ser”.

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A agenda conta também com discussões sobre direitos fundamentais na interface entre saúde e educação com o advogado Dr. Bruno Henrique, além de reflexões aprofundadas sobre inclusão escolar, desafios familiares e práticas inclusivas com especialistas como Dra. Anita Brito, Dr. Marino Miloca e Dr. Gabriel Paes de Barros. Outro eixo de grande relevância é a abordagem do neuropsicólogo Dr. Rauni Jandé Roama Alves sobre autismo e altas habilidades.

Entre os temas mais aguardados, a psiquiatra Dra. Aline Quintal apresenta a palestra “A invisibilidade do autismo na mulher”, assunto que tem ganhado destaque nacional por abordar o diagnóstico tardio e as especificidades de meninas e mulheres autistas — muitas vezes silenciadas ou subdiagnosticadas.

Com abertura conduzida pelo ministro do STJ Reynaldo Soares da Fonseca (online), o presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira, e a vice-presidente e presidente da Comissão de Acessibilidade, desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho, o evento reforça o compromisso institucional do Judiciário com a inclusão.

A iniciativa é gratuita e aberta ao público, com transmissão ao vivo pelo canal do TJMT, garantindo acesso ampliado a profissionais, estudantes, famílias e toda a comunidade interessada.

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Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Etanol de cana pode reduzir emissões em até 19% até 2030 e fortalecer transição energética no Brasil

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O avanço da produção de etanol de cana-de-açúcar no Brasil pode reduzir em até 19% as emissões de gases de efeito estufa até 2030, além de fortalecer a segurança energética, estimular o crescimento econômico e ampliar a segurança alimentar. A conclusão faz parte de um estudo da Agroicone, obtido com exclusividade pela CNN, que analisa os impactos da expansão dos biocombustíveis no país.

A pesquisa avaliou de forma integrada os efeitos da indústria sucroenergética sobre agricultura, energia, uso da terra, renda, consumo e comércio internacional. O levantamento reforça que a ampliação da produção de biocombustíveis não compete com a produção de alimentos e pode gerar impactos positivos tanto no campo econômico quanto ambiental.

Segundo o estudo, a substituição gradual de combustíveis fósseis pelo etanol de cana será decisiva para que o Brasil avance nas metas de descarbonização e na consolidação da transição energética.

Expansão do etanol pode impulsionar PIB, renda e consumo

A análise da Agroicone destaca que o crescimento do setor sucroenergético contribui diretamente para a geração de empregos, aumento da renda e fortalecimento do consumo interno.

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De acordo com a pesquisadora Luciane Chiodi Bachion, os cenários de mitigação climática avaliados no estudo apontam impactos positivos sobre a economia e o acesso à alimentação.

“Os resultados indicam tendência de aumento de até 6% no consumo de alimentos e crescimento de 2% a 3,5% no PIB per capita até 2030”, afirma a pesquisadora.

O estudo defende que a segurança alimentar deve ser analisada não apenas sob a ótica dos preços, mas também considerando renda, acesso aos alimentos e desenvolvimento socioeconômico.

Outro ponto destacado é que a expansão da cana-de-açúcar ocorre, em grande parte, sobre áreas degradadas, reduzindo a pressão sobre novas áreas agrícolas e minimizando a competição com outras culturas alimentares.

Biocombustíveis ganham força na agenda climática

Além dos ganhos econômicos, a pesquisa aponta que o etanol de cana desempenha papel estratégico na redução das emissões de carbono e no cumprimento dos compromissos climáticos assumidos pelo Brasil.

Segundo Sofia Arantes, pesquisadora da Agroicone, cenários mais ambiciosos de descarbonização podem ampliar significativamente os ganhos ambientais do setor.

“Em cenários de maior participação da bioenergia, a substituição de combustíveis fósseis por etanol pode levar a reduções de emissões em aproximadamente 19% até 2030”, destaca.

A pesquisa ressalta ainda que o setor sucroenergético brasileiro apresenta elevada eficiência energética, circularidade no sistema produtivo e autossuficiência energética na cadeia industrial, fatores que fortalecem sua importância na matriz energética nacional.

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Cana-de-açúcar avança como peça-chave da transição energética

O estudo conclui que a expansão do etanol de cana-de-açúcar representa uma solução estratégica para o Brasil ao unir segurança energética, desenvolvimento socioeconômico e mitigação das mudanças climáticas.

Com a crescente demanda global por combustíveis renováveis e pela redução das emissões de carbono, o setor sucroenergético brasileiro ganha protagonismo como uma das principais alternativas sustentáveis para a transição energética mundial.

A análise também reforça que não há conflito entre produção de alimentos e biocombustíveis, contrariando uma das principais críticas historicamente associadas à expansão da cana-de-açúcar.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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