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Cuiabá participa de entrega de 595 unidades do programa SER Família Habitação

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A prefeita em exercício de Cuiabá, Coronel Vânia Rosa, participou nesta quinta-feira (30) da entrega de 595 unidades habitacionais do Residencial Parque do Cerrado, em uma cerimônia que contou com a presença do governador Mauro Mendes, do presidente da MT Par, Werner Santos, além de diversas autoridades estaduais e federais.

O empreendimento integra o Programa SER Família Habitação do Governo de Mato Grosso, em parceria com o Governo Federal, por meio do Minha Casa, Minha Vida.

Durante o evento, Vânia Rosa ressaltou a importância da união de esforços entre os entes federativos e destacou que o investimento na construção das casas representa também um retorno econômico e social ao município, por meio dos impostos e do fortalecimento da economia local.

“Esse empreendimento é um exemplo de que os impostos pagos por todos nós têm retorno. E neste caso, veio trazendo moradia digna e qualidade de vida. Esses moradores que hoje recebem suas chaves vão colaborar com a nossa capital de forma ampla. Afinal, os recursos de impostos retornam para a cidade. E estar aqui como prefeita interina é uma função essencial, porque o município tem papel direto na manutenção e na oferta dos serviços públicos”, afirmou.

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Vânia fez questão de valorizar o sentido público do investimento, ressaltando que os recursos aplicados pertencem à população e que a boa gestão é necessária. Ela também parabenizou os novos moradores e reforçou o compromisso da Prefeitura com os serviços públicos que atenderão o novo residencial. “Contem com o município para o que for necessário. Vamos trabalhar para garantir transporte, segurança e até a implantação de feiras próximas, para estimular o comércio local. Que cada uma dessas casas se torne um verdadeiro lar.”

A prefeita também enfatizou a efetividade das políticas públicas quando há integração entre o Governo Federal, o Governo estadual e municipal. “Essa é uma agenda institucional. Temos aqui o Governo Federal, o Governo do Estado e o Governo Municipal trabalhando juntos. Independentemente de política partidária, estamos aqui para garantir que o município dê conta de serviços como transporte, coleta de lixo e de toda a manutenção desta região”, destacou.

#PraCegoVer

A foto que acompanha a matéria mostra o dispositivo de autoridades e a prefeita em exercício de Cuiabá, coronel Vânia Rosa, durante a abertura do evento. Ela veste calça caqui, jaqueta no mesmo tom e blusa azul.

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Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Projeto para proteger pequena propriedade abre debate sobre acesso ao crédito rural

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Um projeto em análise na Câmara dos Deputados pretende impedir que imóveis da agricultura familiar sejam oferecidos em alienação fiduciária nas operações de crédito. A proposta busca proteger a terra usada para o sustento da família, mas também desperta preocupação sobre uma possível redução das garantias disponíveis aos pequenos produtores.

O Projeto de Lei nº 355/2026 estabelece que imóveis pertencentes à agricultura familiar não poderão ser utilizados como garantia fiduciária em contratos de crédito, financiamento ou empréstimo. Pelo texto, será considerada nula qualquer cláusula contratual que autorize esse tipo de vinculação.

A matéria está pronta para entrar na pauta da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara. Também foi anexado ao texto o Projeto de Lei nº 2.982/2026, que trata da impenhorabilidade da pequena propriedade rural.

A alienação fiduciária permite que o produtor continue utilizando o imóvel enquanto paga o financiamento. A propriedade, entretanto, permanece vinculada ao credor até a quitação. Em caso de inadimplência, a garantia pode ser executada por procedimento extrajudicial.

Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), Isan Rezende (foto), a proteção da terra familiar é necessária, mas a mudança precisa ser acompanhada de alternativas capazes de manter o financiamento disponível.

“A pequena propriedade não é apenas um bem de mercado. Ela representa trabalho, renda, moradia e continuidade familiar. Essa proteção é legítima, mas não podemos criar uma regra que preserve a terra no contrato e, ao mesmo tempo, retire do produtor as condições financeiras para continuar produzindo”, afirma.

A Constituição determina que a pequena propriedade rural, definida em lei e trabalhada pela família, não pode ser penhorada para o pagamento de débitos decorrentes da atividade produtiva. A alienação fiduciária, porém, tem origem em um contrato no qual o proprietário oferece voluntariamente o imóvel como garantia.

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O projeto pretende ampliar a proteção ao impedir essa contratação no caso da agricultura familiar. O ponto de atenção é que a garantia constitui um dos elementos considerados pelas instituições financeiras na avaliação do risco e na definição das condições do empréstimo.

Sem a possibilidade de utilizar o imóvel, algumas operações poderão exigir máquinas, recebíveis, produção futura, avalistas, seguros ou outras formas de cobertura. O produtor que não possuir bens ou receitas suficientes para substituir a terra poderá enfrentar maior seletividade na concessão do crédito.

“Não se pode afirmar que a mudança aumentará automaticamente os juros, porque o custo de uma operação depende de vários fatores. Existe, no entanto, um risco concreto de que produtores com menos garantias encontrem maior dificuldade para acessar recursos, principalmente fora das linhas subsidiadas”, avalia Rezende.

O debate ocorre três anos depois da aprovação da Lei nº 14.711/2023, conhecida como Marco Legal das Garantias. A legislação modernizou os mecanismos utilizados em financiamentos, ampliou as possibilidades de aproveitamento dos bens e aperfeiçoou a execução extrajudicial de créditos garantidos por hipoteca ou alienação fiduciária.

A expectativa era de que garantias mais eficientes reduzissem o risco das operações e estimulassem a oferta de crédito. A eventual proibição para imóveis da agricultura familiar introduz uma exceção nesse sistema e exigirá mecanismos capazes de compensar a garantia retirada.

Entre as alternativas estão o fortalecimento dos fundos garantidores, a ampliação do seguro rural, o uso de limites proporcionais ao valor do imóvel e a possibilidade de substituir a garantia antes de uma eventual execução. Também poderão ser consideradas a finalidade da dívida, a capacidade econômica da família e o valor da operação.

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O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) oferece linhas subsidiadas, mas não atende isoladamente a todas as necessidades financeiras das propriedades. Parte dos produtores também depende de cooperativas, fornecedores, instituições financeiras e operações privadas para completar o custeio ou realizar investimentos.

“O Congresso precisa encontrar um ponto de equilíbrio. A legislação deve impedir que uma família perca a terra de maneira desproporcional, sem fechar a porta do financiamento. Proteger o patrimônio e assegurar crédito não são objetivos incompatíveis, desde que existam fundos, seguros e garantias complementares capazes de sustentar as operações”, diz Rezende.

Enquanto a proposta tramita, a recomendação é que os produtores mantenham matrículas, cadastros e documentos da propriedade atualizados. O histórico financeiro, a organização das receitas e despesas e a comprovação da capacidade de pagamento também influenciam a análise de crédito.

Outros instrumentos podem complementar ou substituir a garantia imobiliária, como penhor rural, Cédula de Produto Rural (CPR), máquinas, recebíveis e produção futura. A escolha dependerá do perfil da propriedade e das condições de cada contrato.

O produtor também deve conhecer o valor da dívida, os encargos, os prazos, as situações de vencimento antecipado e o procedimento previsto em caso de inadimplência antes de oferecer qualquer bem. A garantia não deve ser tratada apenas como uma exigência burocrática, mas como parte da estratégia financeira da propriedade.

A decisão do Congresso poderá definir como a agricultura familiar conciliará proteção patrimonial e capacidade de financiamento. Sem alternativas adequadas, a proibição pode reduzir a exposição da terra, mas aumentar a dificuldade para financiar a produção. Com mecanismos complementares, a mudança poderá proteger as famílias sem comprometer a permanência delas no campo.

Fonte: Pensar Agro

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