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Cuiabá lança campanha de Carnaval para orientar sobre ISTs, testagem e prevenção ao HIV

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), através da Secretaria Adjunta de Atenção Especializada, realizará durante o período de Carnaval a campanha “Bora Combinar?”, com foco na orientação da população sobre Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), uso do preservativo, testagem e divulgação das profilaxias PEP e PrEP.

A ação contará com atividades educativas, orientações e panfletagem em pontos estratégicos da cidade. Nos dias 6 e 7 de fevereiro, as equipes estarão na Arena Pantanal. Já no dia 13 de fevereiro, a campanha acontece na saída para Chapada dos Guimarães, em parceria com o Detran, que também participará com ações de conscientização sobre “se beber, não dirija”, incluindo o uso de óculos de simulação de embriaguez. No dia 14 de fevereiro, as atividades serão realizadas na Praça da Mandioca.

Durante as ações, a população também poderá receber autotestes de HIV para levar para casa, caso manifeste interesse, seja para uso próprio ou para compartilhar com parceiros ou amigos.

A campanha reforça que os preservativos são a principal forma de prevenção contra o HIV, sífilis, hepatites virais e outras ISTs. Além disso, o gel lubrificante também será divulgado como um aliado importante na prevenção, pois diminui o atrito e reduz o risco de rompimento do preservativo.

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Outro destaque da ação é a divulgação da PrEP (Profilaxia Pré-Exposição), que é um método de prevenção ao HIV indicado para pessoas que têm maior risco de exposição ao vírus. A PrEP prepara o organismo para uma possível exposição e leva de 2 a 7 dias para atingir níveis ideais de proteção.

Já a PEP (Profilaxia Pós-Exposição) é indicada para situações de emergência, como relação sexual sem preservativo, rompimento do preservativo ou casos de violência sexual. A PEP consiste no uso de medicamentos por 28 dias e deve ser iniciada o mais rápido possível após a exposição, preferencialmente nas primeiras duas horas, podendo ser utilizada em até 72 horas. Em caso de risco, a orientação é procurar imediatamente uma UPA.

Em Cuiabá, a PEP é gratuita e sigilosa e está disponível diariamente nas unidades do Serviço de Atendimento Especializado (SAE):

– SAE Lixeira – Av. João Gomes Monteiro Sobrinho, 575 – Lixeira

– SAE CPA – Rua Óbidos, s/n – CPA I

Além disso, todas as UPAs do município, que funcionam 24 horas, também realizam a dispensação da PEP.

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A Secretaria Municipal de Saúde reforça que, caso o paciente apresente qualquer sintoma ou sinal clínico que levante suspeita de IST, deve procurar imediatamente uma unidade de saúde para avaliação profissional.

A população também é orientada a realizar a testagem rápida para HIV, sífilis e hepatites virais, disponível gratuitamente pelo SUS. Os testes podem ser feitos nas Unidades Básicas de Saúde e nos SAEs.

O tratamento das pessoas com HIV e outras ISTs é fundamental, pois melhora a qualidade de vida e interrompe a cadeia de transmissão dessas infecções, protegendo não só o paciente, mas toda a comunidade.

A iniciativa tem como objetivo ampliar o acesso à informação, incentivar o cuidado com a saúde e reforçar a prevenção, especialmente em um período de maior exposição e circulação de pessoas, como o Carnaval.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Fertilizantes: Rabobank reduz projeção para 2026 e alerta para impacto da inadimplência recorde no agro

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Inadimplência no campo e preços elevados devem reduzir consumo de fertilizantes

O mercado brasileiro de fertilizantes deverá enfrentar uma retração mais intensa em 2026 do que a prevista anteriormente. Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o Rabobank revisou para baixo sua estimativa de vendas de adubos no país e apontou a inadimplência recorde dos produtores rurais como um dos principais fatores de pressão sobre a demanda.

A instituição projeta que as entregas de fertilizantes aos agricultores brasileiros somem 45,1 milhões de toneladas em 2026, o que representa uma queda de 8,2% em relação ao volume recorde registrado em 2025. Caso a previsão se confirme, será o menor volume comercializado desde 2022, período marcado pelos impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia sobre o mercado global de insumos.

A nova estimativa é mais conservadora do que a divulgada em abril, quando o banco previa consumo de aproximadamente 47,2 milhões de toneladas.

Segundo o Rabobank, além dos preços ainda elevados dos fertilizantes, a situação financeira de muitos produtores brasileiros tem limitado a capacidade de investimento e comprometido a aquisição de insumos para a próxima safra.

Guerra no Oriente Médio afetou mercado global de fertilizantes

O relatório destaca que os reflexos da guerra envolvendo o Irã contribuíram para a elevação dos custos dos fertilizantes em 2026. O fechamento temporário do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de matérias-primas e insumos, provocou aumento dos preços internacionais e forte volatilidade nos mercados.

Embora haja sinais de normalização logística e avanços diplomáticos para reduzir as tensões na região, o banco avalia que os impactos sobre a demanda global já foram consolidados.

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No caso da ureia, um dos fertilizantes nitrogenados mais utilizados no mundo, os preços retornaram aos níveis observados antes do conflito. Ainda assim, o Rabobank destaca que o comportamento do mercado repetiu um padrão semelhante ao registrado em 2022.

De acordo com a análise, foram necessárias cerca de seis semanas para que os preços atingissem o pico após o início das tensões, seguidas por aproximadamente dez semanas para retornar aos patamares iniciais.

Já o fosfato monoamônico (MAP), um dos fertilizantes mais utilizados na agricultura brasileira, permanece negociado em níveis mais elevados, sustentando os custos de produção para diversas culturas.

Inadimplência recorde preocupa setor agropecuário

Outro ponto de atenção destacado pelo banco é o avanço da inadimplência no crédito rural.

Com base em dados do Banco Central referentes a abril, o Rabobank observa que a inadimplência nas operações contratadas a taxas de mercado alcançou 13,3% do volume financiado, um dos maiores níveis já registrados para o setor.

O cenário reforça as dificuldades enfrentadas por parte dos produtores rurais, especialmente em segmentos que vêm acumulando margens apertadas, custos elevados e dificuldades de acesso a novas linhas de crédito.

A combinação entre menor liquidez no campo e insumos ainda caros tende a limitar o potencial de recuperação da demanda por fertilizantes ao longo do próximo ano.

Rabobank prevê queda nas exportações de milho em 2026

Além do mercado de fertilizantes, o Rabobank revisou as perspectivas para o milho brasileiro e projetou redução nas exportações do cereal.

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A expectativa é de que os embarques nacionais atinjam 39 milhões de toneladas em 2026, volume cerca de 3 milhões de toneladas inferior ao registrado no ano anterior.

Entre os fatores que explicam a revisão estão a valorização do real frente ao dólar, que reduz a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional, e a forte concorrência de grandes exportadores, especialmente Estados Unidos e Argentina.

Os elevados custos do transporte rodoviário também continuam sendo um desafio para o setor exportador, reduzindo a competitividade logística do cereal brasileiro.

Demanda interna por milho deve seguir aquecida

Apesar da perspectiva menos favorável para as exportações, o consumo doméstico de milho deverá continuar avançando.

O Rabobank estima crescimento de 5% na demanda interna em 2026, alcançando cerca de 97 milhões de toneladas.

O principal motor desse avanço será o aumento do consumo pelas indústrias de ração animal e pelo setor de etanol de milho, que segue ampliando sua participação na matriz de biocombustíveis brasileira.

Diante desse cenário, o mercado agrícola brasileiro entra em 2026 com desafios relacionados ao crédito rural, custos de produção e competitividade internacional, enquanto busca equilibrar a demanda interna crescente com um ambiente global ainda marcado por incertezas econômicas e geopolíticas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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