AGRONEGÓCIO

Cuiabá instala ressonância magnética de última geração no São Benedito

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, está promovendo uma importante modernização no Hospital Municipal São Benedito (HMSB) com a substituição do tomógrafo atual por um equipamento de última geração, além da instalação inédita de uma ressonância magnética de 3 Tesla. Os novos aparelhos marcam um salto tecnológico na rede pública de saúde da capital, dobrando a capacidade de atendimentos e elevando significativamente a qualidade e a precisão dos diagnósticos.

A instalação do novo tomógrafo, um modelo de 64 canais, substituirá o equipamento atual de 16 canais. A troca proporcionará maior agilidade na realização dos exames e maior precisão nos laudos diagnósticos. Paralelamente, a unidade se prepara para receber, até a segunda quinzena de setembro, a nova ressonância magnética de 3 Tesla, inédita no município, que permitirá uma análise mais detalhada e eficaz em diversas patologias.

“Esse é um passo muito importante na reestruturação do nosso setor de imagem. O piso onde estamos agora está sendo totalmente adaptado para receber essa nova estrutura. O tomógrafo de 64 canais tem uma performance superior, com mais agilidade nos exames e qualidade nos diagnósticos. Além disso, teremos, pela primeira vez, uma ressonância magnética 3 Tesla, que ampliará de forma expressiva a capacidade de diagnóstico da nossa rede,” explicou o diretor técnico do hospital, Dr. João Tatsuro Katsuyama Junior.

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As melhorias foram possíveis graças à renegociação dos contratos já existentes pela atual gestão, que conseguiu garantir equipamentos mais modernos e eficientes com redução nos valores contratuais, gerando economia e avanços para a saúde pública.

A secretária municipal de Saúde, dra. Lucia Helena Barboza Sampaio, destacou o esforço contínuo da gestão em modernizar a rede pública com foco em qualidade e agilidade. “Estamos trabalhando firme para transformar a saúde de Cuiabá, trazendo tecnologia e celeridade aos atendimentos. Com esses novos equipamentos, vamos dobrar a capacidade de atendimento com mais precisão nos exames e maior segurança para os pacientes,” afirmou.

Para viabilizar a instalação do novo tomógrafo, os atendimentos de imagem no Hospital São Benedito serão temporariamente suspensos entre os dias 21 de julho e 09 de agosto. Durante esse período, a UPA Leblon funcionará como suporte 24 horas para os exames de tomografia, garantindo a continuidade da assistência à população.

A expectativa é de que, com a reestruturação e os novos equipamentos em funcionamento, o Hospital São Benedito se torne uma das unidades mais bem equipadas da rede municipal, oferecendo diagnósticos mais rápidos, eficientes e com tecnologia de ponta à população cuiabana.

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#PraCegoVer

A imagem mostra um departamento do Hospital Municipal São Benedito, em Cuiabá, que está passando por obras de melhorias estruturais. Na foto, aparecem materiais de construção e alguns móveis embalados com plásticos. Ao fundo, parte da estrutura é de vidro, revelando a área de jardinagem na parte externa do local.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Crédito privado do agro supera R$ 1,34 trilhão e CPR lidera financiamento

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O estoque dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio superou R$ 1,34 trilhão em julho, primeiro mês da safra 2026/27. O resultado mostra o aumento da participação do mercado de capitais no custeio da produção, na comercialização antecipada da safra e no financiamento de empresas ligadas às cadeias agroindustriais.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e abrangem as Cédulas de Produto Rural (CPR), as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA).

A CPR manteve a liderança entre os instrumentos analisados, com estoque de R$ 580,78 bilhões. O volume estava distribuído em 372 mil títulos, com valor médio de R$ 1,56 milhão por cédula.

Somente em julho foram emitidos R$ 37,53 bilhões em novas CPR. Esse é o dado que melhor indica o ingresso de operações no primeiro mês da nova temporada. O estoque total também inclui títulos emitidos anteriormente que ainda não foram liquidados.

A CPR permite ao produtor ou à cooperativa antecipar recursos para financiar a atividade. Na modalidade física, o compromisso pode ser liquidado com a entrega futura do produto agropecuário. Na CPR financeira, a quitação ocorre em dinheiro. O instrumento também é usado como garantia em operações para a compra de sementes, fertilizantes, defensivos e outros insumos.

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O avanço das CPR amplia as alternativas ao crédito rural bancário, especialmente em períodos de juros elevados ou de maior restrição nas linhas oficiais. Ao mesmo tempo, exige atenção às condições estabelecidas no contrato, como taxa de juros, forma de liquidação, garantias, vencimento e consequências em caso de frustração da safra.

As Letras de Crédito do Agronegócio apresentaram o segundo maior estoque, com R$ 560,37 bilhões. As LCA são emitidas por instituições financeiras para captar dinheiro de investidores e financiar operações relacionadas ao setor.

Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% do estoque das LCA deve ser reaplicado no financiamento da atividade agropecuária. Isso representa aproximadamente R$ 336,22 bilhões.

Dentro desse volume, ao menos 45% devem ser destinados ao crédito rural oficial, o equivalente a R$ 151,30 bilhões. Os valores incluem tanto operações da safra 2026/27 quanto contratos de temporadas anteriores que continuam em aberto.

Isso significa que o estoque divulgado não corresponde integralmente a recursos novos disponíveis para contratação imediata. Parte representa financiamentos já concedidos e títulos que ainda não chegaram ao vencimento.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio somaram R$ 174,20 bilhões em julho. O CRA permite transformar créditos originados em negócios do setor em títulos negociados com investidores, aproximando empresas e cadeias produtivas do mercado de capitais.

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Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio alcançaram estoque de R$ 30,21 bilhões. O CDCA é emitido por cooperativas e empresas que atuam na comercialização, no beneficiamento ou na industrialização de produtos agropecuários e tem como lastro direitos de crédito ligados ao setor.

Fora da soma de R$ 1,34 trilhão, os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) também avançaram como fonte privada de recursos. Os dados mais recentes, referentes a junho, mostram patrimônio líquido de R$ 64,13 bilhões distribuído entre 285 fundos.

Os Fiagro podem investir em imóveis rurais, participações em empresas, direitos creditórios e outros ativos ligados ao agronegócio. Para o setor produtivo, funcionam como uma ponte entre investidores e projetos de produção, armazenagem, logística, agroindústria e aquisição de ativos.

O crescimento desses instrumentos reforça a diversificação do financiamento rural, historicamente concentrado nos bancos e nos recursos do Plano Safra. Para o produtor, porém, maior oferta de alternativas não elimina a necessidade de comparar custos, garantias e riscos. O volume disponível no mercado é elevado, mas o acesso e as condições de pagamento variam conforme a atividade, o porte da operação e a capacidade financeira de cada tomador.

Fonte: Pensar Agro

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