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Cuiabá fortalece estrutura de prevenção e resposta a desastres com capacitação

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Adjunta Especial de Defesa Civil realiza, desta quarta até a sexta-feira (28), o 1º Curso de Agentes Comunitários de Proteção e Defesa Civil, reunindo cerca de 40 participantes, entre 21 subprefeitos, servidores da Secretaria Municipal de Articulação Comunitária, novos agentes da Defesa Civil de Cuiabá e Várzea Grande. A abertura ocorreu na manhã desta quarta-feira no Auditório da Arena Pantanal, consolidando um esforço conjunto entre município, Estado e estruturas da gestão comunitária para ampliar a capacidade local de prevenção, preparação e resposta a desastres.

Com 24 horas de formação, distribuídas nos três dias, o curso tem como propósito levar conhecimento técnico até a ponta do sistema, reforçando a presença da Defesa Civil junto às comunidades urbanas e rurais, especialmente às mais vulneráveis aos efeitos de chuvas intensas, alagamentos, incêndios e demais eventos adversos.

Capacitação estratégica para ampliar a capilaridade da Defesa Civil

Segundo o secretário-adjunto municipal de Defesa Civil, coronel BM Alessandro Borges, a capacitação representa uma mudança estrutural na forma como o município se prepara para lidar com emergências. “O principal objetivo deste curso é ampliar o número de servidores habilitados, garantindo que possuam o conhecimento fundamental sobre as atividades da Defesa Civil. Como a essência da instituição é ser comunitária, a presença de representantes de todas as regiões de Cuiabá é estratégica”.

Ele explica que os agentes capacitados atuarão como elos diretos entre a população e o sistema de proteção, identificando riscos, dialogando com lideranças comunitárias e prestando a primeira resposta em situações de emergência, enquanto acionam os canais oficiais, Corpo de Bombeiros (193) e Defesa Civil (199). “Esses agentes estarão aptos a identificar riscos locais e oferecer a primeira resposta em situações de emergência. A meta é estender o alcance da Defesa Civil a todos os rincões do município”.

Escolha dos temas e integração institucional

O coronel Alessandro Borges destaca que a programação foi construída em parceria com a Defesa Civil do Estado, que possui estrutura consolidada e expertise em formações regionais. “Os temas seguem um modelo de curso padrão, aproveitando a boa estrutura da Defesa Civil Estadual. Solicitamos a realização da formação aqui porque a região metropolitana concentra a maior população e demanda. É um curso fundamental”.

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A iniciativa também envolveu a participação ativa da Defesa Civil de Várzea Grande, reforçando a integração metropolitana, já que ambas as cidades compartilham risco climático, hídrico e urbano.

Bem-estar, logística e continuidade da formação

A capacitação não termina aqui: está previsto um acompanhamento contínuo e reciclagens anuais, garantindo atualização permanente dos agentes. “Conhecimento e capacitação são essenciais. A Prefeitura está investindo nisso para que os agentes estejam mais qualificados e ofereçam melhor resposta à sociedade cuiabana”.

PROGRAMAÇÃO COMPLETA DO 1º CURSO DE AGENTES COMUNITÁRIOS DE PROTEÇÃO E DEFESA CIVIL

26 DE NOVEMBRO – Quarta-feira
08h00 — Cerimônia de Abertura e Coffee-Break
09h00 — Introdução à Política Nacional de Defesa Civil e NUPDEC
Palestrante: Maj BM Lucas Chermont

11h30 — Almoço
13h30 — Percepção de Risco Geo-hidrológico
Palestrante: Subtenente BM José Bruno de Souza Filho

15h00 — Coffee-Break
15h30 — Percepção de Risco Geo-hidrológico (continuação)
Palestrante: Subtenente BM José Bruno de Souza Filho

17h30 — Encerramento do dia

27 DE NOVEMBRO – Quinta-feira
08h00 — Noções de Primeiros Socorros
Palestrante: 3º Sgt BM João Keney da Silva Felisberto

09h30 — Coffee-Break
10h00 — Noções de Primeiros Socorros (módulo II)
Palestrante: Cb BM Felipe Matias de Brum Carvalho

11h30 — Almoço
13h30 — Case: Rio Branco e Salto do Céu
Palestrante: Subtenente BM José Bruno de Souza Filho

15h00 — Coffee-Break
15h30 — Monitoramento e Alerta de Desastres
Palestrante: 3º Sgt Jean Carlos Arruda Pazim

17h30 — Encerramento do dia

28 DE NOVEMBRO – Sexta-feira
08h00 — Plano de Contingência Municipal
Palestrante: 3º Sgt BM Jaimes Douglas Pereira de Souza

09h30 — Coffee-Break
10h00 — Educação Ambiental
Palestrante: Convidado da SEMA

11h30 — Almoço
13h30 — Gestão de Abrigos Temporários
Palestrante: Subtenente BM José Bruno de Souza Filho

15h00 — Coffee-Break
15h30 — Gestão de Abrigos Temporários (continuação)
Palestrante: Subtenente BM José Bruno de Souza Filho

17h00 — Solenidade de Encerramento

Estado: conhecimento, suporte técnico e prevenção

O secretário-adjunto de Defesa Civil do Estado, coronel Marcelo Augusto Revelles Carvalho, ressaltou o compromisso estadual em apoiar os municípios. “O Estado oferece todo o suporte necessário e atua como referência técnica. Com mapeamentos, planos de contingência e orientação, ajudamos as cidades a entender seus riscos e tomar decisões preventivas”.

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Ele reforçou a importância de a população se cadastrar nos sistemas de alerta e acionar o Corpo de Bombeiros (193) sempre que identificar sinais de risco.

Várzea Grande: integração, NUDECs e mobilização social

O coordenador da Defesa Civil de Várzea Grande, Jovanil Flores da Silva, destaca que a participação no curso é estratégica para aprimorar o Plano de Contingência Municipal e fortalecer os Núcleos Comunitários de Defesa Civil (NUDECs).

Ele também faz um chamado à população. “Precisamos evitar o descarte irregular de lixo, que causa alagamentos, epidemias e queimadas. A população tem papel decisivo na prevenção.”

Secretaria de Relações Comunitárias: os 21 subprefeitos na linha de frente

O secretário Amarildo Batista, responsável pelos 21 subprefeitos, destacou que o curso capacita justamente quem está mais próximo da população. “O subprefeito conhece a realidade do bairro. Saber agir, orientar e prevenir faz toda diferença. É um curso que transforma a atuação na ponta”.

Amarildo reforçou o papel da sociedade. “A natureza é perfeita. As catástrofes acontecem quando o homem interfere: joga lixo, entope bueiros, coloca fogo. Pedimos que a população seja parceira”.

A visão da ponta: liderança comunitária capacitada

O subprefeito da Regional Leste 3, Marcos Rosa da Costa Moraes, avaliou o curso como uma oportunidade única. “É o município investindo no conhecimento. As chuvas estão chegando e precisamos estar preparados para atender nossa comunidade.”

Ele ressalta que levará o conhecimento adquirido para dentro dos bairros. “A Secretaria de Relações Comunitárias é o elo com a sociedade. Nosso papel é multiplicar tudo o que aprendermos aqui”.

Um marco para Cuiabá

O 1º Curso de Agentes Comunitários de Proteção e Defesa Civil representa um passo decisivo para tornar o sistema municipal mais forte, ágil e integrado.

Com agentes capacitados, subprefeitos preparados, apoio estadual e participação comunitária, Cuiabá avança rumo a uma Defesa Civil mais presente, preventiva e humana, capaz de proteger vidas e orientar a população nos momentos mais críticos.

A Prefeitura reforça que a prevenção começa muito antes da emergência, e que conhecimento é a ferramenta mais poderosa para reduzir riscos e salvar vidas.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Preço do leite ao produtor sobe 10,5% em março com oferta restrita e maior disputa entre laticínios, aponta Cepea

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O mercado de leite iniciou 2026 com forte movimento de recuperação nos preços ao produtor. Em março, o valor pago pelo litro avançou 10,5% frente a fevereiro, marcando o terceiro mês consecutivo de alta, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP).

Com o avanço, a chamada “Média Brasil” atingiu R$ 2,3924 por litro. Apesar da reação, o valor ainda permanece 18,7% abaixo do registrado em março de 2025, considerando os dados corrigidos pela inflação.

No acumulado do primeiro trimestre, o aumento chega a 17,6%, com média de R$ 2,2038/litro — ainda 23,6% inferior ao mesmo período do ano passado, evidenciando que o setor segue em processo de recomposição.

Oferta limitada impulsiona preços no campo

A principal força por trás da alta é a restrição na oferta de leite cru. A menor disponibilidade intensificou a concorrência entre laticínios pela matéria-prima, elevando os preços pagos ao produtor.

O Índice de Captação de Leite (ICAP-L) recuou 3,9% de fevereiro para março na Média Brasil, acumulando queda de 11,1% no primeiro trimestre. Esse movimento reflete fatores sazonais, como a piora das pastagens, além do aumento dos custos com alimentação animal.

Outro ponto relevante é a postura mais cautelosa do produtor. Após margens apertadas ao longo de 2025, muitos reduziram investimentos, impactando diretamente o nível de produção.

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Custos seguem pressionando a atividade

Mesmo com a valorização do leite, os custos continuam em trajetória de alta. O Custo Operacional Efetivo (COE) subiu 0,46% em março, acumulando avanço de 2,11% nos três primeiros meses do ano.

Esse cenário mantém a rentabilidade do produtor ainda pressionada, limitando uma recuperação mais consistente da atividade no curto prazo.

Derivados disparam, mas mercado mostra desaceleração

A menor oferta de matéria-prima também impactou a indústria, restringindo a produção de derivados e elevando os preços no atacado.

Em março:

  • O leite UHT registrou alta de 18,3%
  • A muçarela subiu 6,1%

Os preços seguiram firmes até a primeira quinzena de abril. No entanto, a partir da segunda metade do mês, o mercado começou a mostrar sinais de enfraquecimento, com negociações mais lentas e resistência por parte do consumo.

Importações avançam e limitam altas

Outro fator relevante é o crescimento das importações. Em março, houve aumento de 33% nas compras externas. No acumulado do trimestre, o volume chegou a 604 milhões de litros em equivalente leite, praticamente estável em relação ao mesmo período de 2025 (-0,9%).

Esse movimento contribui para equilibrar a oferta interna e tende a limitar pressões mais intensas de alta nos preços domésticos.

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Perspectivas: alta perde força a partir de maio

A expectativa do mercado é de continuidade da valorização no curto prazo, especialmente em abril. Contudo, o ritmo de alta deve desacelerar a partir de maio.

Entre os principais fatores estão:

  • Resistência do consumidor aos preços mais elevados nas gôndolas
  • Manutenção de importações em níveis elevados
  • Possível reação gradual da produção

Diante desse cenário, a indústria tende a adotar uma postura mais cautelosa nos repasses ao produtor entre maio e junho.

Impacto para o agronegócio

O comportamento do mercado de leite reforça um cenário típico de ajuste entre oferta e demanda. Para o produtor, o momento é de recuperação parcial de preços, mas ainda com desafios relevantes em custos e rentabilidade.

Já para a cadeia como um todo, o equilíbrio dependerá da evolução do consumo interno, da dinâmica das importações e da capacidade de retomada da produção nos próximos meses.

Resumo: a alta do leite em março reflete um mercado com oferta restrita e custos elevados, mas o avanço dos preços começa a encontrar limites no consumo e na entrada de produto importado, sinalizando um cenário de maior equilíbrio nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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