AGRONEGÓCIO

Cuiabá forma Comitê Interinstitucional de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos

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O secretário de Governo, Ananias Filho, assinou portaria publicada em edição suplementar da Gazeta Municipal na quarta-feira (17), autorizando a formação, na Prefeitura de Cuiabá, do Comitê Interinstitucional de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos.

Trata-se de um grupo formado por autoridades e representantes da sociedade civil que vai discutir as políticas necessárias para a implantação da coleta seletiva de lixo, bem como da CooperVida, cooperativa que vai agregar 95 catadores de recicláveis que atuavam no antigo lixão, desativado em março de 2023.

“É uma proposta do plano de governo do atual prefeito Abilio Brunini que foi acolhida pela população. Estamos trabalhando para concretizá-la”, explicou o secretário Ananias Filho.

A Comissão Interinstitucional será presidida pelo diretor-geral da Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb), Felipe Tanahashi Alves, o Felipe “Wellaton”.

Confira abaixo a relação dos integrantes:

  • Diretora Especial de Núcleo da Primeira-Dama – Grasiele Lopes Monteiro Moraes, representante do Gabinete do Prefeito Abilio Brunini

  • Diretor Técnico de Assuntos Legislativos – Danilo Gaíva Magalhães dos Santos, representante da Secretaria Municipal de Governo

  • Servidora Emanuely Aparecida Gomes de Queiroz, representante da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano

  • Secretária-Adjunta Ana Paula Morcelli de Salles, representante da Secretaria Municipal de Meio Ambiente

  • Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb), representada pelo diretor-geral Felipe Tanahashi Alves (Felipe Wellaton) e sua suplente, Daniele Cristina Carneiro

  • Procuradoria-Geral do Município, representada pela procuradora-chefe de Assuntos Fundiários, Ambientais e Urbanísticos, Dra. Patrícia Cavalcanti Albuquerque, e seu suplente, procurador do município Dr. Edison Rosendo da Silva

  • Secretaria Municipal de Habitação e Regularização Fundiária, representada pela secretária Michelle Almeida Dreher Alves e sua suplente, Graziele Cristina de Barros Rondon

  • Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso, representada pela Dra. Kelly Christina Veras Otacio Monteiro e sua suplente, Carolina Reneé Pizzini Weitkiewic

  • Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), representado pelo promotor Dr. Carlos Eduardo Silva

  • Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT), representada pela advogada Dra. Eliete Lorenzi Yung e sua suplente, Dra. Rafaela Lamel

  • Secretaria Estadual de Meio Ambiente (SEMA), representada pelo servidor Ricardo de Sousa Carneiro e sua suplente, Cecília Maria Vieira Pinheiro da Silva

  • Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), representada pelo professor doutor Sandro Benedito Sguarezi

  • Câmara Municipal de Cuiabá, representada pela vereadora Maysa do Prado Leão Gomes e sua suplente, vereadora Paula Pinto Calil

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#PraCegoVer

A foto ilustra o secretário de Governo, Ananias Filho, em uma sala que remete a um gabinete. Ele veste camisa azul e usa óculos. Ao seu lado, é possível visualizar outras três pessoas, todas conversando, com documentos sobre a mesa.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Seguro rural mais forte pode evitar nova crise bilionária de dívidas no campo

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Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) articula mudanças na Medida Provisória 1.376/2026 e a aprovação de um novo marco para o seguro rural como parte de uma estratégia para enfrentar a crise de endividamento no campo. A bancada avalia que a renegociação é necessária, mas precisa ser acompanhada de mecanismos capazes de proteger o produtor contra novas perdas climáticas e impedir a repetição do problema nos próximos anos.

O debate ganhou força após estudo do Centro de Estudos em Agronegócios da Fundação Getulio Vargas (FGV Agro) mostrar que o impacto fiscal anual da renegociação, estimado pelo governo em até R$ 3,6 bilhões, permitiria proteger R$ 112,6 bilhões em produção caso o mesmo valor fosse aplicado no Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

A comparação não significa que o seguro possa substituir a renegociação. A conclusão dos pesquisadores é que a medida emergencial deve funcionar como uma ponte para uma política permanente de gestão de riscos. Sem essa mudança, o produtor pode voltar ao crédito com a mesma exposição às perdas climáticas e enfrentar novas dificuldades no próximo choque.

A FPA tem maioria entre os integrantes da comissão mista instalada pelo Congresso para analisar a MP. Dos 26 titulares, 14 pertencem à bancada. Integrantes da frente também apresentaram 126 das 144 emendas protocoladas, demonstrando a intenção de ampliar o alcance e corrigir limitações da medida.

A MP foi construída em uma negociação entre a FPA, o Ministério da Fazenda e a presidência da Câmara. O acordo prevê linhas para liquidação ou amortização de operações de crédito rural e Cédulas de Produto Rural (CPRs), além da participação da União em um fundo garantidor.

A expectativa inicial era de que aproximadamente R$ 100 bilhões pudessem ser renegociados. A portaria de equalização de juros publicada pelo governo, porém, autorizou R$ 25,8 bilhões, equivalentes a apenas 13% dos R$ 197,2 bilhões classificados pelo Banco Central como carteira problemática do setor. O cálculo não inclui dívidas privadas representadas por CPRs emitidas para fornecedores e empresas de comercialização.

Isan Rezende

INDISPENSÁVEL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), Isan Rezende, a renegociação é indispensável para preservar produtores que sofreram perdas sucessivas, mas não pode ser tratada como solução definitiva. “O produtor não está pedindo perdão da dívida. Ele precisa de prazo, juros compatíveis e condições para continuar produzindo. Sem esse fôlego imediato, perde capacidade de financiar a safra, reduz investimentos e coloca em risco a própria continuidade da atividade”.

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Segundo Rezende, a crise atual evidencia a fragilidade da política brasileira de proteção da produção. “Se renegociarmos o passivo e devolvermos o produtor ao campo sem seguro adequado, o próximo evento climático poderá criar exatamente o mesmo problema. A renegociação resolve a urgência; o seguro, a assistência técnica e uma política consistente de gestão de risco diminuem a possibilidade de uma nova crise”.

Rezende defende que os recursos para o seguro rural tenham estabilidade e não sejam submetidos a cortes no decorrer do ano. “Não existe seguro eficiente sem previsibilidade orçamentária. Produtores, seguradoras e resseguradoras precisam saber quanto estará disponível e quando a subvenção será liberada. Proteger a lavoura custa menos ao País do que socorrer repetidamente o produtor depois que a perda já ocorreu”.

O exercício realizado pela FGV Agro mostra o tamanho da diferença. Com base no desempenho do PSR em 2025, uma dotação de R$ 3,6 bilhões permitiria proteger 20,47 milhões de hectares, contratar cerca de 398 mil apólices e gerar R$ 10,16 bilhões em prêmios de seguro.

No ano passado, o programa alcançou somente 3,3 milhões de hectares e pouco mais de R$ 18,1 bilhões em importância segurada. A subvenção federal ficou em R$ 581,1 milhões. Em 2021, quando atingiu seu maior alcance, o PSR protegeu 14,23 milhões de hectares.

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Os pesquisadores ressalvam que a expansão não ocorreria automaticamente. Seria necessário ampliar a capacidade de seguradoras e resseguradoras, garantir recursos no Orçamento e estimular a contratação pelos produtores. O custo fiscal da renegociação também pode variar ao longo do tempo, conforme o pagamento das parcelas.

Apesar dessas limitações, o estudo sustenta que políticas de valores semelhantes produzem resultados diferentes. A renegociação age depois da perda, reduzindo o peso do passivo. O seguro atua antes do choque e evita que parte do prejuízo se transforme em inadimplência, recuperação judicial, perda de garantias ou pressão por novo socorro público.

Além das mudanças na MP, a FPA trata como prioridade o Projeto de Lei 2.951/2024, que moderniza o seguro rural. A proposta impede o bloqueio dos recursos destinados à subvenção, oferece estímulos para produtores segurados e reformula o Fundo de Estabilidade do Seguro Rural, que passaria a funcionar como Fundo de Catástrofe.

Para a bancada, a saída da crise depende das duas frentes. A renegociação precisa chegar rapidamente aos produtores que perderam capacidade de pagamento, enquanto o fortalecimento do seguro deve reduzir a exposição das próximas safras. O objetivo é evitar que o País apenas adie o passivo atual e tenha de discutir, em poucos anos, uma nova renegociação das mesmas dívidas.

Fonte: Pensar Agro

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