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Cuiabá destaca avanços em gestão previdenciária e celebra resultados positivos no 83º Fórum Nacional

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Durante o 83º Fórum Nacional das Secretarias Municipais de Administração (FONAC), que acontece em Cuiabá e reúne secretários de Gestão de várias capitais brasileiras, o secretário adjunto especial de Previdência e Cuiabá, Fernando Oliveira, apresentou uma palestra que abordou estratégias de equilíbrio atuarial no sistema previdenciário municipal. A abertura foi conduzida por Ellaine Mendes, secretária municipal de Gestão, que destacou os avanços alcançados pelo Cuiabá Previdência (Cuiabá Prev).

Ellaine Mendes ressaltou o crescimento expressivo do patrimônio do Cuiabá Prev, que saltou de R$ 327 milhões em 2020 para R$ 617 milhões em 2024, representando um aumento de 89,25%. Segundo a secretária, essas conquistas são resultado de uma gestão focada na modernização administrativa e no equilíbrio atuarial.

“Esse modelo de gestão atrai o interesse de outras capitais e estados. A revisão da segregação de massas, conduzida em parceria com a Agenda Assessoria, trouxe economia significativa, permitindo a alocação de recursos em áreas prioritárias, como saúde e educação”, destacou Ellaine.

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Fernando Oliveira, durante sua palestra, apresentou um panorama do sistema previdenciário brasileiro e destacou as estratégias implementadas em Cuiabá para garantir a sustentabilidade financeira. Entre elas, estão os aportes regulares para cobrir déficits, a segregação de massas, e a utilização eficiente de receitas.

“Estamos trabalhando continuamente para enfrentar os desafios da previdência pública, com medidas que fortalecem a governança e garantem os direitos dos beneficiários. Hoje, Cuiabá é referência nacional, sendo reconhecida por sua excelência em gestão previdenciária”, afirmou Fernando.

O secretário também destacou o impacto dessas iniciativas no orçamento municipal, com uma economia estimada de R$ 88 milhões anuais em aportes. Além disso, o Cuiabá Prev conquistou certificações como a ISO 9001 e o selo Pró-Gestão, evidenciando a qualidade de sua governança.

O FONAC segue com uma programação diversificada até o dia 13 de dezembro, promovendo debates sobre inovação, eficiência administrativa e sustentabilidade na gestão pública. Para Fernando Oliveira, o evento é uma oportunidade de disseminar boas práticas e fortalecer a colaboração entre as capitais brasileiras. “A troca de experiências no FONAC é essencial para construirmos soluções conjuntas para os desafios da administração pública. Cuiabá está preparada para compartilhar seu modelo de sucesso e aprender com as experiências de outros municípios”, concluiu.

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Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Abelhas elevam produtividade da soja em até 18%

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A presença de abelhas nas proximidades das lavouras pode aumentar, em média, 13% a produtividade da soja, segundo estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Em alguns experimentos, o ganho chegou a 18%, resultado obtido sem ampliação da área plantada.

Embora a soja seja considerada uma planta capaz de se autopolinizar, as visitas das abelhas às flores melhoram o processo de fecundação. Os efeitos podem aparecer no aumento do número de grãos por vagem, na redução de vagens vazias e, ao final do ciclo, na quantidade colhida por hectare.

Os percentuais não representam uma garantia automática para todas as propriedades. O resultado depende da cultivar, das condições climáticas, da população de polinizadores, da paisagem ao redor da lavoura e das práticas adotadas durante o florescimento. Ainda assim, as pesquisas mostram que a polinização deve ser considerada parte do sistema produtivo, e não apenas um benefício ambiental.

A contribuição econômica das abelhas vai muito além da produção de mel. Um estudo citado pela Embrapa estimou em aproximadamente R$ 43 bilhões o valor anual do serviço de polinização para a produção brasileira de alimentos, com base nos dados agrícolas de 2018.

Entre 141 espécies cultivadas no Brasil para alimentação humana, produção animal, fibras e biocombustíveis, cerca de 85 dependem, em algum grau, da polinização realizada por animais. As abelhas são os principais agentes desse processo. Café, laranja, maçã, melão, maracujá, castanha-do-brasil, canola e algodão estão entre as culturas beneficiadas.

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A dimensão desse serviço também começou a ser mais bem compreendida nas áreas de soja. Pesquisa divulgada pela Embrapa em 2026 identificou 53 espécies de abelhas em lavouras e fragmentos de vegetação nativa no sudoeste de Goiás. Desse total, 27 eram novos registros de espécies associadas à cultura na região.

O levantamento mostra que a soja não recebe apenas a visita da abelha-africanizada, normalmente utilizada na produção comercial de mel. Diferentes espécies nativas também percorrem as flores e participam da polinização. Essa diversidade reduz a dependência de um único polinizador e aumenta a capacidade de o ambiente responder a mudanças de temperatura, umidade e disponibilidade de alimento.

A manutenção de vegetação nativa próxima às áreas produtivas tem papel importante nesse processo. Matas, reservas legais, áreas de preservação permanente, corredores de vegetação e faixas com plantas floridas oferecem abrigo e alimento às abelhas antes e depois da florada da cultura comercial.

Para o produtor, essas áreas podem funcionar como infraestrutura biológica da propriedade. A contribuição será maior quando houver conexão entre os ambientes naturais e a lavoura, permitindo que os insetos encontrem locais para nidificação, água e fontes de néctar e pólen durante diferentes períodos do ano.

A integração também pode abrir uma fonte complementar de renda. Dados da Embrapa indicam que apicultores com bom manejo e colmeias instaladas próximas às lavouras podem obter até 50 quilos de mel por colmeia durante a florada da soja. Ao mesmo tempo que as abelhas encontram alimento, o produtor de grãos recebe o serviço de polinização.

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A convivência, entretanto, exige planejamento. A localização dos apiários precisa ser conhecida, e agricultores, responsáveis técnicos e apicultores devem manter comunicação sobre o calendário da lavoura e as aplicações de defensivos.

O manejo integrado de pragas ajuda a evitar pulverizações desnecessárias. Quando o controle químico for indispensável, devem ser respeitados o registro do produto, as orientações da bula, as condições meteorológicas e as técnicas destinadas a reduzir deriva. Sempre que tecnicamente possível, a aplicação deve considerar os horários de menor atividade das abelhas.

O vento, a temperatura e a umidade interferem diretamente na dispersão da calda. Uma pulverização feita em condições inadequadas pode atingir flores, vegetação próxima e fontes de água frequentadas pelos insetos, mesmo quando as colmeias estão fora da área cultivada. Por isso, regulagem do equipamento, escolha correta das pontas e acompanhamento das condições ambientais são medidas decisivas.

Também cabe ao apicultor manter as colmeias identificadas, bem manejadas e instaladas em locais adequados. A comunicação antecipada permite avaliar medidas de proteção sem comprometer as necessidades fitossanitárias da lavoura.

A preservação das abelhas não deve ser tratada como uma obrigação separada da produção. Os estudos mostram que esses insetos participam da formação da safra e podem melhorar o aproveitamento da área já cultivada. Para o produtor, proteger os polinizadores significa conservar um serviço natural capaz de elevar a produtividade, diversificar a renda e fortalecer a estabilidade do sistema agrícola.

Fonte: Pensar Agro

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