AGRONEGÓCIO

CTC recebe R$180 mi da Finep para investir em biotecnologia de cana e “sementes”

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O CTC realiza em 2023 uma experimentação em campo com algumas usinas para checar a performance da “semente” criada em laboratório, cujo resultado deverá definir os próximos passos do sistema que promete substituir o plantio por colmos (caules da cana), aumentando a produtividade e reduzindo custos, informou o CTC à Reuters, em agosto.

“As nossas tecnologias estão focadas no desenvolvimento de melhoramento genético, biotecnologia, solução de plantio do projeto sementes, entre outras técnicas disruptivas e sustentáveis para o setor sucroenergético”, pontuou a diretora Financeira e de Relações com Investidores do CTC, Denise Francisco.

Nos últimos dez anos, o CTC investiu 1,3 bilhão de reais em pesquisa e desenvolvimento.

Segundo Denise, ao oferecer ao mercado variedades de cana mais eficientes, o CTC contribui para a evolução do Brasil como provedor de energia limpa e renovável, como etanol e bioeletricidade, além de líder mundial de açúcar.

Criado em 1969, o CTC tem um dos maiores bancos de germoplasma de cana do mundo, com mais de 5 mil variedades, sendo líder global no setor.

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Nos laboratórios em Piracicaba (SP) e Saint-Louis (Missouri-EUA), os cientistas do CTC desenvolvem trabalhos de ponta em melhoramento e engenharia genética.

O portfólio da companhia reúne variedades de cana de alta produtividade e resistentes a pragas.

Fonte: Reuters

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Conectividade no campo cresce 15% e acelera avanço da agricultura digital no Brasil

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A conectividade no campo brasileiro avançou de forma expressiva nos últimos anos e já se consolida como um dos principais pilares da transformação digital do agronegócio. Dados da Anatel e do Ministério das Comunicações mostram que 82,8% dos municípios brasileiros registraram melhora nos indicadores de conectividade no último ano, refletindo diretamente no ambiente rural.

Nas áreas agrícolas, o crescimento também chama atenção. Levantamento realizado pela ConectarAGRO em parceria com a Universidade Federal de Viçosa aponta que a área agricultável conectada no Brasil saltou de 18,7% para 33,9% entre 2023 e 2025, avanço de aproximadamente 15 pontos percentuais.

O movimento acompanha a crescente demanda do setor por tecnologias como agricultura de precisão, sensores inteligentes, telemetria em tempo real e operação de máquinas autônomas.

Digitalização rural pode movimentar US$ 500 bilhões até 2030

A expansão da infraestrutura digital no campo ganhou ainda mais relevância diante das projeções internacionais para o setor. Estudo da McKinsey & Company estima que a conectividade rural poderá gerar impacto superior a US$ 500 bilhões no Produto Interno Bruto global até 2030.

Segundo o relatório, somente o mercado ligado à operação online de máquinas autônomas pode alcançar US$ 60 bilhões nos próximos anos, impulsionado pela automação agrícola e pela integração de dados em tempo real.

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Para especialistas do setor, a conectividade deixou de ser apenas suporte operacional e passou a ocupar papel estratégico na gestão das propriedades rurais.

Telemetria, drones e IA ampliam demanda por redes robustas

De acordo com Pedro Reinaldo, CEO da LOViZ, o avanço tecnológico no agro exige redes cada vez mais estáveis e de alta capacidade.

“O campo vive uma transformação acelerada, em que drones, irrigação inteligente, sensores IoT e sistemas de telemetria dependem de transmissão contínua de dados. Sem conectividade adequada, o produtor perde eficiência operacional e capacidade de tomada de decisão”, afirma o executivo.

A adoção de tecnologias baseadas em inteligência artificial também intensifica a necessidade de estabilidade de sinal, principalmente em propriedades que operam equipamentos autônomos e plataformas integradas de monitoramento.

Relevo e distância ainda desafiam expansão da conectividade rural

Apesar da evolução dos indicadores, a cobertura em áreas rurais ainda enfrenta obstáculos importantes. Regiões afastadas, propriedades extensas e topografias acidentadas dificultam a entrega de sinal estável pelas redes tradicionais de telecomunicações.

Nesse cenário, soluções personalizadas de conectividade vêm ganhando espaço no agronegócio. A LOViZ desenvolveu o sistema Agro Connect, voltado à implantação de redes adaptadas às características geográficas e operacionais de cada propriedade.

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Segundo a empresa, o objetivo é garantir baixa latência e estabilidade para aplicações ligadas à automação, sensores inteligentes e inteligência artificial no campo.

Internet no campo também melhora qualidade de vida e retenção de mão de obra

Além dos ganhos de produtividade, a expansão da banda larga rural também traz impactos sociais relevantes. O acesso à internet de alta performance melhora a comunicação, o acesso à educação e os serviços digitais nas propriedades rurais.

Especialistas destacam ainda que a conectividade contribui para retenção de talentos no campo, um dos desafios enfrentados atualmente pelo agronegócio brasileiro.

Com o avanço da agricultura digital, a expectativa do mercado é que a infraestrutura de conectividade se torne um diferencial competitivo decisivo para o setor nos próximos anos, sustentando o crescimento da automação, da inteligência operacional e da gestão baseada em dados no campo brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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