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CTC Almeja Dobrar Produtividade da Cana-de-Açúcar até 2040

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O Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), referência global em ciência da cana, tem como objetivo dobrar a produtividade dos canaviais brasileiros até 2040, atendendo à crescente demanda por etanol. A afirmação foi feita por Silvia Yokoyama, Diretora de Assuntos Regulatórios e Governamentais do CTC, durante sua participação na Conferência Internacional Datagro sobre Açúcar e Etanol, realizada em São Paulo (SP), nesta segunda-feira (22/10).

“Tecnologias modernas, como o melhoramento genético de precisão e a biotecnologia, já aplicadas em culturas como soja, milho e algodão, estão sendo introduzidas na cana pelo CTC e terão um impacto direto no aumento da produtividade, além de contribuir para a mitigação da emissão de gases de efeito estufa”, explicou Silvia.

A diretora ressaltou que essas inovações, aliadas ao projeto de desenvolvimento de sementes, facilitarão o processo de plantio e, ao mesmo tempo, potencializarão a produtividade, favorecendo a descarbonização do setor. “A nova tecnologia de plantio permitirá um uso mais eficiente da terra, a redução do consumo de diesel, menor exposição do solo e uma utilização otimizada de fertilizantes”, acrescentou Silvia.

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Nos últimos dez anos, o CTC investiu R$ 2 bilhões em pesquisas e tecnologias, demonstrando seu compromisso com a inovação e a sustentabilidade na produção de cana-de-açúcar.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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