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Crise Financeira do Governo Federal: Dívida Recorde e Decisões Polêmicas

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O Brasil enfrenta uma crise financeira aguda, evidenciada pela marca histórica da dívida pública que ultrapassou a marca de um trilhão de reais, conforme relatado por jornais na semana passada. As previsões econômicas apontam para um aumento do déficit futuro, enquanto as promessas de superávit planejadas pelo governo parecem cada vez mais distantes de serem cumpridas.

Recentemente, as principais confederações empresariais do país, representando setores como agricultura, comércio, serviços, indústria, cooperativas e transporte, emitiram uma nota de repúdio. O motivo foi a recusa do governo em creditar legítimos créditos de PIS/Cofins, comprometendo a desoneração da folha de serviços, previamente acordada com o Legislativo e agora desrespeitada pela Medida Provisória nº 1.202/2023, devolvida pelo Congresso Nacional.

Desde 12 de junho de 2024, o dólar oscila entre 5,40 e 5,42 reais, enquanto a Bolsa de Valores registrou uma queda de quase 2 pontos percentuais. Essa volatilidade foi influenciada pelas declarações do presidente, que sugeriu aumento de tributação e redução de juros, medidas que poderiam impactar a eficácia da política monetária na contenção da inflação.

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A decisão do governo de importar arroz após a catástrofe climática no Rio Grande do Sul gerou críticas contundentes. Segundo a Confederação Nacional da Agricultura, mais de 80% da safra gaúcha já havia sido colhida, tornando desnecessária a importação e ameaçando empregos e negócios locais.

Em seu livro “Agrobusiness Brasileiro” (2023), Ives Gandra da Silva Martins destaca a importância estratégica do agronegócio para o Brasil, contrastando com as decisões equivocadas do governo que, além de comprometerem recursos escassos, prejudicam setores produtivos nacionais.

A reação do setor agrícola foi rápida e uníssona, demonstrando que o governo estaria gastando recursos em uma importação sem fundamento econômico, enquanto ignora a oferta nacional de arroz. O primeiro leilão realizado acabou sendo cancelado devido a questionamentos sobre a transparência e a legitimidade dos participantes.

A pergunta que ecoa neste cenário complexo é clara: se há uma dívida crescente e recursos limitados, por que o governo optaria por importar arroz quando o produto nacional está disponível em abundância? As decisões recentes levantam sérias dúvidas sobre a gestão financeira do Governo Federal e suas prioridades em tempos de crise.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil pode multiplicar área irrigada, mas água e energia limitam avanço

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O Brasil possui aproximadamente 10 milhões de hectares equipados para irrigação, mas poderia incorporar mais de 55 milhões de hectares à tecnologia, segundo estimativas oficiais. A expansão permitiria aumentar a produção dentro de áreas já ocupadas e reduzir perdas provocadas por estiagens, mas depende de investimentos em reservatórios, energia elétrica, licenciamento e gestão dos recursos hídricos.

Os números variam conforme a metodologia. O Portal da Irrigação, do governo federal, trabalha com cerca de 10 milhões de hectares equipados. Já o Atlas Irrigação, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), contabiliza 8,2 milhões de hectares irrigados e fertirrigados em sua base nacional mais abrangente.

O mesmo levantamento identifica potencial adicional de 55,85 milhões de hectares. Desse total, 26,69 milhões estão sobre áreas agrícolas de sequeiro, que dependem das chuvas, e outros 26,73 milhões sobre pastagens. A estimativa exclui áreas ambientalmente protegidas, mas representa uma possibilidade física, não uma expansão que possa ocorrer imediatamente.

Uma parcela entre 6 milhões e 8 milhões de hectares apresenta condições mais favoráveis para incorporação em prazo menor. Ainda assim, seriam necessários investimentos elevados na aquisição de equipamentos, ampliação das redes elétricas e construção de estruturas de captação, armazenamento e distribuição de água.

O avanço dos pivôs centrais mostra que o produtor já procura reduzir a dependência das chuvas. Levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) identificou 33.846 pivôs em funcionamento em 2024, responsáveis pela irrigação de 2,2 milhões de hectares.

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A tecnologia permite fornecer água em momentos decisivos, como germinação, floração e enchimento de grãos. No milho, a falta de umidade nessas fases pode provocar perdas mesmo quando o volume total de chuva da temporada fica próximo da média.

A irrigação também aumenta a previsibilidade para cooperativas, fábricas de ração, usinas de etanol e outras indústrias que dependem do fornecimento regular de grãos. Com menor oscilação na produção, a cadeia consegue organizar melhor compras, estoques e processamento.

Estudos realizados em regiões de agricultura irrigada encontraram indicadores econômicos superiores aos observados em municípios sem a mesma estrutura. As áreas analisadas, embora representassem cerca de 8% do espaço agrícola considerado, concentravam 704 mil hectares irrigados por pivôs e respondiam por aproximadamente 15% das exportações do agronegócio.

Uma simulação com a incorporação de 1.500 hectares irrigados apontou aumento inicial de R$ 8,27 milhões no valor adicionado pela agropecuária. Em uma segunda etapa, após os efeitos sobre fornecedores, serviços e empregos, o acréscimo poderia superar R$ 13 milhões.

Essas comparações, entretanto, não significam que a irrigação seja a única responsável pelo desempenho econômico. Municípios irrigantes também costumam concentrar propriedades tecnificadas, agroindústrias, crédito, armazenagem e melhor infraestrutura.

O principal limite é a disponibilidade de água em cada bacia. A ANA calcula que a irrigação responde por 46% de toda a água retirada de rios, reservatórios e aquíferos no Brasil e por 67% do consumo, parcela que não retorna imediatamente aos mananciais.

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Por isso, o potencial nacional não pode ser interpretado como autorização para irrigar qualquer área. Cada projeto depende da disponibilidade local, dos demais usos da água e da obtenção de outorga, documento que estabelece quanto poderá ser captado, por quanto tempo e em quais condições.

A construção de reservatórios pode guardar água durante o período chuvoso para utilização em momentos críticos. Esses projetos, porém, também precisam respeitar regras ambientais, segurança das barragens e limites de captação para não prejudicar o abastecimento das cidades, a indústria e outros produtores.

A energia elétrica é outro obstáculo. Sistemas de irrigação demandam potência elevada e funcionamento regular, mas parte das regiões com maior potencial agrícola ainda não dispõe de redes trifásicas ou capacidade suficiente para atender novos equipamentos. O custo da energia também interfere diretamente na viabilidade do investimento.

A expansão sustentável exige ainda sensores de umidade, acompanhamento meteorológico e equipamentos capazes de aplicar somente o volume necessário. Irrigar sem monitoramento pode desperdiçar água, elevar custos e provocar erosão, encharcamento ou perda de nutrientes.

Diante da maior frequência de veranicos e estiagens em períodos críticos, a irrigação tende a ganhar importância na agricultura brasileira. O avanço, contudo, dependerá menos da simples compra de pivôs e mais de planejamento por bacia, segurança jurídica, energia disponível e infraestrutura para armazenar água sem comprometer os demais usuários.

Fonte: Pensar Agro

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