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Criadores devem estar atentos a cuidados necessários após nascimentos de terneiros

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Em períodos de nascimentos de terneiros nas fazendas, os criadores precisam estar atentos aos partos que acontecem diariamente. Segundo a Superintendente de Registro da Associação Nacional de Criadores Herd-Book Collares (ANC), Silvia Freitas, é necessário que a propriedade acompanhe os chamados “piquetes maternidade” ao menos uma vez ao dia, sendo que uma vez pela manhã e outra a tarde é o ideal.

Segundo a superintendente, trazer vacas chegadas a dar cria para perto da propriedade também facilita porque é uma maneira de os funcionários observarem melhor esses animais. “Neste caso, havendo a necessidade de uma intervenção devido a dificuldades do próprio parto, as pessoas adequadas estarão ali para auxiliar, ou mesmo para chamar um médico veterinário, se for o caso”, orienta.

Silvia ressalta que esse acompanhamento próximo é fundamental também para que se observem questões fisiológicas como, por exemplo, quais vacas estão próximas a dar cria. “No entanto, também é possível fazer isso através das anotações referentes às inseminações e montas naturais, bem como do diagnóstico de gestação, ou qual vai ser a semana que determinadas vacas estarão próximas a parir”, detalha. Segundo Sílvia, quando as vacas começam a parir é importante ter uma caderneta de campo, que inclusive está disponível na ANC, para fazer a anotação dos dados. “Qual vaca pariu, se o terneiro que nasceu é macho, fêmea, qual identificação que ele ganhou naquele momento e o peso que esse animal teve ao nascer são dados básicos. Esse peso deve ser tomado em 48 horas no máximo, quanto mais próximo ao momento do parto melhor, tomando os devidos cuidados por óbvio”, ressalta.

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A superintendente complementa que estas anotações são fundamentais para que o criador consiga fazer o comunicado de nascimento para a ANC no período adequado. É importante também verificar se essas vacas darão o suporte necessário aos terneiros, ou seja, se eles vão conseguir mamar e se desenvolver nessas primeiras horas como se espera, conclui Silvia.

Quanto às avaliações desses animais junto ao Promebo, Silvia afirma que toda essa organização deve iniciar um pouco antes, porque é necessário agrupar mais os nascimentos, ou seja, é preciso ter animais nascendo o mais próximo possível uns dos outros. “Se a gente conseguir concentrar um período de nascimentos dentro de 90 dias é o ideal para o Programa, porque os grupos de manejo, que permitem a comparação entre os animais, não pode passar de 90 dias de intervalo de nascimento do mais novo para o mais velho. Quando se inseminam as vacas ou se faz uma monta natural, isso deve ser controlado sempre tentando reduzir esse período, até para a gente ter um lote de animais nascidos mais parelhos em termos de idade”, explica. A superintendente de registro da ANC ressalta que esses animais devem ser bem identificados e pesados sempre que possível dentro de 48 horas. “Isso são dados importantes para o Promebo, ter impreterivelmente a sua identificação relacionada com a mãe e o sexo anotado, o que dará consistência maior para avaliação quando ela ocorrer lá na desmama”, conclui.

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O Programa de Melhoramento de Bovinos de Carne, o Promebo, é um programa de melhoramento genético pioneiro no Brasil e que completa 50 anos em 2024. A finalidade do Promebo é gerar dados precisos para a seleção de bovinos de corte. O Programa é coordenado pela ANC com apoio da Embrapa Pecuária Sul.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Associação Nacional de Criadores Herd-Book Collares (ANC)

Fonte: Portal do Agronegócio

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Hereford e Braford: provas de eficiência reforçam seleção genética para uma pecuária mais produtiva e sustentável

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A busca por uma pecuária mais eficiente e sustentável ganhou novos avanços com a apresentação dos resultados das Provas de Eficiência Alimentar (PEA) e de Emissão de Gases (PEG) das raças Hereford e Braford. Os dados foram divulgados durante um dia de campo realizado na última segunda-feira (29), na sede da Embrapa Pecuária Sul, em Bagé (RS), reunindo criadores, pesquisadores, técnicos e representantes do setor.

Além de apresentar o desempenho dos animais avaliados, o evento destacou o papel da genética na redução dos custos de produção e na diminuição das emissões de metano, fatores cada vez mais relevantes para a competitividade da pecuária brasileira.

Avaliação mediu desempenho, consumo e emissão de metano

Na edição de 2026, foram avaliados 31 animais oriundos de diferentes criatórios do Rio Grande do Sul, sendo 15 exemplares da raça Hereford e 16 da raça Braford.

As provas analisaram indicadores como:

  • ganho de peso;
  • consumo alimentar;
  • eficiência produtiva;
  • consumo alimentar residual;
  • emissão de metano.

As informações permitem identificar animais capazes de produzir mais carne consumindo menos alimento e emitindo menor volume de gases de efeito estufa.

Braford teve Retiro do Ouro como destaque

Na categoria Braford, o melhor desempenho foi do animal C0021, pertencente à P.A.P Namur Paixão Suñé, da propriedade Retiro do Ouro.

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O segundo lugar ficou com D079, de Sérgio Renato Dias Barbieri, da Fazenda Santa Prenda, enquanto a terceira colocação foi conquistada pelo FIV T5610, de Ney Artur Azambuja, da Fazenda Santa Tereza.

Hereford premiou genética de alto desempenho

Entre os Hereford, o primeiro lugar foi conquistado pelo animal 1335, de Vitor Leston e Jacques Rodrigues Leston, da Agropecuária Dom Vitor.

Na sequência ficaram:

  • X44, de Miguel Vargas Chuy, da Cabanha Don Angélico, em segundo lugar;
  • TE L06, de Gonçalo Neves Correia, da Fazenda Casuarinas, em terceiro.
Eficiência alimentar reduz custos e fortalece sustentabilidade

Segundo o gerente executivo da Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB), Felipe Azambuja, as avaliações unem dois dos principais desafios da pecuária moderna: aumentar a rentabilidade e reduzir os impactos ambientais.

De acordo com ele, identificar animais que apresentam menor consumo alimentar para produzir a mesma quantidade de carne representa um importante avanço para os sistemas produtivos.

“Identificar linhagens que consumam menos para produzir o mesmo quilo de carne significa encontrar animais mais sustentáveis e que custem menos dentro do sistema de produção”, destacou.

Emissão de gases passa a integrar seleção genética

A Prova de Emissão de Gases foi conduzida paralelamente à Prova de Eficiência Alimentar, permitindo que os pesquisadores mensurassem a emissão de metano dos animais durante todo o período de avaliação nutricional.

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A integração entre as duas análises amplia a capacidade de identificar linhagens geneticamente superiores, combinando produtividade com menor impacto ambiental.

Dados servirão de base para novas DEPs

As informações obtidas durante as avaliações serão utilizadas na construção de uma população de referência das raças Hereford e Braford.

Essa base permitirá o desenvolvimento das Diferenças Esperadas na Progênie (DEPs) para características como eficiência alimentar, consumo alimentar residual e emissão de gases, ferramentas fundamentais para orientar a seleção de reprodutores.

Segundo Felipe Azambuja, a expectativa é que esses indicadores estejam disponíveis futuramente para todos os criadores, ampliando o acesso à genética voltada para eficiência produtiva e sustentabilidade.

Programação reuniu pesquisadores e produtores

Além da divulgação dos resultados das provas, o dia de campo contou com palestras técnicas sobre eficiência alimentar, emissão de metano e estratégias nutricionais para maximizar a expressão do potencial genético dos animais.

A iniciativa reforça a importância da integração entre pesquisa, inovação e produtores para acelerar o desenvolvimento de uma pecuária cada vez mais eficiente, rentável e alinhada às exigências dos mercados nacional e internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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