AGRONEGÓCIO

Cresol valoriza atuação com a agricultura familiar na Expodireto 2024

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Com um estande estratégico e uma equipe dedicada, a Cresol está presente na 24ª Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque (RS), para reafirmar seu compromisso com o crescimento do agronegócio brasileiro. Os três primeiros dias de feira somaram mais de 250 mil visitantes.

Além da efetivação de negócios, diretores e colaboradores expandem o alcance da Cresol e fortalecem o relacionamento com os cooperados. No pavilhão da agricultura familiar, em que centenas de produtores rurais expõem seus produtos, os cooperados da Cresol destacam o papel da cooperativa no apoio aos seus negócios e no desenvolvimento local.

Um exemplo é o casal Elmo e Marizete Garbin, proprietários da agroindústria Biscoitos Garbin, de Passo Fundo (RS). Eles são cooperados há mais de 15 anos e estão presentes na feira com o auxílio direto da Cresol para custear parte das despesas. “O início da nossa agroindústria foi através da Cresol, que a gente conseguiu financiamento. Hoje movimentamos tudo dentro da Cresol e o que a gente precisa, a gente chega na agência e consegue lá. O atendimento é muito bom, temos uma amizade com o pessoal e é sem muita burocracia”, explica Elmo.

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Outra agroindústria presente da Expodireto e que contou com o apoio da Cresol para iniciar e desenvolver o negócio é a Piuco, do cooperado Alisson Piuco, de Ronda Alta (RS). “Nós não tínhamos a fábrica própria e, quando a gente foi construir, o único que nos apoiou foi a Cresol e vem nos ajudando e até hoje”, comenta. A empresa já soma 12 anos de atuação e oferece embutidos e derivados de suíno. “O atendimento da cooperativa é muito bom, a gente tem fácil acesso. Quando temos qualquer dúvida, nos respondem rápido, nos auxiliam nas maquininhas de cartão, no Pix, na conta. É bem acessível, por isso que a gente não troca a Cresol”, complementa Alisson.

Além da variedade de sabores que surpreendem os visitantes, no pavilhão da agricultura familiar também são comercializados itens decorativos, artesanato, cuias, plantas e muito mais. Os cooperados Franciane Covaleski e João Clóvis Fank, de Boa Vista das Missões (RS), são proprietários do orquidário Artheus e expõem orquídeas, micro-orquídeas, suculentas e demais plantas ornamentais. Franciane comenta sobre o relacionamento com a Cresol, que iniciou logo que a cooperativa chegou em seu município. “Já tínhamos contato em outros municípios e, quando abriu em Boa Vista das Missões, a gente imediatamente abriu conta, pois a Cresol é uma cooperativa que veio para somar. Somos sempre muito bem atendidos, os colaboradores estão sempre dispostos a nos ajudar e tirar qualquer dúvida que a gente tenha e hoje toda a movimentação da empresa passa pela Cresol: Pix, boletos, cartão de crédito e outros serviços”, ressalta.

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O presidente da Cresol Confederação, Cledir Magri, valoriza a presença da Cresol na história dos cooperados. “Tive a oportunidade de conversar com vários cooperados que destacam a gratidão com a Cresol, por ter acreditado no projeto deles, pois eles vêm até a Cresol buscar crédito com o sonho de constituir o seu empreendimento e hoje esses empreendimentos são realidade”, ressalta.

Fonte: Cresol

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Abelhas elevam produtividade da soja em até 18%

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A presença de abelhas nas proximidades das lavouras pode aumentar, em média, 13% a produtividade da soja, segundo estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Em alguns experimentos, o ganho chegou a 18%, resultado obtido sem ampliação da área plantada.

Embora a soja seja considerada uma planta capaz de se autopolinizar, as visitas das abelhas às flores melhoram o processo de fecundação. Os efeitos podem aparecer no aumento do número de grãos por vagem, na redução de vagens vazias e, ao final do ciclo, na quantidade colhida por hectare.

Os percentuais não representam uma garantia automática para todas as propriedades. O resultado depende da cultivar, das condições climáticas, da população de polinizadores, da paisagem ao redor da lavoura e das práticas adotadas durante o florescimento. Ainda assim, as pesquisas mostram que a polinização deve ser considerada parte do sistema produtivo, e não apenas um benefício ambiental.

A contribuição econômica das abelhas vai muito além da produção de mel. Um estudo citado pela Embrapa estimou em aproximadamente R$ 43 bilhões o valor anual do serviço de polinização para a produção brasileira de alimentos, com base nos dados agrícolas de 2018.

Entre 141 espécies cultivadas no Brasil para alimentação humana, produção animal, fibras e biocombustíveis, cerca de 85 dependem, em algum grau, da polinização realizada por animais. As abelhas são os principais agentes desse processo. Café, laranja, maçã, melão, maracujá, castanha-do-brasil, canola e algodão estão entre as culturas beneficiadas.

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A dimensão desse serviço também começou a ser mais bem compreendida nas áreas de soja. Pesquisa divulgada pela Embrapa em 2026 identificou 53 espécies de abelhas em lavouras e fragmentos de vegetação nativa no sudoeste de Goiás. Desse total, 27 eram novos registros de espécies associadas à cultura na região.

O levantamento mostra que a soja não recebe apenas a visita da abelha-africanizada, normalmente utilizada na produção comercial de mel. Diferentes espécies nativas também percorrem as flores e participam da polinização. Essa diversidade reduz a dependência de um único polinizador e aumenta a capacidade de o ambiente responder a mudanças de temperatura, umidade e disponibilidade de alimento.

A manutenção de vegetação nativa próxima às áreas produtivas tem papel importante nesse processo. Matas, reservas legais, áreas de preservação permanente, corredores de vegetação e faixas com plantas floridas oferecem abrigo e alimento às abelhas antes e depois da florada da cultura comercial.

Para o produtor, essas áreas podem funcionar como infraestrutura biológica da propriedade. A contribuição será maior quando houver conexão entre os ambientes naturais e a lavoura, permitindo que os insetos encontrem locais para nidificação, água e fontes de néctar e pólen durante diferentes períodos do ano.

A integração também pode abrir uma fonte complementar de renda. Dados da Embrapa indicam que apicultores com bom manejo e colmeias instaladas próximas às lavouras podem obter até 50 quilos de mel por colmeia durante a florada da soja. Ao mesmo tempo que as abelhas encontram alimento, o produtor de grãos recebe o serviço de polinização.

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A convivência, entretanto, exige planejamento. A localização dos apiários precisa ser conhecida, e agricultores, responsáveis técnicos e apicultores devem manter comunicação sobre o calendário da lavoura e as aplicações de defensivos.

O manejo integrado de pragas ajuda a evitar pulverizações desnecessárias. Quando o controle químico for indispensável, devem ser respeitados o registro do produto, as orientações da bula, as condições meteorológicas e as técnicas destinadas a reduzir deriva. Sempre que tecnicamente possível, a aplicação deve considerar os horários de menor atividade das abelhas.

O vento, a temperatura e a umidade interferem diretamente na dispersão da calda. Uma pulverização feita em condições inadequadas pode atingir flores, vegetação próxima e fontes de água frequentadas pelos insetos, mesmo quando as colmeias estão fora da área cultivada. Por isso, regulagem do equipamento, escolha correta das pontas e acompanhamento das condições ambientais são medidas decisivas.

Também cabe ao apicultor manter as colmeias identificadas, bem manejadas e instaladas em locais adequados. A comunicação antecipada permite avaliar medidas de proteção sem comprometer as necessidades fitossanitárias da lavoura.

A preservação das abelhas não deve ser tratada como uma obrigação separada da produção. Os estudos mostram que esses insetos participam da formação da safra e podem melhorar o aproveitamento da área já cultivada. Para o produtor, proteger os polinizadores significa conservar um serviço natural capaz de elevar a produtividade, diversificar a renda e fortalecer a estabilidade do sistema agrícola.

Fonte: Pensar Agro

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