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Crescimento na Produção de Vinhos e Variação na Qualidade das Uvas no Rio Grande do Sul

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A colheita de uvas no Rio Grande do Sul, iniciada em diversas regiões, apresenta um cenário de crescimento na produção de vinhos, embora a qualidade da fruta varie em função das condições climáticas. Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado em 23 de janeiro, a produção tem avançado em municípios como Bagé, Quaraí, Santa Margarida do Sul, Caxias do Sul e Frederico Westphalen.

Em Bagé, especificamente no assentamento de Hulha Negra, a colheita começou em 14 de janeiro. As famílias locais têm se revezado na venda constante da uva, que chega aos pontos de comercialização em Bagé, Hulha Negra e ao longo da BR 153. A variedade Niágara Rosada está sendo vendida por R$ 8,00/kg, enquanto as variedades Isabel e Bordô, voltadas para sucos e vinhos, também estão sendo comercializadas. Parte da produção será destinada ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), além de supermercados das cidades vizinhas. O clima seco e ensolarado tem favorecido a qualidade da fruta, que apresenta alta concentração de açúcar.

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Em Quaraí, 20% da área plantada com uvas de um total de 75 hectares foi colhida, predominantemente com variedades brancas para vinhos finos. As áreas restantes estão em fase de maturação. Já em Santa Margarida do Sul, 22 hectares de vinhedos estão entrando na fase de maturação e início de colheita. No entanto, espera-se uma redução de 40% na produção devido à falta de umidade desde dezembro, o que resultou em cachos menores e desidratados.

Na Serra Gaúcha, em Caxias do Sul, as condições climáticas têm favorecido a maturação das uvas, embora o surgimento de míldio em folhas mais jovens, causado pelas chuvas esparsas, tenha gerado alguns desafios. A safra está avançando, especialmente da cultivar Bordô, que apresenta excelente coloração e teor de açúcar. A previsão é de uma colheita de 860 mil toneladas em 40 mil hectares cultivados, um aumento de 55% em relação à safra anterior. No entanto, os preços das uvas de mesa caíram, com a Niágara Rosada sendo comercializada por cerca de R$ 4,50/kg e as uvas finas variando entre R$ 7,00 e R$ 10,00/kg.

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Em Frederico Westphalen, a comercialização da Niágara Rosada ocorre entre R$ 3,00 e R$ 5,00/kg, com 60% da colheita concluída. A variedade Bordô está sendo vendida entre R$ 2,20 e R$ 2,40/kg, com 70% da produção já colhida.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Proteína da soja ganha valor no mercado e reforça importância da qualidade na armazenagem de grãos no Brasil

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A soja começa a deixar de ser avaliada apenas pelo volume produzido e passa a ganhar atenção crescente por seus atributos de qualidade, como teor de proteína, óleo e aminoácidos. Esse movimento, já consolidado em mercados como Estados Unidos e Canadá, começa a avançar gradualmente no Brasil e pode alterar a forma como o grão é valorizado na cadeia produtiva.

A tendência reforça a importância da pós-colheita e da armazenagem adequada como fatores determinantes para a manutenção do valor industrial da soja, especialmente no segmento de nutrição animal.

Qualidade da soja ganha peso na indústria e pode influenciar remuneração do produtor

Pesquisas conduzidas por José Marcos Gontijo Mandarino, pesquisador da Embrapa Soja, indicam que atributos como proteína e óleo impactam diretamente o rendimento industrial do farelo de soja, um dos principais insumos utilizados na nutrição animal.

A Embrapa Suínos e Aves destaca que o farelo de soja pode representar entre 65% e 70% da proteína utilizada em formulações para aves e suínos, evidenciando sua relevância estratégica na cadeia de proteína animal.

Em países como Estados Unidos e Canadá, produtores já recebem bonificações por soja com maior teor de proteína, com variações que podem chegar a 15% conforme contratos específicos. No Brasil, esse modelo ainda não está consolidado, mas especialistas indicam tendência de valorização progressiva da qualidade do grão.

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Armazenagem adequada passa a ser fator estratégico na rentabilidade

Para o setor, a mudança de percepção sobre a soja também amplia o papel da armazenagem como etapa decisiva na preservação de atributos de qualidade.

Segundo o CEO da Provent Brasil, Elton Stadler, a armazenagem deixa de ser apenas uma etapa de conservação de volume e passa a ter impacto direto na estratégia econômica do produtor.

Ele destaca que, à medida que o mercado passa a considerar atributos como proteína e aminoácidos na formação de preços, a manutenção da qualidade do grão se torna um diferencial competitivo.

Estudo aponta perdas de qualidade em armazenamento inadequado

Um estudo da Faculdade de Agronomia da Universidade Federal de Pelotas mostrou que silos sem controle adequado de ambiente podem gerar perdas significativas após seis meses de armazenagem.

Os principais impactos observados foram:

  • Aumento de 58,4% nos grãos ardidos
  • Crescimento de 14,5% nos grãos fermentados
  • Redução do teor de proteína
  • Maior perda de massa dos grãos

Os resultados reforçam a importância do controle de temperatura, umidade e ventilação na preservação da qualidade da soja armazenada.

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Tecnologia de exaustão ganha espaço em unidades armazenadoras

Nesse cenário, sistemas de exaustão contínua, como o Cycloar, têm sido adotados em unidades armazenadoras há mais de três décadas.

A tecnologia atua na redução do calor interno, da condensação e do excesso de umidade nos silos, fatores diretamente associados à deterioração da qualidade dos grãos ao longo do tempo.

Mudança de mercado pode impactar renda do produtor rural

A tendência de valorização de atributos intrínsecos da soja, como teor de proteína e qualidade do farelo, pode alterar gradualmente a dinâmica de remuneração no campo.

Especialistas apontam que produtores que investirem em boas práticas de pós-colheita e armazenagem tendem a estar mais bem posicionados em um cenário de maior exigência da indústria.

Segundo o setor, a preservação da qualidade após a colheita pode se tornar tão relevante quanto a produtividade na definição do resultado econômico da safra.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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