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Crescimento de 5,4% nas Exportações de Genética Avícola em Fevereiro

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As exportações brasileiras de genética avícola, que incluem ovos férteis e pintos de um dia, apresentaram um crescimento de 5,4% na receita em fevereiro deste ano, totalizando US$ 20,4 milhões, contra US$ 19,4 milhões registrados no mesmo mês do ano anterior. A informação foi divulgada pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Entretanto, o volume de embarques no segundo mês de 2025 foi de 1.753 toneladas, o que representa uma queda de 33,8% em comparação com as 2.646 toneladas exportadas no mesmo período de 2024. No acumulado do bimestre, a receita totalizou US$ 39,9 milhões, superando em 2,3% os US$ 38,7 milhões obtidos no primeiro bimestre de 2024. Já o volume embarcado entre janeiro e fevereiro deste ano foi de 3.891 toneladas, o que representa uma diminuição de 23,9% em relação às 5.116 toneladas exportadas no mesmo período do ano anterior.

O México foi o principal destino das exportações de genética avícola em fevereiro, com a importação de 863 toneladas, um recuo de 0,2% em relação ao ano passado. Outros destinos significativos foram a Venezuela, que aumentou suas importações em 356,7%, totalizando 243 toneladas; o Paraguai, com uma queda de 23,9%, com 218 toneladas; Senegal, que registrou uma queda de 70%, com 187 toneladas; e a Costa do Marfim, com um expressivo crescimento de 611,4%, somando 64 toneladas.

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Ricardo Santin, presidente da ABPA, destacou que o crescimento nas exportações é reflexo de investimentos em avicultura local, especialmente em países como a Venezuela, que tem demonstrado um aumento nas importações nos últimos meses. “As exportações deste mês foram marcadas por países que estão investindo na recomposição ou no aumento da produção avícola local, como é o caso da Venezuela”, afirmou Santin.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção de suínos cresce 50% e abre espaço para novos investimentos

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A suinocultura de Mato Grosso do Sul cresceu aproximadamente 50% nos últimos três anos e já alcança cerca de 3,6 milhões de animais abatidos por ano. A expansão, que coloca o Estado entre os principais polos emergentes da atividade no País, estará no centro das discussões do VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul, marcado para 17 de setembro, em Dourados (a cerca de 240km da capital, Campo Grande).

O avanço ocorre em uma região que até poucos anos atrás tinha participação bem menor na produção nacional de carne suína. Mato Grosso do Sul passou a ocupar a quinta posição no ranking brasileiro de abates, atrás de Estados com tradição muito mais antiga na atividade, como Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Parte dessa expansão está associada à disponibilidade de milho e soja, principais componentes da alimentação dos animais e responsáveis pela maior parcela do custo de produção. A proximidade entre as granjas e as regiões produtoras de grãos reduz distâncias no abastecimento de ração e cria condições para a instalação de novas unidades produtivas e industriais.

Outro fator é o crescimento do número de matrizes. Em 2026, mais de 111,5 mil matrizes já estavam cadastradas no Programa Leitão Vida, política estadual de incentivo à produção. Até o início de junho, 272 estabelecimentos participavam do programa.

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No mesmo período, 1,63 milhão de suínos haviam sido abatidos dentro do programa e os incentivos concedidos aos produtores superavam R$ 45 milhões. A atividade também acumulou aproximadamente R$ 1,7 bilhão em cartas-consulta aprovadas pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) nos últimos sete anos.

A política de incentivo passou ainda por mudanças. O novo protocolo do Leitão Vida ampliou as exigências relacionadas à biossegurança, bem-estar animal, rastreabilidade, sustentabilidade e utilização de tecnologias nas propriedades.

Dos 272 estabelecimentos participantes neste ano, 239 já haviam migrado para o novo sistema de conformidade. A intenção é atrelar parte dos incentivos não apenas ao volume produzido, mas também ao cumprimento de padrões técnicos, sanitários e ambientais.

Para o produtor, essa mudança ganha importância porque a expansão da atividade depende cada vez mais do acesso a mercados exigentes. Sanidade, rastreabilidade e biossegurança deixaram de ser apenas questões internas das granjas e passaram a influenciar diretamente a capacidade de frigoríficos e produtores alcançarem novos compradores.

Mato Grosso do Sul também ampliou sua estrutura industrial. Unidades instaladas no Estado vêm aumentando a capacidade de abate, movimento necessário para acompanhar o crescimento das granjas e evitar um desequilíbrio entre a oferta de animais e a capacidade de processamento.

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A expansão da suinocultura cria ainda uma demanda adicional para a agricultura estadual. Cada aumento no alojamento de animais significa maior consumo de milho e farelo de soja, estabelecendo uma relação direta entre o crescimento das granjas e o mercado regional de grãos.

Esse movimento pode ser especialmente importante para regiões com grande produção de milho segunda safra. A instalação de unidades de produção animal permite transformar parte do grão dentro do próprio Estado em proteína de maior valor agregado, reduzindo a necessidade de transportar toda a produção agrícola por longas distâncias até outros centros consumidores.

O crescimento, entretanto, exige investimentos elevados. Construção e modernização de granjas, climatização, tratamento de dejetos, biossegurança, armazenagem de ração e adequações ambientais aumentam a necessidade de capital e tornam a expansão dependente de planejamento financeiro e acesso ao crédito.

Consolidado como um dos principais encontros da suinocultura no Centro-Oeste, o Fórum ocorre justamente quando Mato Grosso do Sul tenta transformar o forte crescimento dos últimos anos em uma cadeia maior, mais tecnificada e com maior participação nos mercados nacional e internacional.

Serviço

VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul
Data: 17 de setembro de 2026
Horário: 7h às 18h
Local: Unigran – Dourados (MS)

Fonte: Pensar Agro

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