AGRONEGÓCIO

Crédito rural já atinge R$ 22,5 bilhões no Sicoob, alta de 34%

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Grande apoiador do desenvolvimento do agronegócio brasileiro, o Sicoob experimentou um crescimento de 34% em suas liberações de crédito rural nesses 5 meses da Safra 23/24, se comparado com o mesmo período do ano passado. Entre julho e novembro, foram R$ 22,5 bilhões contratados, entre os mais diversos programas e linhas disponibilizados aos seus mais de 481 mil cooperados produtores rurais.

As linhas Pronamp e Pronaf contaram com aumento de 25% e 12%, respectivamente, chegando a R$ 4,3 bilhões e R$ 2,8 bilhões contratados. Ainda nesse período, destaca-se o volume contratado como CPRF (Cédula de Produto Rural Financeira), em que houve uma evolução de 564%, alcançando R$ 6,4 bilhões nessa safra e os programas do BNDES com liberação de R$ 930 milhões representando um crescimento de 45%. De acordo com Francisco Silvio Reposse (Diretor Comercial e de Canais), a explicação para esse movimento é a credibilidade que as cooperativas do Sicoob possuem em suas localidades com contatos presenciais nas agências e visitas em suas propriedades.

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O Sicoob tem como uma de suas principais expertises o fomento do agronegócio brasileiro, sendo um grande parceiro de pequenos e médios produtores de todo o Brasil. Esse importante setor econômico engloba atividades relacionadas à produção, processamento, distribuição e comercialização de produtos agrícolas e agropecuários.

No Brasil, o agronegócio é um dos propulsores da economia. Em 2022, a cadeia produtiva desse setor representou 24,8% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, de acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP) e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil.

“Temos uma relação muito próxima com o agro, somos um dos principais agentes de incentivo do crescimento sustentável deste setor. Ao longo dos anos, nos aproximamos cada vez mais dos produtores rurais para entender suas necessidades e contribuir com tudo o que está ao nosso alcance para o progresso dos cooperados do segmento”, destaca Reposse.

O valor movimentado nesses 5 meses da Safra 23/24 representa 43% do que o Sicoob estima liberar durante todo o período, chegando a R$ 52 bilhões em junho de 2024.

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Fonte: Sicoob

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Crédito privado do agro supera R$ 1,34 trilhão e CPR lidera financiamento

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O estoque dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio superou R$ 1,34 trilhão em julho, primeiro mês da safra 2026/27. O resultado mostra o aumento da participação do mercado de capitais no custeio da produção, na comercialização antecipada da safra e no financiamento de empresas ligadas às cadeias agroindustriais.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e abrangem as Cédulas de Produto Rural (CPR), as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA).

A CPR manteve a liderança entre os instrumentos analisados, com estoque de R$ 580,78 bilhões. O volume estava distribuído em 372 mil títulos, com valor médio de R$ 1,56 milhão por cédula.

Somente em julho foram emitidos R$ 37,53 bilhões em novas CPR. Esse é o dado que melhor indica o ingresso de operações no primeiro mês da nova temporada. O estoque total também inclui títulos emitidos anteriormente que ainda não foram liquidados.

A CPR permite ao produtor ou à cooperativa antecipar recursos para financiar a atividade. Na modalidade física, o compromisso pode ser liquidado com a entrega futura do produto agropecuário. Na CPR financeira, a quitação ocorre em dinheiro. O instrumento também é usado como garantia em operações para a compra de sementes, fertilizantes, defensivos e outros insumos.

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O avanço das CPR amplia as alternativas ao crédito rural bancário, especialmente em períodos de juros elevados ou de maior restrição nas linhas oficiais. Ao mesmo tempo, exige atenção às condições estabelecidas no contrato, como taxa de juros, forma de liquidação, garantias, vencimento e consequências em caso de frustração da safra.

As Letras de Crédito do Agronegócio apresentaram o segundo maior estoque, com R$ 560,37 bilhões. As LCA são emitidas por instituições financeiras para captar dinheiro de investidores e financiar operações relacionadas ao setor.

Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% do estoque das LCA deve ser reaplicado no financiamento da atividade agropecuária. Isso representa aproximadamente R$ 336,22 bilhões.

Dentro desse volume, ao menos 45% devem ser destinados ao crédito rural oficial, o equivalente a R$ 151,30 bilhões. Os valores incluem tanto operações da safra 2026/27 quanto contratos de temporadas anteriores que continuam em aberto.

Isso significa que o estoque divulgado não corresponde integralmente a recursos novos disponíveis para contratação imediata. Parte representa financiamentos já concedidos e títulos que ainda não chegaram ao vencimento.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio somaram R$ 174,20 bilhões em julho. O CRA permite transformar créditos originados em negócios do setor em títulos negociados com investidores, aproximando empresas e cadeias produtivas do mercado de capitais.

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Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio alcançaram estoque de R$ 30,21 bilhões. O CDCA é emitido por cooperativas e empresas que atuam na comercialização, no beneficiamento ou na industrialização de produtos agropecuários e tem como lastro direitos de crédito ligados ao setor.

Fora da soma de R$ 1,34 trilhão, os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) também avançaram como fonte privada de recursos. Os dados mais recentes, referentes a junho, mostram patrimônio líquido de R$ 64,13 bilhões distribuído entre 285 fundos.

Os Fiagro podem investir em imóveis rurais, participações em empresas, direitos creditórios e outros ativos ligados ao agronegócio. Para o setor produtivo, funcionam como uma ponte entre investidores e projetos de produção, armazenagem, logística, agroindústria e aquisição de ativos.

O crescimento desses instrumentos reforça a diversificação do financiamento rural, historicamente concentrado nos bancos e nos recursos do Plano Safra. Para o produtor, porém, maior oferta de alternativas não elimina a necessidade de comparar custos, garantias e riscos. O volume disponível no mercado é elevado, mas o acesso e as condições de pagamento variam conforme a atividade, o porte da operação e a capacidade financeira de cada tomador.

Fonte: Pensar Agro

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