AGRONEGÓCIO
Crédito fácil no agronegócio vira armadilha e expõe fragilidade financeira no campo
Publicado em
25 de março de 2026por
Da Redação
Origem da crise: crescimento acelerado e crédito abundante
A crise recente que atinge o agronegócio brasileiro é resultado de um processo gradual, construído ao longo dos últimos anos. A avaliação é da especialista em crédito estruturado Isabella Cristina Soares, que aponta uma combinação de fatores financeiros e produtivos como origem do problema.
Segundo a análise, o movimento começou entre 2017 e 2019, período marcado por forte crescimento do setor, aumento da produtividade e expansão do crédito rural. Esse cenário favoreceu ganhos de escala e resultados positivos, incentivando produtores a ampliarem seus investimentos.
Safra 2020/21: alta rentabilidade e aumento da alavancagem
Na safra 2020/21, o agronegócio entrou em um ciclo de elevada rentabilidade, impulsionado principalmente pelos preços elevados da soja e pela ampla oferta de crédito.
Além das linhas tradicionais, houve maior participação de instrumentos privados de financiamento, o que ampliou o acesso a recursos. Esse ambiente reduziu a percepção de risco e incentivou a contratação de volumes maiores de crédito, dando início a um processo de alavancagem estrutural no setor.
Custos em alta começam a pressionar o produtor
Nos ciclos seguintes, especialmente em 2021/22, o setor enfrentou uma elevação significativa dos custos de produção. Insumos como fertilizantes e combustíveis registraram altas expressivas, impactando diretamente a estrutura de खर्चos no campo.
Apesar disso, os preços ainda elevados das commodities agrícolas sustentaram margens positivas, o que acabou mascarando a mudança no patamar de custos e adiando uma percepção mais clara do risco financeiro.
Safra 2022/23: primeiros sinais de alerta
Os primeiros sinais mais evidentes de desequilíbrio surgiram na safra 2022/23. A queda nos preços das commodities reduziu as margens dos produtores, enquanto o nível de endividamento continuava elevado.
Esse cenário começou a pressionar o fluxo de caixa, evidenciando a dificuldade de sustentar o nível de investimentos realizado nos anos anteriores.
Safra 2023/24: ruptura financeira em diversas operações
Na safra 2023/24, o quadro se agravou. A combinação de preços mais baixos, problemas de produtividade em algumas regiões e vencimento de dívidas levou a uma ruptura financeira em diversas operações no campo.
Com menor geração de caixa e obrigações financeiras acumuladas, muitos produtores passaram a enfrentar dificuldades para honrar compromissos.
2024 a 2026: crédito restrito e aumento da inadimplência
O cenário se intensifica entre 2024 e 2026, com um ambiente mais desafiador para o financiamento do agronegócio. A oferta de crédito se torna mais restrita, as margens seguem comprimidas e cresce o volume de renegociações e casos de inadimplência.
De acordo com a análise, a crise atual não é resultado apenas da queda de preços, mas sim da combinação de fatores estruturais: crédito abundante no passado, aumento consistente dos custos de produção e decisões tomadas com base em uma leitura equivocada do ciclo de alta.
Perspectivas: lições e necessidade de ajuste no setor
O momento atual impõe ao agronegócio a necessidade de ajustes na gestão financeira e na tomada de crédito. O cenário reforça a importância de estratégias mais conservadoras, com maior atenção ao controle de custos e à sustentabilidade das operações no longo prazo.
A reestruturação financeira e a adaptação a um ambiente de crédito mais seletivo tendem a ser determinantes para a recuperação do setor nos próximos anos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Estudo da USP aponta 17 pontos que encarecem o frete e entidades do agro cobram mudanças
Published
3 horas agoon
5 de setembro de 2026By
Da Redação
Um estudo da Universidade de São Paulo (USP) deu força à pressão da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) por mudanças no cálculo do piso mínimo do frete. O levantamento identificou 17 pontos que podem estar elevando artificialmente os valores, sobretudo no transporte de grãos em trajetos curtos e nas operações de maior produtividade.
As conclusões foram apresentadas durante o processo de revisão da regulamentação conduzido pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A FPA e entidades do setor produtivo querem que a agência utilize os custos efetivamente observados nas estradas brasileiras, em vez de parâmetros que, segundo o estudo, já não representam a realidade da frota e das transportadoras.
O trabalho foi elaborado pelo Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-Log), ligada à USP. Os pesquisadores analisaram jornada de trabalho, consumo de combustível, idade dos caminhões, quantidade de eixos, retorno vazio, depreciação dos veículos e produtividade das operações.
Uma das principais distorções estaria no número de horas trabalhadas. A metodologia atual considera uma utilização mensal de 181 horas para calcular quanto os custos fixos representam em cada viagem. Para os pesquisadores, esse parâmetro indica uma subutilização do caminhão e do tempo legalmente disponível do motorista.
A proposta é elevar a referência para 220 horas mensais. Com mais horas de utilização, despesas como depreciação, remuneração do capital e salário do motorista seriam distribuídas por um número maior de viagens, reduzindo o custo atribuído a cada quilômetro rodado.
Apenas essa alteração poderia diminuir em 7,6%, na média, os valores calculados para o piso. No transporte de grãos, a diferença ficaria entre 6,38% e 11,04%, dependendo da distância percorrida e da configuração do caminhão.
Em uma operação com piso de R$ 10 mil, uma diferença de 11% representa aproximadamente R$ 1,1 mil por viagem. Para uma empresa, cooperativa ou produtor que contrate cem viagens durante a colheita, o custo adicional pode superar R$ 110 mil.
O impacto é ainda maior nas regiões afastadas dos portos. Como soja, milho, algodão e outras commodities percorrem centenas ou milhares de quilômetros até os terminais de exportação, o frete interfere diretamente no valor recebido pelo produtor. Quanto maior o custo logístico, menor tende a ser o preço pago pela produção na origem.
O estudo também questiona a vida econômica de sete anos utilizada pela tabela para calcular a depreciação dos caminhões. Dados da própria ANTT mostram que os veículos de tração em circulação no país possuem idade média de 16,4 anos.
Na avaliação dos pesquisadores, utilizar um período muito menor concentra a perda de valor do veículo em poucos anos e eleva o custo de cada viagem. A adoção de uma referência de 16 anos poderia reduzir entre 6% e 10% o valor calculado para o transporte de grãos, conforme o percurso e o tipo de composição veicular.
A FPA pretende usar esses resultados para pressionar pela adoção do custo operacional efetivo como base da nova regulamentação. O argumento é que a tabela precisa garantir a remuneração do transportador, mas não pode incluir despesas teóricas ou superestimadas que encareçam artificialmente a movimentação da produção brasileira.
Entidades do setor encaminharam à ANTT 15 contribuições. Entre elas estão a retirada de componentes que não representem desembolso efetivo, a criação de regras específicas para operações de alto desempenho e um tratamento mais preciso para viagens com retorno vazio.
A proposta busca diferenciar situações que atualmente acabam submetidas a parâmetros semelhantes. Um caminhoneiro autônomo que percorre longa distância e retorna sem carga enfrenta custos diferentes de uma transportadora com contratos recorrentes, frota mais produtiva e carga garantida nos dois sentidos.
A pressão da bancada também alcança a Lei 15.485/2026, que ampliou a fiscalização sobre o piso mínimo e estabeleceu prazo máximo de 30 dias úteis para o pagamento do frete. A FPA participou da negociação do texto aprovado pelo Congresso, mas critica os vetos feitos pela Presidência da República.
Os parlamentares defendem a recuperação de dispositivos que, segundo a bancada, foram construídos para equilibrar a proteção aos caminhoneiros e os custos suportados pelo setor produtivo. Os vetos ainda precisam ser analisados pelo Congresso.
A nova legislação tornou obrigatório o registro da operação no Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) e endureceu as punições para contratações abaixo do piso. Em caso de reincidência, a multa pode chegar a R$ 1 milhão, além de outras sanções administrativas.
Para a FPA, reforçar a fiscalização sem corrigir previamente as distorções da metodologia pode obrigar produtores e empresas a cumprir valores superiores ao custo real do transporte. A bancada quer que a revisão da ANTT incorpore as diferenças de distância, idade da frota, número de eixos, produtividade e aproveitamento do retorno.
A discussão exige equilíbrio. O piso foi criado para impedir que caminhoneiros sejam obrigados a transportar cargas por valores incapazes de cobrir diesel, pneus, manutenção e remuneração do trabalho. A revisão defendida pelo agro não pode retirar essa proteção, mas precisa evitar que parâmetros desatualizados reduzam a competitividade da produção.
O estudo da USP coloca números nesse debate. Agora, a disputa será sobre quanto dessas conclusões a ANTT aceitará na nova tabela e se o Congresso derrubará os vetos à lei. Para produtores e transportadores, o resultado poderá definir quem pagará a conta das distorções existentes no cálculo do frete.
Fonte: Pensar Agro
População de Bauru (SP) é atendida por carreta de saúde da mulher do Ministério da Saúde; veja como funciona
Presidente e ministro da Saúde visitam Diretório de Reabilitação Moderna do Hospital de Amor, em Barretos (SP)
População de Ariquemes (RO) é atendida por carreta de saúde da mulher do Ministério da Saúde; veja como funciona
Com apoio da Prefeitura, Caveiras Moto Festival começa com grande público e muitos atrativos
População de Dourados (MS) é atendida por carreta de saúde da mulher do Ministério da Saúde; veja como funciona
CUIABÁ
MATO GROSSO
Paranatinga, Primavera, Campo Verde e Rondonópolis recebem primeiras edições do projeto Conecta Advocacia
A conexão entre a Seccional e a advocacia do interior marcou a semana da Ordem dos Advogados do Brasil –...
Liminar do TJMT mantém investigação de estupro de vulnerável
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) obteve decisão liminar favorável no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) que...
Promotora de Justiça do MPMT toma posse no Instituto Panamericano
A promotora de Justiça do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) Taiana Castrillon Dionello tomou posse como membro titular do...
POLÍCIA
PF prende homem com 5,5kg de cocaína no Aeroporto do Galeão/RJ
Rio de Janeiro/RJ. Na noite desta sexta-feira, (4/9), a Polícia Federal prendeu em flagrante um homem que transportava cerca de...
PF faz operação contra o tráfico internacional de crianças
Foz do Iguaçu/PR. A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (4/9), a Operação Repatriar, com o cumprimento de três mandados de...
FICCO/MG e PM/ES prendem investigado por liderar tráfico de drogas
Governador Valadares/MG. A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Minas Gerais (FICCO/MG), em ação conjunta com a Polícia...
FAMOSOS
Filho de Mauricio de Souza mostra detalhes de seu apartamento duplex em São Paulo
Mauro Sousa, de 37 anos, voltou a mostrar detalhes de seu apartamento duplex de 140 m², em São Paulo. Filho...
Luma Cesar celebra primeiro mês de vida do filho Arthur: ’30 dias de muito amor’
Luma Cesar, filha de Elaine Mickely e Cesar Filho, compartilhou nesta sexta-feira (4), registros especiais para celebrar o primeiro mês...
Leticia Spiller mostra rotina com yoga, sol, treino e trabalho: ‘Tem dia que é combo!!’
Leticia Spiller, de 53 anos, mostrou nas redes sociais, nesta sexta-feira (4), que teve um dia bastante movimentado. A atriz...
ESPORTES
Grêmio vence o Internacional por 3 a 1 e avança às semifinais da Copa do Brasil
O Grêmio venceu o Internacional por 3 a 1 nesta quinta-feira (03.09), na Arena do Grêmio, e garantiu a classificação...
Vasco vence o Vitória novamente e avança às semifinais da Copa do Brasil
O Vasco está classificado para as semifinais da Copa do Brasil. Depois de vencer o Vitória por 1 a 0...
Palmeiras segura empate com o Santos e confirma vaga na semifinal da Copa do Brasil
O Palmeiras está classificado para as semifinais da Copa do Brasil. Na noite desta quarta-feira (02.09), o Verdão empatou em...
MAIS LIDAS DA SEMANA
-
Política MT5 dias agoComissão de Fiscalização reforça controle das contas públicas
-
Política MT4 dias agoMulheres em situação de violência podem buscar atendimento na Procuradoria da ALMT
-
Política MT3 dias agoComissão de Saúde intensifica fiscalização de hospitais e obras no primeiro semestre
-
Esportes6 dias agoGrêmio vence a Chapecoense na Arena e se afasta da zona de rebaixamento



