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CRAS Agro Lança Novas Sementes de Amendoim no Plano Safra 2024/2025

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Durante o evento de lançamento do Plano Safra 2024/2025, realizado pela CRAS Agro em Itaju (SP), a empresa apresentou oficialmente suas novas variedades de sementes de amendoim: IAC 503, IAC 505 e IAC OL3. Essas variedades, certificadas e com controle rigoroso de pureza varietal, prometem maior produtividade e desempenho superior para os produtores.

As novas sementes oferecem diferentes ciclos de produção, desde a precocidade da IAC OL3, com menor tempo de cultivo, até a resistência à seca e a pragas da IAC 503, uma variedade tardia. A IAC 505, destacada por seu alto teor de óleo e tolerância a doenças foliares, possui um ciclo médio de 140 dias, do plantio à colheita. Essa diversidade permite um planejamento mais eficiente para os agricultores, maximizando a produção e a qualidade da colheita.

O evento, promovido em parceria com a Embrapa e o Instituto Agronômico de Campinas (IAC), contou com a presença de Ignácio Godoy, coordenador de pesquisa do amendoim do IAC, e reuniu diversos produtores da região. Durante o encontro, foram discutidos os impactos da estiagem prolongada nas novas variedades e apresentados dados sobre a produção nacional e o mercado de amendoim.

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Rodrigo Chitarelli, diretor-presidente da CRAS Brasil, destacou a importância das parcerias com instituições de pesquisa para o desenvolvimento de variedades mais resistentes e nutritivas. Ele enfatizou os benefícios das sementes para os produtores e beneficiadores, como a redução de custos e o aumento da produtividade, possibilitando uma maior competitividade no mercado.

Além das variedades lançadas, foram apresentadas novas opções de sementes, como a IAC 677 e as BR 423, 425 e 427 da Embrapa, que entrarão em fase de multiplicação nos campos. A CRAS Agro também alertou sobre os riscos do uso de sementes ilegais, conhecidas como “piratas”, que não possuem certificação e podem resultar em menor produtividade e disseminação de pragas e doenças. A empresa reforçou a importância do uso de sementes certificadas, que garantem uniformidade nas lavouras e são produzidas de acordo com a legislação vigente, incluindo a exigência de Registro Nacional de Sementes e Mudas (RENASEM).

As novas sementes de amendoim alto oleico, que possuem entre 70% a 80% de ácido oleico, oferecem maior durabilidade aos produtos e são nutricionalmente vantajosas, contribuindo para a redução de triglicerídeos e aumento do HDL, o “bom colesterol”.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Banco Central: crédito rural para pessoas físicas teve inadimplência recorde de 9,7% em agosto

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A inadimplência do crédito rural a pessoas físicas alcançou 9,69% do saldo das operações em agosto de 2026, o maior nível da série do Banco Central, iniciada em março de 2011. Em julho, o índice era de 8,79%. Nas operações contratadas a taxas de mercado, o percentual chegou a 17,56%, enquanto nas linhas com taxas reguladas ficou em 3,83%.

O agravamento aparece também na comparação anual. Em agosto de 2025, a inadimplência do conjunto do crédito rural direcionado a pessoas físicas estava em 5,23%. O aumento em doze meses foi de 4,46 pontos percentuais. Em agosto de 2023, o indicador era de 0,95%: em três anos, portanto, a taxa se multiplicou por mais de dez.

O Banco Central considera inadimplente o saldo dos financiamentos com pelo menos uma parcela vencida há mais de 90 dias. O cálculo mede o valor das operações nessa situação em relação ao saldo total da carteira. Assim, os 9,69% expressam a parcela do crédito afetada, e não a proporção de produtores inadimplentes.

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Os números abrangem financiamentos com recursos direcionados, vinculados à produção e ao investimento rural. Entre suas fontes estão depósitos à vista, poupança rural e fundos e programas públicos. Dentro desse conjunto, o Banco Central separa os contratos com taxas reguladas dos contratados a taxas de mercado, permitindo observar a diferença entre as duas modalidades.

Nas operações com taxas de mercado, a inadimplência subiu de 15,56% em julho para 17,56% em agosto, avanço de dois pontos percentuais em um mês. Nas linhas reguladas, passou de 3,67% para 3,83%. A distância entre os índices mostra que a média geral reúne carteiras com níveis bastante diferentes de atraso.

Os indicadores registram a evolução dos pagamentos, mas não identificam, isoladamente, as causas dos atrasos. Para explicar o resultado de uma propriedade, é necessário examinar a produção obtida, os preços de venda, os custos assumidos e o calendário das parcelas. A taxa nacional também não permite concluir quantos pequenos, médios ou grandes produtores enfrentam dificuldades.

Para quem prepara o financiamento da safra 2026/27, o ponto central é compatibilizar os compromissos anteriores com as despesas do novo ciclo. A negociação exige uma previsão de caixa que considere o período entre a compra dos insumos, a colheita e o recebimento das vendas.

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Na conversa com a instituição financeira, reunir contratos, vencimentos, garantias e uma estimativa de receitas ajuda a dimensionar a necessidade de renegociação. Além do valor da parcela, devem entrar na conta os juros, o prazo total e o custo final do acordo. O novo calendário precisa caber na capacidade de pagamento da atividade.

Fonte: Pensar Agro

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