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Cotações do café iniciam o dia em alta com mercado volátil

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O mercado de café iniciou a sessão desta quinta-feira (14) em alta moderada nas cotações futuras nas bolsas internacionais, em um movimento influenciado por uma oferta reduzida e pela preocupação com o desempenho da safra de 2025.

Segundo o Escritório Carvalhaes, a dificuldade em adquirir café suficiente para atender à demanda de exportação e ao consumo interno no Brasil tem impulsionado a volatilidade dos preços, especialmente neste final de 2024.

Por volta das 9h20 (horário de Brasília), o café arábica registrava uma alta de 165 pontos, com o contrato de dezembro/24 negociado a 273,30 cents por libra-peso. Para março/25, o contrato subia 140 pontos, sendo cotado a 272,60 cents/lbp. Já o vencimento de maio/25 apresentava um aumento de 110 pontos, com preço de 271,00 cents/lbp, enquanto o contrato de julho/25 avançava 190 pontos, chegando a 268,85 cents/lbp.

O robusta também mostrou valorização, com o contrato de novembro/24 subindo US$ 33 e sendo cotado a US$ 4.599 por tonelada. O contrato de janeiro/25 registrava alta de US$ 30, a US$ 4.662/tonelada, enquanto os vencimentos de março/25 e maio/25 subiam US$ 28 e US$ 16, respectivamente, cotados a US$ 4.580 e US$ 4.502 por tonelada.

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Na quarta-feira (13), a região de Simonésia, em Minas Gerais, foi atingida por uma forte chuva de granizo nas proximidades de São Simão do Rio Preto, o que causou preocupação entre os cafeicultores. Segundo relatos, uma tempestade semelhante no ano passado trouxe perdas de até 80% para alguns produtores. Até o momento, não é possível mensurar o impacto desta nova tempestade, mas há relatos de falta de energia elétrica em algumas propriedades da região.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Projeto de R$ 20 bi da Ferrogrão ganha sinal verde para ligar Sinop a Miritituba

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O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou um dos impasses mais arrastados da infraestrutura nacional ao declarar a constitucionalidade da Lei 13.452/2017, norma que reduziu os limites do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará, para permitir a implantação da Ferrogrão (EF-170). Por um placar de 9 votos a 1, o veredito joga por terra o principal obstáculo jurídico que mantinha congelado o projeto de 933 quilômetros de trilhos, planejado para ligar Sinop, no norte de Mato Grosso, ao porto fluvial de Miritituba, no Pará.

A decisão foi recebida pelo agronegócio como um marco regulatório essencial para atrair os R$ 20 bilhões em investimentos privados necessários para tirar a obra do papel. Sob a perspectiva macroeconômica, a Ferrogrão é vista como o eixo de ruptura da dependência crônica do modal rodoviário na BR-163, com potencial para reduzir em até 20% o custo do frete de commodities agrícolas, como soja e milho, ampliando a competitividade do produto brasileiro no mercado externo.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que atuou no processo, aponta que as regiões Norte e Centro-Oeste concentram atualmente cerca de 70% da produção nacional de grãos, mas os portos do Arco Norte escoam apenas 34% desse volume. A consolidação da ferrovia deve acelerar o redirecionamento desse fluxo, aliviando o gargalo logístico dos portos das regiões Sul e Sudeste, como Santos (SP) e Paranaguá (PR).

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O julgamento foi balizado pelo voto do relator, o ministro Alexandre de Moraes, que rechaçou os argumentos de descumprimento de salvaguardas ambientais apresentados na ação original do PSOL. Moraes argumentou que o texto legal previu a devida compensação ecológica pela redução da unidade de conservação e destacou que o traçado ferroviário não intercepta terras indígenas homologadas, situando-se a quatro quilômetros da reserva mais próxima, a Terra Indígena Praia do Mangue.

O julgamento, que havia sido interrompido no ano passado, foi concluído com o voto do ministro Flávio Dino. Ao acompanhar o relator, Dino propôs condicionantes para a execução do projeto, determinando que qualquer alteração futura no perímetro da ferrovia não poderá afetar áreas indígenas em um raio de 250 quilômetros, além de defender que as comunidades tradicionais sejam ressarcidas ou tenham participação nos lucros caso sejam registrados impactos socioambientais imprevistos.

O único voto divergente foi do ministro Edson Fachin, que considerou inconstitucional a alteração de reservas ambientais por meio de Medida Provisória, rito utilizado na origem do projeto durante o governo de Michel Temer.

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Com o desfecho na Suprema Corte, o projeto da Ferrogrão sai da arena jurídica e ingressa na fase de viabilidade técnica. O Ministério dos Transportes informou que aguarda a conclusão da análise de modelagem de concessão e matriz de riscos pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para estruturar o edital de leilão.

Lideranças do setor produtivo, como a Aprosoja Brasil, avaliam que a segurança jurídica conferida pelo STF deve acelerar o crivo da Corte de Contas, posicionando a ferrovia como um dos principais ativos de infraestrutura para captação de capital estrangeiro na América Latina nos próximos anos.

Fonte: Pensar Agro

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