AGRONEGÓCIO

Cotações do açúcar recuam pressionadas pelo dólar; Etanol registra alta após quedas recentes

Publicado em

Os contratos futuros de açúcar encerraram a quinta-feira (19) em baixa nas bolsas internacionais. Segundo analistas, o movimento foi influenciado pela desvalorização do real frente ao dólar, que incentiva usinas brasileiras a fixarem posições para garantir melhores cotações.

Além do câmbio, o mercado também foi impactado por especulações sobre as exportações indianas. O secretário de alimentos da Índia indicou que o país poderá autorizar exportações de açúcar caso haja excedentes após o cumprimento da meta de mistura de etanol na gasolina.

Outro fator que pressionou os preços foi a possibilidade de o México redirecionar suas exportações de açúcar. Sob ameaça de uma tarifa de 25% sobre as vendas para os Estados Unidos, anunciada pelo governo Trump, o açúcar mexicano pode ser redirecionado para o mercado internacional, ampliando a oferta global e pressionando ainda mais as cotações.

Desempenho nas bolsas internacionais
Nova York

Na ICE Futures de Nova York, o açúcar bruto fechou em baixa em todos os contratos. O vencimento março/25 foi negociado a 19,40 centavos de dólar por libra-peso, queda de 25 pontos (1,3%) em relação ao dia anterior. O contrato para maio/25 recuou 23 pontos, cotado a 18,05 cts/lb, enquanto os demais contratos registraram perdas de 10 a 21 pontos.

Leia Também:  Mercado de soja na bolsa de Chicago permanece estável, aguardando desdobramentos
Londres

Na ICE Futures Europe, em Londres, o açúcar branco também fechou em baixa. O contrato março/25 foi cotado a US$ 509,20 por tonelada, queda de 2,40 dólares (0,5%). O vencimento maio/25 registrou recuo de 2,90 dólares, negociado a US$ 509,80 por tonelada. Os demais contratos apresentaram perdas de 3,80 a 4,70 dólares.

Mercado interno e biocombustíveis
Açúcar cristal

No Brasil, o mercado interno acompanhou o movimento de baixa. O Indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal apontou queda de 0,10%, com a saca de 50 kg negociada a R$ 160,99, ante R$ 161,15 na quarta-feira. No acumulado de dezembro, o indicador registra uma desvalorização de 2,16%.

Etanol hidratado

Por outro lado, o etanol hidratado voltou a subir após dois dias de baixa, segundo o Indicador Diário Paulínia. O biocombustível foi negociado na quinta-feira a R$ 2.749,00 por metro cúbico, uma alta de 0,33% em relação aos R$ 2.740,00 registrados no dia anterior.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Dólar recua com avanço nas negociações entre EUA e Irã e inflação americana abaixo do esperado

Published

on

Dólar cai com redução das tensões geopolíticas

O dólar registrou queda nos mercados internacionais, pressionado pelo aumento do otimismo em relação a um possível acordo de paz entre Estados Unidos e Irã.

Segundo o analista Rich Asplund, da Barchart, a moeda americana perdeu força após notícias indicarem a possibilidade de extensão do cessar-fogo de duas semanas, com negociações podendo ser retomadas nos próximos dias.

Como reflexo, o índice do dólar (DXY) recuou 0,33%, atingindo o menor nível em seis semanas.

Inflação nos EUA abaixo das expectativas pressiona moeda

Outro fator relevante para a queda do dólar foi a divulgação do índice de preços ao produtor (PPI) dos Estados Unidos, que veio abaixo do esperado.

Os dados indicam que:

  • O PPI cheio subiu 0,5% no mês e 4,0% em relação ao ano, abaixo das projeções de 1,1% e 4,6%
  • O núcleo do PPI (excluindo alimentos e energia) avançou 0,1% no mês e 3,8% no ano, também abaixo das expectativas

Apesar de ainda indicar pressão inflacionária, o resultado mais fraco reforça a percepção de desaceleração, contribuindo para a desvalorização do dólar.

Expectativa de juros também pesa sobre a moeda americana

O dólar segue pressionado também por perspectivas menos favoráveis para os diferenciais de juros globais.

Leia Também:  Exportações de etanol dos EUA alcançam crescimento significativo no primeiro trimestre de 2024

De acordo com o analista, o Federal Reserve (Fed) pode realizar cortes de pelo menos 25 pontos-base em 2026, enquanto outros bancos centrais relevantes, como o Banco Central Europeu e o Banco do Japão, podem seguir caminho oposto, com possíveis elevações de juros no mesmo período.

Esse cenário reduz a atratividade relativa da moeda americana frente a outras divisas.

Euro e iene avançam diante da fraqueza do dólar

Com o enfraquecimento do dólar, outras moedas ganharam força no mercado internacional.

O euro apresentou valorização, com o par EUR/USD atingindo a máxima em seis semanas, em alta de 0,37%. O movimento também foi favorecido pela queda de cerca de 5% nos preços do petróleo, fator positivo para a economia da zona do euro, que depende de importação de energia.

Já o iene japonês também se valorizou, com o par USD/JPY recuando 0,48%. Além da fraqueza do dólar, a moeda japonesa foi sustentada pela revisão positiva da produção industrial do Japão e pela queda nos preços do petróleo, importante para um país altamente dependente de energia importada.

Ouro e prata sobem com dólar fraco e busca por proteção

Os metais preciosos registraram forte valorização no dia, acompanhando o recuo do dólar.

O ouro e a prata avançaram, com destaque para a prata, que atingiu o maior nível em três semanas e meia.

Leia Também:  Nikkei fecha em alta impulsionado por tecnologia, mas é pressionado por iene forte

A queda do dólar tende a favorecer esses ativos, tornando-os mais atrativos globalmente. Além disso, a redução das preocupações inflacionárias pode abrir espaço para políticas monetárias mais flexíveis, outro fator de suporte para os metais.

Incertezas seguem sustentando demanda por ativos de segurança

Apesar do otimismo com possíveis avanços diplomáticos, o cenário internacional ainda apresenta riscos relevantes.

Entre os fatores que mantêm a demanda por ativos de proteção estão:

  • Tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã
  • Incertezas sobre políticas comerciais e tarifas americanas
  • Turbulências políticas internas nos EUA
  • Níveis elevados de déficit público

Além disso, medidas como o bloqueio naval no Estreito de Ormuz reforçam a percepção de risco global, sustentando o interesse por metais preciosos como reserva de valor.

Mercado global segue sensível a dados e geopolítica

O comportamento recente do dólar reflete um ambiente global altamente sensível tanto a indicadores econômicos quanto a eventos geopolíticos.

Nos próximos dias, a trajetória da moeda americana deve continuar atrelada à evolução das negociações no Oriente Médio, aos dados de inflação e atividade nos Estados Unidos e às expectativas sobre a política monetária das principais economias do mundo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA