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Corteva registra queda nas vendas do primeiro trimestre de 2024, mas mantém perspectivas para o ano

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As vendas líquidas da Corteva no primeiro trimestre de 2024 somaram US$ 4,49 bilhões, uma queda de 8% em relação ao mesmo período do ano anterior. As vendas orgânicas também apresentaram um declínio de 6%, atingindo US$ 4,58 bilhões. Apesar do resultado negativo, o diretor executivo da Corteva, Chuck Magro, afirmou que os números ficaram dentro do esperado.

Os lucros GAAP e o lucro por ação das operações contínuas foram de US$ 376 milhões e US$ 0,53 por ação, respectivamente. O EBITDA operacional chegou a US$ 1,03 bilhão, com um lucro operacional por ação de US$ 0,89.

A Corteva reafirmou suas projeções para o ano de 2024, prevendo vendas líquidas entre US$ 17,4 bilhões e US$ 17,7 bilhões, com EBITDA operacional entre US$ 3,5 bilhões e US$ 3,7 bilhões. A estimativa do lucro operacional por ação é de US$ 2,70 a US$ 2,90, enquanto o fluxo de caixa livre deve variar entre US$ 1,5 bilhão e US$ 2,0 bilhões. A empresa também planeja recomprar aproximadamente US$ 1,0 bilhão em ações durante o ano.

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Desempenho no Segmento de Sementes

No segmento de sementes, a Corteva apresentou um crescimento de 2% nas vendas líquidas, com um aumento de 5% nas vendas orgânicas. O preço subiu 6% globalmente, refletindo uma estratégia bem-sucedida de preços baseados em valor e um mix de produtos favorável. O crescimento do volume na América do Norte, impulsionado por entregas mais altas de milho, foi parcialmente compensado pelo atraso na demanda na Europa, Oriente Médio e África (EMEA), devido a condições climáticas desfavoráveis.

Chuck Magro destacou que o desempenho positivo no setor de sementes reflete a tecnologia inovadora e a qualidade dos produtos oferecidos, que têm atraído a confiança dos agricultores. Ele afirmou que a empresa continua a investir para oferecer produtos com qualidade, rendimento e valor superiores.

Desafios no Segmento de Defensivos Agrícolas

No entanto, o segmento de defensivos agrícolas enfrentou uma queda de 20% nas vendas líquidas e de 21% nas vendas orgânicas. As reduções no volume foram atribuídas à forte alta no ano anterior, à compra tardia por parte dos agricultores e a problemas de clima e desabastecimento na região EMEA. O preço diminuiu 3% devido à intensa concorrência em várias regiões.

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Segundo Magro, a Corteva esperava essas dificuldades no setor de defensivos agrícolas, uma vez que a indústria está lidando com desequilíbrios de estoque em regiões-chave, enquanto os agricultores tendem a comprar mais próximo do momento de aplicação. Ele mencionou que espera crescimento no segundo semestre de 2024, impulsionado por um portfólio diferenciado, produtos biológicos inovadores e estratégias de redução de custos.

As projeções para o resto do ano parecem otimistas, apesar dos desafios iniciais. A Corteva continua a ajustar suas estratégias para se adaptar a um cenário agrícola em constante mudança e buscar crescimento nos próximos trimestres.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Crédito rural e renegociação de dívidas ganham destaque com juros elevados e linhas a partir de 2% ao ano

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A elevação da taxa Selic para 15% pelo Comitê de Política Monetária (Copom) reforça o cenário de juros elevados no Brasil e amplia o impacto sobre o crédito rural e o endividamento no agronegócio. Com isso, o país passa a ocupar a vice-liderança global em juros reais, atrás apenas da Argentina, segundo levantamento do Portal MoneYou.

A decisão do Banco Central tem como objetivo conter a inflação por meio do encarecimento do crédito e da redução da demanda na economia. No entanto, o movimento também afeta diretamente produtores rurais que contrataram financiamentos nos últimos anos para custeio de safra, aquisição de máquinas, implementos e expansão de áreas produtivas.

Selic elevada encarece crédito e pressiona produtores rurais

Com a taxa básica de juros em patamar elevado, empréstimos e financiamentos tendem a ficar mais caros. Em alguns casos, operações de crédito rural já contratadas podem sofrer reajustes, especialmente aquelas indexadas a taxas variáveis.

O aumento dos juros, apesar de contribuir para o controle inflacionário, também reduz o ritmo de investimentos no setor produtivo, já que encarece o capital e impacta diretamente a capacidade de expansão dos negócios no campo.

Nesse cenário, produtores rurais passam a avaliar alternativas como renegociação, alongamento de prazos e quitação antecipada de dívidas, dependendo das condições financeiras e da estrutura de cada operação.

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Mercado privado amplia opções de crédito rural

Além das linhas oficiais, o produtor rural conta com soluções do mercado financeiro privado, que vêm ganhando espaço como alternativa ao crédito tradicional.

A ConsulttAgro, empresa especializada em captação de recursos para o agronegócio, atua com taxas a partir de 2% ao ano e prazos de até 20 anos para pagamento, voltados à aquisição de terras, maquinários e expansão produtiva.

A empresa mantém parceria com mais de 20 instituições financeiras, incluindo bancos, administradoras de crédito e fundos de investimento, com foco na estruturação de operações personalizadas para diferentes perfis de produtores.

Segundo representantes da consultoria, o processo de análise considera fatores como garantias, faturamento e necessidade do cliente, buscando adequar taxa, prazo e custo total da operação ao perfil de cada produtor rural.

Garantias e perfil do produtor definem condições de crédito

Especialistas do setor destacam que a estrutura de garantias é um dos principais fatores para a obtenção de melhores condições de financiamento. Dependendo da linha de crédito, podem ser exigidas garantias proporcionais ao valor financiado, variando conforme o risco da operação.

A recomendação é que o produtor apresente informações claras e organizadas desde o início da negociação, o que contribui para maior agilidade na análise e melhores condições de contratação.

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Crédito rural privado cresce com demanda por alternativas

O aumento da demanda por crédito estruturado tem impulsionado empresas especializadas no setor. Em 2024, operações privadas voltadas ao agronegócio movimentaram R$ 1,6 bilhão, com valores que variam de R$ 150 mil a R$ 150 milhões por operação.

Além de aquisição de áreas rurais, essas linhas também atendem investimentos em infraestrutura, máquinas e expansão produtiva, ampliando o acesso a capital fora do sistema bancário tradicional.

Gestão financeira se torna estratégica no agronegócio

Com juros elevados e maior pressão sobre o custo do crédito, a gestão financeira ganha papel central na sustentabilidade das propriedades rurais. A escolha entre renegociar dívidas, alongar prazos ou buscar novas linhas de financiamento depende diretamente do planejamento de cada produtor.

Em um cenário de Selic elevada e crédito mais restrito, a busca por alternativas mais competitivas se torna uma estratégia essencial para manter a competitividade e garantir a continuidade dos investimentos no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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