AGRONEGÓCIO

Cooperativas querem R$ 557,5 bilhões em crédito para o Plano Safra 24/25

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No encontro, o presidente da OCB, Márcio Lopes, entregou ao ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, um pedido de R$ 557,5 bilhões para o próximo Plano Safra, já somando as quantias de custeio e investimento.

Os valores apresentados pela OCB são resultado da soma entre os recursos para o Plano Safra, que beneficia médios e grandes produtores, e o Plano Safra da Agricultura Familiar, que foi recriado no ano passado e é voltado para pequenos produtores. A proposta da organização é 26% maior do que o montante atual, juntando os dois programas, que prevê cerca de R$ 441,9 bilhões (R$ 364,2 bilhões do Plano Safra e R$ 77,7 bilhões do Plano Safra da Agricultura Familiar).

Além disso, as cooperativas pedem redução nas taxas de juros. No Pronamp Custeio (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural), por exemplo, o pedido é para reduzir de 8% ao ano para 6,5%. Confira abaixo as sugestões da organização.

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Na visão do presidente da entidade, Márcio Lopes, as propostas apresentadas dão sequência à política de incentivo ao agronegócio. “Discutimos ideias e apresentamos demandas para entender como os recursos devem ser distribuídos. As sugestões deste ano são pensadas em prol da continuidade de um trabalho que vem sendo feito com o intuito de desenvolver, cada vez mais, o agro brasileiro”, disse em nota.

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OCB também pede mais recursos para equalização de juros e Seguro Rural

Além das modificações nas taxas de juros e no montante de recursos, a OCB também sugere ampliar a verba para equalização dos juros. Sairiam dos atuais R$ 13,6 bilhões para R$ 21,5 bilhões.

Outro pedido é quanto ao valor destinado ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). De acordo com a OCB, são necessários R$ 3 bilhões para o programa. Recentemente, o ministro Fávaro disse que pretende fazer alterações no Proagro para poder ampliar os recursos do Seguro Rural. O valor utilizado como exemplo pelo ministro foi o mesmo pedido pelas cooperativas.

De acordo com a proposta da OCB, também é preciso aumentar os percentuais de exigibilidades dos recursos obrigatórios de depósitos à vista – de 30% para 34% – e dos recursos captados por meio das Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) – de 50% para 60%. Quanto aos recursos da Poupança Rural, os percentuais se mantêm em 65%, de acordo com a proposta.

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Para o coordenador do Ramo Agro do Sistema OCB, João José Prieto, as sugestões também oferecem “subsídios necessários para atender às demandas das cooperativas brasileiras”. O coordenador nacional do Ramo Agro, Luiz Roberto Baggio, afirmou, em nota, que “os recursos servirão para aumentar a capacidade de produção e diminuir os riscos”.

Fonte: AgroEstadão

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Valor da produção agropecuária atinge R$ 1,4 trilhão em maio

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Mato Grosso manteve a liderança nacional do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) em maio de 2026, com faturamento estimado em R$ 213,5 bilhões, o equivalente a cerca de 15% de toda a produção agropecuária do País, segundo dados da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O desempenho reforça o peso do estado como principal polo do agronegócio brasileiro, puxado sobretudo pela soja e pelo milho.

O resultado estadual ocorre em um cenário de VBP nacional ainda elevado, de R$ 1,4 trilhão, embora com recuo de 4,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. No caso mato-grossense, a liderança se mantém mesmo diante da queda de preços de commodities relevantes no mercado internacional, que impactaram o ritmo de crescimento do indicador em diversas regiões do País.

A força de Mato Grosso no ranking nacional está diretamente associada à concentração de grandes lavouras mecanizadas e à escala de produção de grãos, com destaque para a soja, que segue como principal produto do agronegócio brasileiro em geração de receita, seguida por milho, cana-de-açúcar, café e algodão.

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No recorte estadual, a participação de Mato Grosso reflete também o peso do Centro-Oeste na formação do VBP nacional, região que concentra parte significativa da produção de grãos destinada à exportação. O estado atua como principal origem da soja embarcada para o mercado externo e como um dos maiores fornecedores de milho safrinha do País.

Apesar do desempenho positivo no ranking, o cenário nacional mostra heterogeneidade entre os produtos agropecuários. Enquanto algumas culturas registraram forte retração de preços, como cacau, laranja e arroz, outras apresentaram crescimento, com destaque para batata-inglesa, feijão, mandioca e tomate, segundo o levantamento do Mapa.

Na pecuária, o VBP nacional também apresentou leve queda, influenciado por recuos em segmentos como suínos, frango, ovos e leite, enquanto a bovinocultura registrou avanço e se manteve como principal atividade do setor. Esses movimentos ajudam a explicar a desaceleração do indicador agregado, apesar do patamar ainda elevado de faturamento no campo.

O VBP é calculado mensalmente pelo Ministério da Agricultura com base nas estimativas de produção e nos preços recebidos pelos produtores rurais, funcionando como um termômetro do faturamento bruto gerado dentro das propriedades agrícolas. Os dados de 2026 são preliminares e refletem as informações disponíveis até maio.

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Fonte: Pensar Agro

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