AGRONEGÓCIO

Cooperativas fortalecem parcerias e buscam inovação no exterior

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A intercooperação é um dos pilares fundamentais do cooperativismo, promovendo a troca de experiências, o fortalecimento de parcerias e a viabilização de novos negócios. Essa sinergia é essencial para impulsionar o crescimento sustentável e contínuo do setor. Com esse objetivo, representantes da CCPR e da Agrifirm realizaram uma missão estratégica na Holanda e na Bélgica, onde exploraram instalações inovadoras e trocaram conhecimentos sobre tecnologias e práticas avançadas na produção agropecuária.

Durante a viagem, os profissionais visitaram a moderna “Fábrica do Futuro” da Agrifirm, unidades especializadas em nutrição animal, o laboratório NutriControl, a divisão de coprodutos para nutrição animal Bonda, a rede de lojas agropecuárias Welkoop e a sede global da Agrifirm na Holanda.

A CCPR foi representada por Marcelo Candiotto (presidente), Cesar Lacerda (vice-presidente), Leandro Sampaio (gerente de suprimentos de leite) e Guilherme Vieira (gerente técnico e industrial). Pela Agrifirm, participaram Mariane Pfeifer (diretora técnica), Mateus Teixeira da Costa (gerente nacional de vendas para ruminantes no Brasil e Paraguai) e Filipe Barros (gerente de marketing Latam).

Inovação e tecnologia a serviço do cooperativismo

Marcelo Candiotto, presidente da CCPR, destacou a importância da imersão, enfatizando o alto nível tecnológico das fábricas visitadas. “O que mais chamou atenção foi o grande investimento em automação, que reduz custos com mão de obra e otimiza a eficiência produtiva. Além disso, os equipamentos utilizados são robustos e garantem maior qualidade aos produtos”, ressaltou.

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Entre os exemplos observados, Candiotto mencionou a fábrica da Bonda, que transforma resíduos de alimentos humanos em ração animal, promovendo um modelo de economia circular e sustentável. “Essa abordagem reforça a relevância da inovação para a CCPR”, pontuou.

Rodrigo Miguel, diretor-geral da Agrifirm para a América Latina, reforçou a parceria estratégica entre as cooperativas. “Com o crescimento populacional global previsto para os próximos anos, precisamos de iniciativas que assegurem a produção de alimentos de qualidade. A colaboração entre CCPR e Agrifirm está alinhada a esse propósito”, afirmou.

Visitas estratégicas e novas perspectivas

A agenda incluiu visitas a diversas unidades da Agrifirm. No primeiro dia, a equipe conheceu a fábrica de premix e aditivos Agrifirm Drongen, que se destaca pela integração de inteligência artificial na gestão de suprimentos e automação dos processos produtivos. Segundo Mariane Pfeifer, diretora técnica da Agrifirm, “a planta possui um sistema inovador que otimiza a logística, garantindo a eficiência operacional desde a entrada do pedido até a distribuição”.

No segundo dia, os profissionais visitaram as plantas de Monogástricos e Amino Go, especializadas na produção de aditivos e premix para nutrição animal. Para Mateus Teixeira da Costa, gerente de vendas para ruminantes, essas visitas foram estratégicas. “A experiência nos ajudará a desenvolver produtos ainda mais inovadores e a fortalecer a parceria entre CCPR e Agrifirm, abrangendo desde insumos e suplementos até sucedâneos lácteos para bezerras”, avaliou.

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A programação incluiu ainda visitas à unidade da Bonda e ao laboratório NutriControl, referência em inovação e qualidade. Filipe Barros, gerente de marketing Latam da Agrifirm, ressaltou que o laboratório reforça a presença global da empresa com soluções adaptadas às necessidades dos produtores brasileiros. “Muitas análises realizadas no Brasil são compartilhadas com nosso laboratório na Holanda, que possui tecnologia de ponta para desenvolver soluções personalizadas”, explicou.

No último dia, a comitiva conheceu a loja agropecuária Welkoop, que integra o ecossistema de negócios da Agrifirm, e a sede global da cooperativa na Holanda. Ao final da missão, os representantes reafirmaram o compromisso com a inovação e o crescimento sustentável do agronegócio brasileiro, fortalecendo a intercooperação como ferramenta essencial para o desenvolvimento do setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Certificação RTRS impulsiona soja sustentável e rastreabilidade no Grupo Bom Jesus em parceria com a Bunge

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A certificação de soja responsável ganha cada vez mais relevância no agronegócio brasileiro diante da crescente demanda global por cadeias produtivas rastreáveis, transparentes e alinhadas às boas práticas socioambientais. Nesse cenário, o Grupo Bom Jesus e a Bunge fortalecem sua atuação conjunta dentro da agenda de sustentabilidade e agricultura regenerativa.

O destaque do programa é o Núcleo Piúva, localizado em Nova Mutum (MT), que integra o projeto piloto de Sistema de Incentivos Regenerativos (RIS) da Round Table on Responsible Soy (RTRS), voltado à mensuração e desenvolvimento de indicadores de agricultura regenerativa.

Núcleo Piúva produz soja certificada RTRS e amplia rastreabilidade

Com cerca de 5 mil hectares, o Núcleo Piúva registrou na safra 2025/2026 a produção de 19.611 toneladas de soja certificada RTRS, comercializadas para a Bunge. A unidade também adota rotação de culturas na safrinha, incluindo algodão, milho, braquiária e crotalária, fortalecendo práticas de manejo sustentável no sistema produtivo.

Além da unidade em destaque, o Grupo Bom Jesus já soma mais de 50 mil hectares certificados no padrão RTRS, distribuídos em cinco fazendas. A certificação integra um conjunto mais amplo de iniciativas de sustentabilidade adotadas pelo grupo.

Segundo a gerente de Sustentabilidade do Grupo Bom Jesus, Bianca Novais Cumpian, o processo de certificação evoluiu de forma gradual e estruturada ao longo dos últimos anos, ampliando a governança ambiental da empresa.

Certificação fortalece gestão, padronização e controle operacional

De acordo com a executiva, a certificação RTRS não apenas amplia o acesso a mercados, mas também fortalece a gestão interna das propriedades rurais.

O processo contribuiu para maior formalização, rastreabilidade e padronização das operações, além de aprimorar sistemas de controle e monitoramento já existentes na empresa.

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A cultura organizacional também foi impactada positivamente, com maior engajamento das equipes e fortalecimento do alinhamento interno sobre práticas sustentáveis.

“Muitas práticas já faziam parte da rotina operacional, e a certificação ajudou a organizar e reconhecer esse trabalho”, destacou Bianca.

Práticas sustentáveis incluem tecnologia, solo e energia renovável

Entre as principais práticas adotadas pelo Grupo Bom Jesus estão o sistema de mínima mobilização do solo, fixação biológica de nitrogênio, agricultura de precisão, uso de insumos biológicos e monitoramento digital das lavouras.

Outro destaque é o uso de energia 100% renovável contratada no mercado, além da realização de inventário anual de emissões de gases de efeito estufa, com segregação por unidade produtiva.

A fazenda também mantém mais de 5 mil hectares destinados à conservação ambiental, reforçando o compromisso com a preservação da vegetação nativa.

Parceria com Bunge conecta produção sustentável e mercado global

A participação no projeto de agricultura regenerativa foi impulsionada pela parceria entre o Grupo Bom Jesus e a Bunge, alinhada à estratégia de fortalecimento de cadeias produtivas de baixo carbono.

A iniciativa conecta produtores rurais a ferramentas digitais, assistência técnica, tecnologias de agricultura de precisão e apoio ao uso de insumos sustentáveis, promovendo ganhos ambientais e econômicos.

Segundo a diretora de Sustentabilidade da Bunge, Pamela Moreira, o avanço da agricultura regenerativa depende de uma atuação conjunta entre diferentes elos da cadeia produtiva.

A proposta busca atender tanto às metas de redução de emissões das empresas quanto às exigências crescentes dos mercados consumidores por matérias-primas sustentáveis.

Agricultura regenerativa amplia eficiência e valor na produção de soja

Além da sustentabilidade ambiental, o programa também busca gerar benefícios produtivos, como aumento de produtividade, redução de custos e maior resiliência dos sistemas agrícolas frente às mudanças climáticas.

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A adoção de práticas regenerativas contribui ainda para melhorar a saúde do solo e ampliar o potencial de geração de valor no campo, criando novas oportunidades para o produtor rural.

RTRS revisa indicadores e integra métricas regenerativas

O Núcleo Piúva e a Bunge também tiveram participação ativa no processo de revisão dos indicadores do projeto piloto de agricultura regenerativa da RTRS.

Segundo a consultora externa da associação, Helen Estima Lazzari, a contribuição da propriedade foi essencial para reforçar a importância dos indicadores já existentes no padrão RTRS, além de apoiar a evolução das métricas regenerativas.

A iniciativa buscou aprimorar a forma de mensurar avanços sustentáveis no campo, garantindo que a avaliação considere não apenas novas práticas, mas também a evolução contínua dos produtores certificados.

“A experiência contribui para desenvolver indicadores mais consistentes e aplicáveis à realidade do setor produtivo”, destacou a gerente global de padrões e assurance da RTRS, Ana Laura Andreani.

Integração entre certificação e agricultura regenerativa ganha força

A integração entre certificação RTRS e agricultura regenerativa representa um avanço na consolidação de modelos produtivos mais sustentáveis e rastreáveis no agronegócio brasileiro.

A experiência do Grupo Bom Jesus reforça o papel das propriedades rurais na construção de sistemas agrícolas de baixo carbono, alinhados às exigências do mercado internacional e às metas globais de sustentabilidade.

O movimento indica uma tendência crescente de valorização da soja certificada e da adoção de práticas regenerativas como diferencial competitivo no setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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