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Cooperativa Vinícola Aurora conclui safra 2024 com 50,3 milhões de quilos de uva

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A safra 2024 encerrou na última semana na Cooperativa Vinícola Aurora, com o recebimento de 50,3 milhões de quilos de uva. O volume é 28,6% inferior à 2023, quando foram colhidos 70,5 milhões de quilos. Em comparação à média dos últimos 10 anos, a redução foi de 22,14%. A menor quantidade registrada tem relação com o fenômeno climático El Niño, que influenciou em todos os ciclos da videira.

O gerente Agrícola da Cooperativa Vinícola Aurora, Maurício Bonafé, explica que castas como a Chardonnay e a Riesling Itálico, destinadas para espumantes, e as uvas americanas e híbridas, como BRS Magna, BRS Violeta, Concord e Bordô, utilizadas na elaboração do suco de uva integral, apresentaram as características ideais para os produtos que são elaborados pela empresa. O baixo índice de chuvas de fevereiro acabou beneficiando a boa qualidade de variedades tintas, como Merlot, Cabernet Franc e Tannat, que são colhidas entre o segundo e o terceiro mês do ano.

“As uvas brancas viníferas para espumantes tiveram ótima acidez e bom grau de açúcar. As viníferas tintas colhidas neste ano se mostraram ideais para a elaboração de vinhos jovens e mais leves, para serem consumidos frescos. Já as uvas americanas e híbridas, que representam cerca de 70% do volume colhido pela cooperativa, estavam com boa graduação de açúcar e sanidade, o que mantém as características do suco de uva integral da Aurora”, resume.

O volume colhido é fruto do trabalho de 1,1 mil famílias, que produzem 56 variedades de uvas em pequenas propriedades com média de 2,5 hectares. Somados, são 2,8 mil hectares de vinhedos em 11 munícipios da Serra Gaúcha. Toda a safra dos cooperados é entregue à Aurora, representando, historicamente, de 10% a 15% do total da safra gaúcha.

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Safra de desafios e transformações

A vindima 2024 é um marco na história da Cooperativa Vinícola Aurora, com a superação de desafios que foram além das condições climáticas. Um dos objetivos deste ano, o aumento da colheita das uvas com o auxílio de bins – caixas com capacidade para até 500 quilos, em substituição às caixas de 20 quilos – foi superado, saindo de 78% em 2023 para 87% do total do volume recebido em 2024. O principal benefício do uso do equipamento, transportado por meio de trator e empilhadeira, é a saúde e o bem-estar dos viticultores, tanto associados como os trabalhadores temporários.

A safra também coroou as ações realizadas ao longo de 2023 para a adequação de todos os 1,1 mil cooperados quanto à legislação trabalhista. Através do programa Boas Práticas Agrícolas (BPA), os associados receberam orientação e auxílio para que estivessem aptos a realizar as contratações com carteira assinada. Também foram instruídos quanto às condições de alojamentos, uso de EPIs, e outras iniciativas que garantiram a todos condições de trabalho decente.

Cerca de 60 cooperados foram fiscalizados por auditores do Ministério Público do Trabalho e outros 61 vistoriados por auditoria externa contratada pela Aurora.

O presidente do Conselho de Administração da Cooperativa Vinícola Aurora, Renê Tonello, destaca que todos produtores fiscalizados estavam de acordo com as normas trabalhistas. Ele informa que algumas melhorias foram propostas, baseadas no diálogo e amparados nos programas desenvolvidos e aprimorados ao longo do ano para que todos estivessem adequados em tempo hábil.

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“Podemos afirmar que tivemos uma safra sem sobressaltos. Importante dizer que estas ações realizadas pela cooperativa serão permanentes e melhoradas a cada ano para garantir as condições de trabalho digno e decente a todos que fazem parte da cadeia produtiva”, assegura o presidente.

Tonello acrescenta que a aceleração de medidas que incluem as áreas de compliance e ESG no âmbito interno da cooperativa garantem a perenidade do trabalho voltado às boas práticas agrícolas e trabalhistas.

O presidente, que é viticultor e divide os afazeres da cooperativa com a própria produção de uvas para suco de uva, informa que neste ano ocorreu uma utilização maior de mão de obra através da troca de dias entre vizinhos para a colheita, algo que é permitido pela legislação e que está amparado em dois pilares do cooperativismo: a intercooperação e o interesse pela comunidade.

“Acabou incentivando a ajuda mútua e até mesmo resgatando uma prática que era mais utilizada no passado, com as famílias de vizinhos fortalecendo vínculos, todos com o mesmo objetivo, de realizar uma colheita segura, no tempo adequado e que todos pudessem entregar a uva da melhor forma possível”, enalteceu Tonello.

A colheita da Aurora nos últimos anos*
  • 2014 – 57 milhões
  • 2015 – 65,5 milhões
  • 2016 – 33,6 milhões
  • 2017 – 71,5 milhões
  • 2018 – 61,8 milhões
  • 2019 – 68,2 milhões
  • 2020 – 61,9 milhões
  • 2021 – 90 milhões
  • 2022 – 66 milhões
  • 2023 – 70,5 milhões
  • 2024 – 50,3 milhões
* (quilos de uva)

Fonte: MCom Comunicação

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cuiabá está entre as dez capitais com melhor qualidade de vida do Brasil, aponta IPS 2026

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Cuiabá ficou entre as dez capitais brasileiras mais bem colocadas no Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026, divulgado nesta quarta-feira (20). A capital mato-grossense ocupa a décima posição no ranking nacional e lidera o cenário estadual, em um levantamento que avalia a qualidade de vida da população com base em indicadores sociais e ambientais.

O estudo analisa os 5.570 municípios brasileiros a partir de 57 indicadores distribuídos em três grandes dimensões: Necessidades Humanas Básicas, Fundamentos do Bem-estar e Oportunidades. O objetivo é medir o acesso da população a condições essenciais para viver bem, para além de indicadores econômicos, como o Produto Interno Bruto (PIB).

No ranking das capitais, Cuiabá ficou atrás de cidades como Curitiba, Brasília e São Paulo, mas se destacou pelos resultados em áreas ligadas ao atendimento de necessidades básicas e aos fundamentos do bem-estar.

O desempenho evidencia a diferença entre os grandes centros urbanos e municípios mais isolados do país, onde o acesso a serviços públicos e infraestrutura ainda apresenta maiores desafios.

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O IPS Brasil 2026 aponta média nacional de 63,40 pontos em uma escala de 0 a 100, registrando uma evolução discreta em relação ao ano anterior. A metodologia do índice considera 12 componentes para compor a avaliação dos municípios, são eles:

  • Nutrição e Cuidados Médicos Básicos
  • Água e Saneamento
  • Moradia
  • Segurança Pessoal
  • Acesso ao Conhecimento Básico
  • Acesso à Informação e Comunicação
  • Saúde e Bem-Estar
  • Qualidade do Meio Ambiente
  • Direitos Individuais
  • Liberdades Individuais e de Escolha
  • Inclusão Social
  • Acesso à Educação Superior

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, destacou que o reconhecimento no IPS Brasil 2026 reforça o potencial da capital mato-grossense em crescer de forma equilibrada, aliando desenvolvimento econômico, preservação ambiental e qualidade de vida. O prefeito citou que a capital é agraciada com mais de 300 nascentes e que precisa de ações para o futura da cidade. Abilio também ressaltou que Cuiabá se consolida como a capital do agronegócio, dos serviços e do comércio, com geração de empregos e carência de mão de obra em diversos setores, cenário que demonstra a força da economia local.

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“Cuiabá vive um novo momento. Queremos uma capital viva, que preserve sua cultura, sua história e suas tradições, mas que também acompanhe o desenvolvimento, atraia investimentos, gere oportunidades e ofereça qualidade de vida para quem vive aqui”, afirmou.

Confira abaixo o ranking de pontuações das capitais no IPS Brasil 2026:

  1. Curitiba (PR): 71,29
  2. Brasília (DF): 70,73
  3. São Paulo (SP): 70,64
  4. Campo Grande (MS): 69,77
  5. Belo Horizonte (MG): 69,66
  6. Goiânia (GO): 69,47
  7. Palmas (TO): 68,91
  8. Florianópolis (SC): 68,73
  9. João Pessoa (PB): 67,73
  10. Cuiabá (MT): 67,22

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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