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Cooperados da Castrolanda Investem no Tocantins com a Criação do Condomínio Tiê

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A expansão da Castrolanda para o estado do Tocantins, com a construção de um entreposto para recebimento de grãos, despertou o interesse de seus cooperados em adquirir terras na região do Cerrado. A parceria com uma assessoria financeira e a colaboração com a equipe de planejamento estratégico da cooperativa resultaram na aquisição de uma fazenda de aproximadamente 2 mil hectares, localizada na região de Palmeirante, cerca de 80 quilômetros do futuro entreposto. A fazenda recebeu o nome de Condomínio Tiê.

Em 2023, Claudio Kapp Junior, da Terra Capital Fazendas e Finanças, foi convidado pela Castrolanda para mapear o fluxo de caixa e o potencial financeiro dos cooperados interessados em investir no Tocantins. Ele foi responsável por estruturar uma governança que possibilitasse a participação coletiva dos produtores no projeto. “Identificamos o potencial de investimento dos cooperados para 2024 e, com base nesse mapeamento, prospectamos fazendas dentro do raio de 80 quilômetros do entreposto. Inicialmente, avaliamos mais de 40 propriedades no estado, filtradas por critérios financeiros. Após essa seleção, restaram cinco áreas com as melhores condições e prazos de aquisição”, explica Kapp.

Plano de Negócios e Parceria

Com a intenção de envolver mais cooperados no projeto, foi elaborado um plano de negócios que foi apresentado aos produtores em um evento realizado no ano passado. A iniciativa atraiu mais investidores, mas ainda faltava um aporte final para consolidar a operação. A Castrolanda, com o objetivo de apoiar os cooperados, entrou como uma das investidoras, completando o capital necessário para o sucesso do projeto. “A participação da cooperativa foi fundamental, pois o grupo formado por pequenos, médios e grandes produtores reflete a essência da cooperativa”, destaca Kapp.

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Aquisição e Desenvolvimento do Projeto

A negociação da fazenda se arrastou por cerca de seis meses, sendo concluída no final de 2024. Os cooperados acreditaram no potencial do projeto e apostaram na expansão da Castrolanda para o Tocantins. O objetivo é que todos os envolvidos contribuam com seu conhecimento técnico, criando um ambiente colaborativo onde a aprendizagem será coletiva. “Sozinho, seria necessário um grande capital, mas com o espírito cooperativo, conseguimos um modelo sustentável de investimento”, afirma Kapp.

Vitor de Almeida Fonseca, gerente de Estratégia e Comunicação da Castrolanda, destaca que, embora a cooperativa não tenha o hábito de participar de condomínios, o movimento de expansão para o Tocantins exigiu uma abordagem diferenciada. “Percebemos que a composição de sócios engajados e complementares precisava apenas de um reforço para consolidar o negócio. Estamos abertos a discutir novas possibilidades, mas a entrada da Castrolanda será avaliada caso a caso”, aponta Fonseca.

Condomínio Tiê e Governança Operacional

A propriedade adquirida pelos cooperados recebeu o nome de Condomínio Tiê, inspirado na ave que migra do sul para o norte, simbolizando a mudança e a adaptação ao novo ambiente. O grupo é composto por dez famílias de cooperados, que elegeram um representante para ser o gerente operacional do projeto, já residente na fazenda. “O condomínio funcionará como uma empresa, com a produção sendo gerida e os lucros sendo decididos em assembleias ou reinvestidos”, explica Kapp. Ele acredita que, na safra 2024/2025, será possível estabelecer uma cobertura de solo e iniciar o plantio na safra 2025/2026.

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Apoio Técnico e Segurança para os Cooperados

Hebert Krupnishi de Lima, supervisor técnico da Castrolanda, reforça que, além do apoio financeiro e estratégico, a cooperativa fornecerá assistência técnica contínua aos cooperados no Tocantins. “A Castrolanda orienta no processo de abertura de áreas e conversão de pastagens e vegetação nativa para lavouras, além de garantir o fornecimento de insumos, defensivos, fertilizantes e sementes”, assegura Lima. Mesmo antes da construção do entreposto, a cooperativa se compromete a atender as necessidades dos cooperados, oferecendo suporte técnico e logístico para o sucesso do projeto.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Dependência de fertilizantes importados expõe vulnerabilidade estratégica do agronegócio brasileiro

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Apesar de ocupar posição de destaque entre os maiores produtores de alimentos do mundo, o Brasil ainda enfrenta um desafio estratégico que preocupa especialistas e agentes do setor: a elevada dependência de fertilizantes importados.

Dados da AMR Business Intelligence mostram que a produção nacional foi responsável por suprir apenas 10,7% da demanda interna de fertilizantes em 2025. O cenário evidencia a distância entre a relevância do agronegócio brasileiro no abastecimento global e sua capacidade de produzir os insumos essenciais para sustentar a produtividade no campo.

A situação ganha ainda mais relevância diante da crescente demanda mundial por alimentos e da importância do Brasil como um dos principais fornecedores agrícolas do planeta.

Brasil alimenta o mundo, mas depende de insumos externos

Nas últimas décadas, o país passou por uma profunda transformação no setor agropecuário. De importador de alimentos, tornou-se uma potência agrícola capaz de abastecer mercados em todos os continentes.

Segundo estimativas da Embrapa, a produção brasileira de alimentos contribui para alimentar mais de 800 milhões de pessoas em todo o mundo. No entanto, essa força produtiva continua fortemente dependente do fornecimento externo de fertilizantes para manter elevados níveis de produtividade.

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Essa dependência representa um desafio para a segurança produtiva do setor, especialmente em momentos de instabilidade econômica ou geopolítica internacional.

Nitrogenados e potássicos concentram maior dependência

Os números revelam uma situação ainda mais crítica em alguns segmentos do mercado de fertilizantes.

Em 2025, a produção nacional foi suficiente para atender apenas:

  • 3,1% da demanda brasileira por fertilizantes nitrogenados;
  • 2,9% do consumo de fertilizantes potássicos;
  • 30,5% da demanda por fertilizantes fosfatados.

Os dados demonstram que o Brasil continua altamente dependente das importações, principalmente em produtos estratégicos para culturas como soja, milho, algodão, cana-de-açúcar e café.

Geopolítica e logística ampliam riscos para o setor

A forte dependência externa torna o agronegócio brasileiro mais vulnerável a fatores que fogem do controle da cadeia produtiva nacional.

Conflitos geopolíticos, sanções econômicas, restrições comerciais, alterações cambiais e problemas logísticos internacionais podem comprometer o abastecimento de fertilizantes e elevar significativamente os custos de produção.

Nos últimos anos, episódios envolvendo grandes exportadores globais de nutrientes agrícolas evidenciaram como interrupções no comércio internacional podem gerar impactos imediatos nos preços e na disponibilidade dos insumos.

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Para um setor que responde por parcela significativa do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e das exportações do país, a previsibilidade no fornecimento desses produtos tornou-se uma questão estratégica.

Segurança de insumos é desafio para a competitividade do agro

Especialistas apontam que ampliar a produção nacional de fertilizantes é um dos caminhos para reduzir a vulnerabilidade do setor e fortalecer a segurança produtiva do agronegócio.

Além de diminuir a exposição a crises internacionais, o aumento da autonomia na produção de nutrientes pode contribuir para maior estabilidade de custos, melhor planejamento das safras e expansão sustentável da produção agrícola.

Em um cenário de crescimento contínuo da demanda mundial por alimentos, garantir o acesso seguro e competitivo aos fertilizantes será cada vez mais determinante para preservar a liderança do Brasil no mercado global e sustentar os avanços do agronegócio nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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