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Cooperação entre ABCZ e países latino-americanos vai auxiliar no desenvolvimento da pecuária leiteira

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Com o propósito de contribuir para o fortalecimento da pecuária leiteira em toda a América Latina, a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) participou do ‘Encuentro Latinoamericano de Productores de Razas Lecheras y sus Cruces para una Producción Sostenible’, realizado no Panamá, até este sábado (02/03). O evento, que foi promovido pela Asociación de Productores de Ganado Lechero de Panamá (Aprogalpa), reuniu mais de 150 produtores de leite e técnicos do setor.

Durante a programação, a Gerente do Programa de Melhoramento Genético de Zebuínos da ABCZ (PMGZ Leite Max), Mariana Alencar, ministrou palestra sobre a importância do controle leiteiro e dos dados fenotípicos na produção leiteira. “A participação da ABCZ em eventos como este, envolvendo países tão promissores na pecuária leiteira, reafirma a importância do legado da ABCZ para o desenvolvimento socioeconômico mundial, já que o aumento de produtividade advém de um recurso genético adaptado e selecionado. Me impressiona a busca de conhecimento desses produtores e como a genética zebuína tem impactado positivamente no trabalho deles”, destaca Mariana Alencar.

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Na oportunidade, a ABCZ assinou uma carta de intenção com a Aprogalpa para oferecer suporte em treinamentos técnicos voltados para o controle leiteiro em rebanhos Gir, Guzerá, Sindi e seus cruzamentos. “Este é um processo fundamental para o progresso genético de rebanhos leiteiros, contribuindo para uma produção cada vez mais eficiente, rentável e sustentável”, enfatiza o presidente da ABCZ, Gabriel Garcia Cid.

Participaram da assinatura o presidente da Aprogalpa, Venancio Gonzaléz Pinzón, o diretor da Federação Internacional de Criadores de Zebu (Ficebu), Ivan Ledic, e a diretora da Aprogalpa, Geovana Lezcano. Autoridades como o vice-ministro de Agricultura e Pecuária do Panamá também estiveram presentes.

Além do compromisso firmado, a ABCZ e a Ficebu, através de seu vice-presidente, Yamil Nacif, convidaram os participantes para o COMCEBU Brasil, Congresso Internacional de Criadores de Zebu, que acontecerá no Parque Fernando Costa, em Uberaba (MG), durante a 89ª ExpoZebu.

O evento no Panamá contou ainda com participações dos associados da ABCZ, Eduardo Falcão de Carvalho e Jonadan Má, do presidente da Girolando, Domício Arruda, e da pesquisadora da Embrapa Cerrados, Giovana Maciel.

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“Para nós, é uma honra poder contribuir com estes países. Com nosso longo trabalho de melhoramento genético das raças zebuínas leiteiras no Brasil, nos tornamos referência e passamos a disponibilizar o melhor Zebu leiteiro para produtores desta cadeia”, ressalta Mariana Alencar.

Fonte: ABCZ

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do Rio Grande do Sul somam US$ 4,4 bilhões no 1º trimestre de 2026, com destaque para carnes

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As exportações do Rio Grande do Sul totalizaram US$ 4,4 bilhões no primeiro trimestre de 2026. Em termos nominais, o resultado representa o quarto maior valor da série histórica iniciada em 1997, evidenciando a relevância do estado no comércio exterior brasileiro.

Carnes impulsionam desempenho da pauta exportadora

Entre os principais produtos exportados, o destaque ficou para o segmento de proteínas animais e animais vivos.

As exportações de carne suína registraram crescimento expressivo de 49,6%, com incremento de US$ 75,8 milhões. Também apresentaram avanço:

  • Vendas de bovinos e bubalinos vivos: alta de US$ 57,2 milhões;
  • Carne bovina: aumento de US$ 33,7 milhões.

O desempenho positivo desses produtos contribuiu para amenizar as perdas em outros segmentos relevantes da pauta exportadora.

Exportações caem em relação a 2025

Na comparação com o mesmo período de 2025, o valor total exportado pelo estado apresentou retração de 7,5%, o equivalente a uma queda de US$ 357,4 milhões.

O recuo foi influenciado principalmente pela redução nas vendas de produtos estratégicos:

  • Soja em grão: queda de 77,0% (-US$ 188,3 milhões);
  • Fumo não manufaturado: retração de US$ 172,9 milhões;
  • Celulose: recuo de US$ 68,1 milhões;
  • Polímeros de etileno: diminuição de US$ 45,5 milhões.
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Estado mantém posição no ranking nacional

Apesar da retração no valor exportado, o Rio Grande do Sul manteve a sétima colocação entre os principais estados exportadores do país.

O estado ficou atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará e Paraná. No entanto, houve redução na participação relativa, que passou de 6,2% para 5,3% no período analisado.

Diversificação de destinos marca exportações gaúchas

No primeiro trimestre de 2026, o Rio Grande do Sul exportou para 169 destinos, reforçando a diversificação de mercados.

Os principais compradores foram:

  • União Europeia: 12,2% das exportações;
  • China: 9,2%;
  • Estados Unidos: 7,3%.

Entre os parceiros comerciais, a China apresentou a maior queda em termos absolutos, com retração de US$ 301,6 milhões, impactada pela redução nas compras de soja e fumo.

Os Estados Unidos também registraram recuo relevante (-US$ 148,7 milhões), influenciado principalmente pelos setores florestal e de armas e munições.

Egito e Filipinas ganham destaque nas compras

Em contrapartida, alguns mercados ampliaram significativamente suas importações de produtos gaúchos.

Destacam-se:

  • Egito: aumento de US$ 105,1 milhões;
  • Filipinas: alta de US$ 104,5 milhões.
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O crescimento foi impulsionado principalmente pelas vendas de cereais e carnes.

Cenário internacional pressiona comércio exterior

O desempenho das exportações do estado ocorre em meio a um ambiente global de incertezas.

As vendas para o Irã, que representaram 1,8% do total exportado, recuaram 5,5% no período, refletindo impactos de sanções econômicas e restrições financeiras que historicamente afetam as relações comerciais com o país.

No caso dos Estados Unidos, a queda de 31,9% nas exportações foi superior à média geral do estado. O resultado está ligado, entre outros fatores, ao desempenho do setor de armas e munições, sensível a mudanças regulatórias e tarifárias.

Perspectivas indicam cenário desafiador

Apesar do bom desempenho de segmentos como o de carnes, a retração em produtos-chave como soja e celulose evidencia os desafios enfrentados pelo estado no comércio internacional.

O cenário para os próximos meses seguirá condicionado à demanda global, às condições de mercado e ao ambiente geopolítico, fatores que devem continuar influenciando o desempenho das exportações gaúchas ao longo de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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