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Controle de Verminoses no Período Periparto Melhora a Produção Leiteira

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As verminoses gastrointestinais são um desafio significativo para a pecuária leiteira, impactando a saúde, o bem-estar e a produtividade das vacas. As infecções por vermes redondos gastrointestinais podem causar anemia, diarreia, perda de apetite, perda de peso e fraqueza. No entanto, essas manifestações clínicas não são comuns em bovinos adultos, sendo mais frequentes as infecções subclínicas, que comprometem a nutrição dos animais e reduzem a eficiência alimentar, afetando negativamente a produção de leite. As perdas geradas pelos vermes resultam em prejuízos econômicos e produtivos para os pecuaristas.

O impacto das verminoses é ainda mais crítico no período do periparto, quando ocorre uma imunossupressão natural nas fêmeas, entre 8 a 6 semanas antes e 6 a 8 semanas após o parto. Nessa fase, os efeitos negativos das verminoses podem se agravar, prejudicando a ingestão de alimentos e agravando o Balanço Energético Negativo (BEN), comum nesse período. Isso resulta em prejuízos na produção de colostro e leite na lactação seguinte, além de comprometer a eficiência reprodutiva pós-parto.

Um estudo realizado na Região Sul de Minas Gerais avaliou o efeito da administração de uma dose injetável de Eprecis® (eprinomectina) na produção de leite de vacas naturalmente infectadas por nematódeos gastrointestinais durante o periparto. Foram selecionadas 192 vacas saudáveis e prenhes de cinco rebanhos diferentes, que não haviam sido tratadas com endectocidas nos últimos 120 dias ou com anti-helmínticos específicos nos últimos 60 dias. As vacas foram divididas em dois grupos: um tratado com eprinomectina e outro que recebeu placebo. Cada grupo contou com 96 animais.

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Os tratamentos foram administrados entre 7 dias antes e 7 dias após o parto. Amostras de fezes foram coletadas semanalmente desde 8 semanas antes até a 7ª semana pós-parto para a contagem de Ovos de Vermes por Grama de Fezes (OPGF). A produção diária de leite foi medida semanalmente até a 7ª semana pós-parto.

Os resultados mostraram uma diferença significativa (P<0,05) nas contagens médias de OPG entre os dois grupos nas primeiras semanas após o parto, sendo menores no grupo tratado com Eprecis® (P<0,05). A produção de leite também foi influenciada pelo tratamento, com vacas do grupo Eprecis® produzindo uma média diária de 20,6 kg de leite versus 19,4 kg no grupo controle (P=0,0002), resultando em um incremento médio de 1,2 kg de leite por dia.

Rafael Queiroz, médico veterinário e gerente de produtos da Linha Leite da Ceva Saúde Animal, destaca a importância desses resultados: “O controle eficaz de nematódeos gastrointestinais melhora significativamente a saúde dos animais e a produtividade leiteira, contribuindo para uma produção mais eficiente e sustentável, com menor necessidade de tratamentos frequentes e redução de custos.”

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O controle eficaz de parasitas no periparto é fundamental para assegurar a saúde dos animais e a produtividade leiteira. Uma abordagem integrada, combinando tratamentos antiparasitários, nutrição adequada e monitoramento contínuo, é essencial para minimizar os impactos das parasitoses, melhorando os resultados sanitários e econômicos das propriedades leiteiras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produtos bovinos brasileiros podem ganhar mais espaço no mercado japonês

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Estabelecimentos brasileiros registrados no Serviço de Inspeção Federal (SIF) que produzem produtos bovinos processados têm até as 18h desta segunda-feira (31.08) para manifestar interesse em participar da auditoria sanitária que o Japão realizará no Brasil e que poderá ampliar o acesso de produtos bovinos processados ao mercado japonês. A iniciativa ocorre em meio ao esforço brasileiro para aumentar a presença da pecuária nacional em um dos mercados de carne mais exigentes e valorizados do mundo.

A chamada foi aberta pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para identificar estabelecimentos interessados e preparados para receber a missão japonesa. O trabalho será conduzido pelas autoridades sanitárias do Japão e deverá avaliar as condições brasileiras de produção e processamento.

A lista inclui produtos como carne bovina desidratada, conhecida internacionalmente como beef jerky, envoltórios bovinos submetidos a tratamento térmico e o chamado Prime Beef, produto elaborado a partir de colágeno bovino e extrato de carne.

O objetivo da auditoria é revisar o Programa de Verificação de Exportação (EVP, na sigla em inglês), conjunto de procedimentos que estabelece as condições que os estabelecimentos brasileiros precisam cumprir para vender determinados produtos ao Japão.

Na prática, uma avaliação favorável poderá permitir a inclusão de novos produtos e estabelecimentos brasileiros no comércio com o país asiático.

O prazo desta segunda-feira não significa, portanto, abertura automática do mercado. Ele representa uma etapa preparatória para a auditoria e para a negociação sanitária necessária antes da autorização das exportações.

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A movimentação ganha importância porque o Japão é fortemente dependente da importação de alimentos. Cerca de 60% das calorias consumidas pela população japonesa têm origem externa, ao mesmo tempo em que o país mantém padrões sanitários rigorosos para entrada de produtos agropecuários.

Na carne bovina, aproximadamente 70% do consumo japonês é abastecido por importações. Austrália e Estados Unidos estão entre os principais fornecedores, enquanto o Brasil ainda busca ampliar sua participação nesse mercado.

A abertura para a carne bovina brasileira in natura é uma negociação separada e muito mais ampla, que se arrasta há mais de duas décadas. Brasil e Japão decidiram acelerar as discussões e estabeleceram a realização de inspeções técnicas como uma das etapas necessárias para avançar na avaliação de risco.

Por isso, embora a auditoria relacionada ao prazo de segunda-feira seja destinada a produtos processados, o movimento ocorre dentro de uma aproximação sanitária e comercial mais abrangente entre os dois países.

Para a pecuária brasileira, conquistar espaço no Japão teria importância que vai além do volume vendido. O país asiático é considerado um mercado de elevado valor agregado e possui exigências sanitárias capazes de funcionar como referência para outros compradores.

A diversificação também ganhou importância neste segundo semestre. As exportações brasileiras de carne bovina chegaram a 1,97 milhão de toneladas entre janeiro e julho, crescimento de 9,9% em relação ao mesmo período do ano passado, mas o setor enfrenta mudanças nas condições de acesso a alguns de seus principais destinos.

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Nesse cenário, ampliar o número de compradores reduz a dependência de poucos mercados e aumenta as alternativas comerciais dos frigoríficos. O efeito pode chegar ao pecuarista por meio de maior disputa pela matéria-prima e da valorização de animais que atendam às exigências dos destinos mais remuneradores.

A abertura de um mercado, entretanto, não termina com a autorização sanitária. Frigoríficos precisam cumprir requisitos específicos de produção, processamento, rastreabilidade e certificação para serem habilitados a exportar.

É justamente esse processo que começa agora para os produtos incluídos na chamada. Os estabelecimentos interessados devem encaminhar a documentação por meio do Serviço de Inspeção Federal (SIF) e do respectivo Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sipoa), para que a manifestação chegue ao Mapa dentro do prazo.

Manifestações apresentadas depois das 18h desta segunda-feira não serão consideradas.

A auditoria japonesa será o passo seguinte. Se o resultado permitir a revisão das regras atuais, o Brasil poderá acrescentar novos produtos bovinos à pauta de exportações para o Japão enquanto continua negociando o objetivo de maior peso econômico para a pecuária nacional: a abertura do mercado japonês à carne bovina brasileira in natura.

Fonte: Pensar Agro

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