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Controle de Salmonella se torna prioridade estratégica na produção animal

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A Fundação de Apoio à Ciência e Tecnologia Animal (FACTA) realizará nos dias 18 e 19 de março de 2026, em Toledo (PR), o simpósio “Salmonella: o desafio invisível – Estratégias multiespécies para um futuro alimentar seguro”. O evento reunirá especialistas e representantes da cadeia de produção animal para debater estratégias de prevenção, controle sanitário e gestão voltadas à segurança alimentar.

Programação destaca controle da Salmonella em diferentes espécies

O simpósio abordará o controle da Salmonella em aves, suínos e peixes, trazendo discussões sobre:

  • Biosseguridade e monitoramento sanitário
  • Gestão de riscos e programas de controle
  • Exigências de mercados nacionais e internacionais
  • Práticas adotadas por produtores e indústria para garantir conformidade com padrões sanitários rigorosos

As atividades incluirão palestras, painéis e debates sobre como fortalecer os programas de prevenção e melhorar a rastreabilidade da produção animal.

Especialista da Seara analisa exigências de mercado

Entre os destaques, o especialista corporativo de Saúde Animal da Seara, Paulo Roberto Pelissaro, fará uma palestra sobre requisitos de mercado relacionados ao controle de Salmonella.

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Segundo Pelissaro, a apresentação abordará:

  • Conceitos fundamentais sobre o controle da bactéria
  • Cuidados ao longo da cadeia de produção
  • Principais pontos de monitoramento e controle nos processos produtivos
  • Ocorrências mais frequentes identificadas em auditorias sanitárias
  • Métodos de gestão de resultados obtidos em programas de acompanhamento

Além disso, ele discutirá a estruturação de comitês de avaliação de resultados, estratégias para interpretar dados de monitoramento e diretrizes da indústria para atender a mercados com padrões sanitários mais rigorosos.

Inscrições e informações

O simpósio é aberto a profissionais da produção animal, gestores de qualidade e especialistas em saúde animal. As inscrições podem ser feitas no site oficial da FACTA.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

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O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
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Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

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A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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