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Controle de salmonela em suínos: o papel da alimentação

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Mara Costa, gerente de serviços técnicos para suínos da Kemin, destaca a importância de abordar tanto as granjas quanto as fábricas de ração no controle da salmonela. “É fundamental envolver todos os elos da cadeia de produção, pois estudos indicam que cerca de 80% das carcaças positivas para salmonela têm origem nas granjas, e a ração é uma fonte crucial de contaminação para os suínos”, acrescenta.

A doença pode causar sintomas como enterite aguda, enterite crônica e até mesmo septicemia com elevadas taxas de mortalidade nos suínos afetados. Além disso, mesmo animais assintomáticos podem excretar a bactéria e contribuir para sua disseminação. A sobrevivência da salmonela no ambiente é longa, podendo durar meses, e a transmissão ocorre principalmente através das fezes contaminadas.

Para combater essa ameaça, a Kemin tem investido em soluções que vão além do simples tratamento com antimicrobianos. “Nosso foco está em práticas de controle que começam nas fábricas de ração e se estendem até a granja, incluindo cuidados com a saúde dos suínos desde a fase de maternidade até a fase final”, explica Mara.

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Nesse sentido, o uso de aditivos alimentares tem se destacado como uma estratégia eficaz no controle da Salmonella spp. Pesquisas indicam que a combinação de ácidos orgânicos e óleos essenciais têm apresentado os melhores resultados. “A tecnologia de encapsulamento utilizada pela Kemin tem proporcionado maior atividade dos compostos ativos e sua liberação no momento adequado ao longo do trato gastrointestinal dos suínos”, detalha a gerente.

A Kemin tem uma ampla experiência no controle da Salmonela em suínos, com anos de estudos e uso de produtos como a linha Sal CURB®. Além disso, a empresa incorporou o FormaXOL™, uma combinação de ácidos orgânicos e óleos essenciais encapsulados, que tem se mostrado extremamente eficaz no controle de salmonela.

Resultados obtidos com o uso do produto demonstram sua efetividade. “Após a inclusão de 0,4% de FormaXOL™ na ração durante o período crítico, nenhum animal do grupo tratado apresentou resultados positivos para Salmonela nos testes sanguíneos e nos linfonodos ao atingirem 80 kg de peso vivo”, relata Mara Costa.

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Em contraste, o grupo controle apresentou uma taxa de positividade de 25% nos testes sanguíneos e 12% nos linfonodos. “Esses resultados comprovam a redução significativa da salmonela nos suínos tratados com FormaXOL™, trazendo benefícios tanto para a saúde dos animais quanto para a segurança alimentar”, conclui Mara Costa.

Fonte: Kemin Industries

Fonte: Portal do Agronegócio

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Batata: safra de inverno amplia oferta e coloca preços em alerta

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A oferta de batata deve ganhar força entre agosto e setembro com o avanço da colheita de inverno em Vargem Grande do Sul, no interior de São Paulo. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), somente em agosto deverá ser retirado do campo o equivalente a 35% da safra regional, elevando o acumulado colhido para 50% até o fim do mês.

O aumento sazonal da disponibilidade pode manter as cotações pressionadas no curto prazo, especialmente se a colheita avançar simultaneamente em outros polos produtores. Para o agricultor, o cenário reforça a necessidade de acompanhar o ritmo de entrada do produto no mercado, a qualidade dos lotes e os custos de classificação, armazenamento e transporte.

Em julho, a produtividade média das lavouras de Vargem Grande do Sul ficou próxima de 30 toneladas por hectare, abaixo do potencial da região. Colaboradores consultados pelo Cepea atribuíram o resultado ao excesso de chuva registrado em maio e junho e à elevada frequência de dias nublados, que reduziu a luminosidade e prejudicou a fotossíntese das plantas.

Para agosto, a expectativa é de recuperação do rendimento para aproximadamente 40 toneladas por hectare, patamar próximo ao observado nos últimos anos. A melhora, combinada com a concentração da colheita, deverá ampliar o volume ofertado ao mercado.

O produtor, entretanto, ainda precisa manter atenção redobrada ao manejo fitossanitário. Houve registros de canela-preta depois de cerca de 60 dias da tuberização, favorecidos pela elevação das temperaturas, embora a doença tenha sido rapidamente controlada. A requeima, presente desde junho, intensificou-se em julho e também contribuiu para limitar a produtividade. Apesar dos problemas, a qualidade dos tubérculos colhidos é considerada satisfatória.

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O avanço regional da oferta ocorre em um ano de redução da produção brasileira. O levantamento de julho do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima a safra nacional de batata-inglesa de 2026 em 4,2 milhões de toneladas, queda de 8,3% em relação às 4,58 milhões de toneladas produzidas em 2025.

A retração é explicada principalmente pelas perdas de área. O país deverá colher 121,8 mil hectares, 9,4% menos que no ano passado. A produtividade média nacional, por outro lado, está estimada em 34,5 toneladas por hectare, crescimento de 1,2%.

A terceira safra, correspondente ao cultivo de inverno, deverá produzir 892,2 mil toneladas, recuo de 19,3% frente a 2025. A área destinada ao ciclo diminuiu 23,9%, para 22,1 mil hectares. O rendimento médio esperado, contudo, subiu 6,1% e alcança 40,3 toneladas por hectare.

Isso significa que o mercado pode enfrentar dois movimentos diferentes. No curto prazo, a concentração da colheita entre agosto e setembro amplia a oferta e pode pressionar as cotações recebidas pelo produtor. No conjunto do ano, porém, a disponibilidade nacional deverá ser menor que a registrada em 2025.

A queda de preços já apareceu no varejo. A batata-inglesa recuou 19,59% em julho no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A continuidade desse movimento dependerá do ritmo da colheita, do rendimento das lavouras e da qualidade comercial dos lotes que chegarem aos atacados.

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Apesar de produzir mais de 4 milhões de toneladas por ano, o Brasil não exerce papel central no mercado mundial. Dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) mostram que o planeta produziu 390,4 milhões de toneladas de batata em 2024. O Brasil respondeu por aproximadamente 1,1% desse volume e ocupou a 18ª posição entre os países produtores. China e Índia lideram com ampla vantagem.

A produção brasileira é direcionada principalmente ao mercado interno. No comércio exterior, o maior desequilíbrio está nos produtos processados. Em 2025, considerando a pauta formada por batata-doce e batatas preparadas ou conservadas, o país exportou 36,5 mil toneladas e importou 345,7 mil toneladas — um volume importado quase 9,5 vezes superior ao exportado.

As compras externas foram lideradas por batatas preparadas e conservadas, especialmente produtos congelados destinados ao varejo e ao setor de alimentação. Argentina, Bélgica, Países Baixos e Egito estiveram entre os principais fornecedores. O déficit não significa falta de batata fresca no país, mas revela a dependência brasileira de produtos com maior grau de processamento industrial.

Para o produtor, a entrada no pico da safra exige atenção à comercialização. Mesmo com uma produção nacional menor em 2026, a concentração temporária da oferta pode reduzir preços e margens. Qualidade, produtividade, escalonamento da colheita e negociação antecipada serão determinantes para atravessar o período de maior disponibilidade.

Fonte: Pensar Agro

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