AGRONEGÓCIO

Controle de Pragas e Doenças na Cultura do Café: Desafios e Soluções

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O cultivo de café enfrenta desafios constantes relacionados ao controle de pragas e doenças que afetam as plantas e comprometem a produtividade. Entre as ameaças mais comuns à cultura do café estão a broca-do-café, o bicho-mineiro, o ácaro vermelho, a ferrugem do cafeeiro e a cercosporiose. Neste artigo, serão abordadas duas das principais pragas que afetam a lavoura: a broca-do-café e o bicho-mineiro, destacando os métodos de controle recomendados.

A broca-do-café (Hypothenemus hampei) é uma das pragas mais prejudiciais ao cafeeiro, atacando os frutos em diversos estágios de maturação. Sua infestação pode ser influenciada por fatores como clima, colheita, sombreamento, espaçamento e altitude. Quando a infestação atinge 30% ou mais, os danos à produtividade e à qualidade do café são significativos. As fêmeas da broca perfuram a região da coroa do fruto para depositar os ovos, que se transformam em larvas que consomem o interior dos grãos, comprometendo a classificação do café e sua bebida.

Para o manejo adequado, o Dr. Aldir Alves Teixeira, CEO da Experimental Agrícola/illycaffè, sugere que a amostragem mensal da infestação seja realizada, especialmente até 70 dias antes da colheita, ou quando os frutos estiverem na fase de chumbo, momento crucial para a infestação da praga.

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Já o bicho-mineiro (Leucoptera coffeella) é uma mariposa pequena que coloca seus ovos nas folhas do cafeeiro. Suas larvas penetram na folha e formam minas, prejudicando a área fotossintética e resultando na queda prematura das folhas. A infestação é influenciada por fatores climáticos, como a umidade e temperatura, além da presença de inimigos naturais da praga.

Dr. Teixeira recomenda amostragens quinzenais, especialmente em cafeeiros com até 3 anos de idade, quando os primeiros danos começam a aparecer. O controle deve ser iniciado assim que 30% ou mais das folhas estiverem minadas nos terços médio e superior das plantas.

Com a adoção dessas práticas de manejo, os cafeicultores podem reduzir os impactos das pragas e garantir uma produção mais eficiente e de alta qualidade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Reino Unido amplia pressão e setor do agro brasileiro reage a novas restrições à carne

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O agronegócio brasileiro enfrenta um novo cenário de pressão no comércio internacional após a decisão da União Europeia (UE) de suspender, a partir de setembro, as exportações de carne brasileira, somada ao anúncio de que o Reino Unido também avalia impor restrições adicionais ao produto nacional.

O movimento conjunto dos mercados mais exigentes do mundo acende um alerta no setor pecuário e reforça a necessidade de adequação às regras sanitárias internacionais, especialmente no que se refere à rastreabilidade, uso de antimicrobianos e comprovação de conformidade produtiva.

Pressão internacional exige maior comprovação sanitária do Brasil

Especialistas avaliam que o principal desafio do Brasil não está apenas no cumprimento formal das normas, mas na capacidade de demonstrar, de forma auditável e contínua, que toda a cadeia produtiva atende aos padrões exigidos por mercados como o europeu e o britânico.

De acordo com a coordenadora de contratos e agronegócios do CSA Advogados, Ieda Queiroz, a União Europeia adota critérios rigorosos baseados em evidências verificáveis.

“A UE não trabalha com presunção de conformidade; ela exige evidências. Sem demonstrar, de forma verificável, o uso adequado de antimicrobianos e a rastreabilidade animal, o impacto será duradouro — e afeta a credibilidade global do país”, afirma.

A especialista ressalta que o avanço das restrições britânicas reforça que o tema não é pontual, mas sistêmico dentro do comércio internacional de proteínas animais.

“Quando outro mercado de alta exigência sanitária sinaliza restrições, fica claro que a governança sanitária brasileira está sob escrutínio internacional”, acrescenta.

MAPA articula resposta técnica para evitar ampliação das restrições

Diante do cenário, o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) trabalha na consolidação de relatórios técnicos para responder às exigências das autoridades europeias e buscar a reversão das medidas anunciadas.

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A estratégia do governo envolve a apresentação de dados sobre controle sanitário, práticas de produção e sistemas de fiscalização adotados no país.

No entanto, especialistas destacam que a reabertura ou manutenção de mercados dependerá diretamente da capacidade de comprovação prática de conformidade ao longo de toda a cadeia produtiva da carne bovina.

Rastreamento e uso de antibióticos seguem no centro do debate

Embora o Brasil possua regulamentação que proíbe o uso de antibióticos como promotores de crescimento na pecuária, esse fator, isoladamente, não é suficiente para atender às exigências dos mercados europeu e britânico.

As autoridades internacionais também demandam rastreabilidade individual dos animais, auditorias independentes e documentação completa de todas as etapas do processo produtivo, desde a origem até o abate e processamento.

Segundo especialistas, a diferença entre a legislação vigente e a implementação prática desses controles ainda representa um dos principais entraves para o acesso pleno a mercados mais rigorosos.

“A distância entre norma e prática ainda é grande”, avalia Ieda Queiroz.

Competitividade da carne brasileira pode ser impactada

O aumento das exigências internacionais ocorre em um momento em que o Brasil ocupa posição de destaque no comércio global de proteínas animais, com forte participação em mercados da Ásia, Oriente Médio e Europa.

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No entanto, a ampliação das barreiras sanitárias pode impactar diretamente a competitividade do setor, caso o país não consiga comprovar com robustez a conformidade de seus sistemas produtivos.

Especialistas alertam que a manutenção e expansão da presença brasileira no mercado internacional dependerá cada vez mais de transparência, rastreabilidade e alinhamento com padrões globais de governança sanitária.

Setor agropecuário entra em fase de adaptação e resposta

O cenário reforça a necessidade de adaptação estrutural do setor agropecuário brasileiro, especialmente na pecuária de corte, que depende fortemente do mercado externo.

A tendência é de maior pressão por sistemas integrados de controle, digitalização de processos e fortalecimento de auditorias independentes, com foco na comprovação de origem e conformidade sanitária.

Com a União Europeia avançando em restrições e o Reino Unido sinalizando medidas semelhantes, o Brasil enfrenta um momento decisivo para consolidar sua reputação como fornecedor global de carne dentro dos padrões exigidos pelos mercados mais rigorosos do mundo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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