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Controle de Oferta Impede Novas Quedas nos Preços do Arroz

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Análise do Mercado de Arroz

Apesar da lenta movimentação comercial e da baixa liquidez predominantes no mercado de arroz, observam-se sinais de que a pressão baixista, que predominou nas últimas semanas, está chegando ao fim. Essa avaliação é do analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira.

Segundo o especialista, embora o comércio continue em ritmo contido, o sentimento predominante entre os agentes de mercado é de que os preços do arroz atingiram um “piso técnico”, com espaço restrito para novas quedas. Além disso, há uma crescente possibilidade de correções positivas no curto e médio prazo.

Fatores que Sustentam o Novo Cenário
Este novo cenário é sustentado principalmente por dois fatores:

Controle de Oferta: Os produtores estão mantendo um controle rigoroso sobre a oferta, com uma postura mais retraída no mercado. Eles estão priorizando o ritmo da colheita e evitando comercializar o arroz a preços considerados pouco remuneradores.

Aumento da Demanda: A demanda das indústrias tem mostrado sinais de crescimento gradual, à medida que os estoques operacionais começam a se esgotar e a regularidade no abastecimento se torna mais desafiadora.

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Avanço da Colheita e Destinação dos Grãos

No campo, a colheita da safra de arroz no Rio Grande do Sul segue em andamento. Até o momento, a colheita já atingiu 85,7% da área semeada, de acordo com dados do Instituto Rio-grandense do Arroz (Irga). As regiões da Fronteira Oeste e Planície Costeira Externa estão entre as mais avançadas, com 95,3% e 95,1% da área colhida, respectivamente. A Planície Costeira Interna alcançou 86,4%, enquanto a Zona Sul chegou a 83,9%. As regiões da Campanha e Região Central estão com 76,3% e 65,5% da área colhida, respectivamente.

No entanto, um dado técnico relevante é que mais de um quinto dos grãos colhidos está sendo destinado à parboilização, em razão da perda de qualidade observada em parte da produção, conforme alertado por Evandro Oliveira.

Preços no Mercado

Em relação aos preços, a média da saca de 50 quilos de arroz em casca (58/62% de grãos inteiros, pagamento à vista) no Rio Grande do Sul foi de R$ 77,24 na quinta-feira (24), registrando uma alta de 0,14% em comparação à semana anterior. Em relação ao mês passado, o preço apresentou um recuo de 3,84%. Quando comparado a 2024, a desvalorização é de 26,62%.

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Conclusão

O mercado de arroz enfrenta uma reconfiguração, com fatores internos e externos que limitam o espaço para novas quedas de preços. A combinação do controle da oferta pelos produtores e o aumento da demanda das indústrias pode proporcionar uma estabilidade ou até mesmo recuperação de preços no curto prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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