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Contratos futuros de açúcar sofrem baixa e atingem menor nível em 16 meses

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Nesta quarta-feira (17), os contratos futuros do açúcar bruto, de maior liquidez, na ICE Futures de Nova York, experimentaram mais uma baixa, atingindo o menor nível em 16 meses. O contrato maio/24 foi negociado a 19,32 centavos de dólar por libra-peso, uma queda de 31 pontos em comparação com o dia anterior, enquanto o contrato julho/24 recuou 26 pontos, cotado a 19,27 cts/lb. Outros lotes variaram entre uma queda de 20 pontos e um aumento de 4 pontos, como observado no contrato março/26.

Em Londres, as cinco primeiras telas do açúcar branco também fecharam em queda, com os demais contratos apresentando valorização. O contrato maio/24 foi negociado a US$ 559,30 a tonelada, uma redução de 10,70 dólares em comparação com os preços do dia anterior, enquanto o contrato agosto/24 caiu 10 dólares, atingindo US$ 540,00 a tonelada. Os outros contratos oscilaram entre uma queda de 6,80 e um aumento de 7,10 dólares.

Mercado Doméstico

No mercado interno, as cotações do açúcar cristal, medidas pelo Indicador Cepea/Esalq, da USP, apresentaram alta nesta quarta-feira. As usinas negociaram a saca de 50 quilos a R$ 149,77, um aumento de 1,07% em comparação com o dia anterior.

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Etanol Hidratado

O etanol hidratado registrou sua segunda desvalorização consecutiva, conforme indicado pelo Indicador Diário Paulínia nesta quarta-feira. O biocombustível foi negociado a R$ 2.576,00 o m³, uma queda de 1,87% em relação ao preço praticado no dia anterior, que foi de R$ 2.625,00 o m³.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de algodão do Brasil devem bater recorde em 2025/26 e reforçam liderança global no mercado internacional

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As exportações brasileiras de algodão devem encerrar o ciclo comercial 2025/2026 em nível recorde, com estimativa de aproximadamente 3,3 milhões de toneladas embarcadas, segundo projeções apresentadas durante a abertura do XXIII Anea Cotton Dinner, em reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados.

O desempenho reforça o protagonismo do Brasil no comércio internacional da fibra, com o país consolidado como principal exportador mundial de algodão, superando concorrentes tradicionais como os Estados Unidos. O resultado é sustentado pela forte demanda de mercados da Ásia, Europa e Oriente Médio.

Produção brasileira mantém crescimento e produtividade elevada

A safra 2025/2026 de algodão no Brasil deve alcançar cerca de 3,9 milhões de toneladas de pluma, cultivadas em aproximadamente 1,9 milhão de hectares, com produtividade média próxima de 1.954 quilos por hectare, de acordo com dados da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).

Para o ciclo 2026/2027, as primeiras estimativas indicam nova expansão, com produção projetada em 3,96 milhões de toneladas, reforçando a tendência de crescimento consistente da cultura no país.

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Brasil registra recordes de exportação e consolida liderança global

A Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) destacou que o Brasil registrou recordes mensais de embarques em sete meses dentro do ciclo atual, mantendo ritmo forte de exportações e encerrando a temporada na liderança global do setor.

“O algodão brasileiro alcançou um novo patamar no mercado internacional. Tivemos sete meses de recorde de exportação, e junho deve seguir o mesmo ritmo. Hoje, o desafio já não é apenas produzir mais, mas garantir infraestrutura, competitividade e previsibilidade para sustentar esse crescimento”, afirmou o presidente da Anea, Dawid Wajs.

O avanço das exportações reflete não apenas o aumento da produção, mas também a consolidação da confiança internacional na qualidade da fibra brasileira.

Cenário global pode sustentar preços do algodão

No mercado internacional, o cenário de oferta e demanda segue apertado. A projeção aponta consumo global de aproximadamente 26,510 milhões de toneladas, acima da oferta estimada em 25,265 milhões de toneladas, o que pode contribuir para sustentar as cotações da fibra no mercado mundial.

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Mercado interno mais cauteloso e busca por qualidade

No Brasil, o mercado doméstico apresenta comportamento mais conservador. As fiações têm adotado postura cautelosa nas compras, priorizando qualidade da matéria-prima e reduzindo o apetite por contratos de longo prazo, especialmente em um ambiente de juros elevados.

Uso do algodão avança para além do setor têxtil

Durante as discussões do setor, também ganhou destaque a valorização das fibras naturais e a ampliação do uso do algodão em novas aplicações industriais. Além do vestuário, o produto vem sendo incorporado em segmentos como saúde, construção civil, defesa e materiais funcionais, ampliando seu potencial de inovação e agregação de valor na cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

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